quinta-feira, 29 de julho de 2010

REFLEXÃO ROTÁRIA – DIA 29/07/10

João Pessoa-PB, 29 de julho de 2010.



Amados Rotarianos Campinenses,
Saudações em Cristo!


A SUA CURA É O OUTRO!


Os caminhos do coração humanos são indecifráveis... Você vê gente sofrendo de tudo, e vivendo como se tudo fosse normal. Você, por outro lado, vê gente sofrendo de nada como se sofresse de tudo...
Na realidade, cada vez mais, minha experiência, embora pouca, vai mostrando que não há escolas psicológicas capazes de atender a cada alma humana. De fato, cada alma demanda uma psicologia pessoal e particular... Não dá pra dizer que Freud explica quase nada... Freud explica a si mesmo..., e olhe lá...
Sua Psicanálise é auto-analise, por mais “cientifico” que ele pretendesse ser, posto que por mais isento que fosse, a “ciência” que ele praticava só poderia ser verificada a partir dele mesmo, não apenas de sua interpretação, mas de sua própria/particular/existencial experiência psicológica.
Há pessoas que conheci com crises de contornos “freudianos”. Para tais pessoas Freud parece funcionar bem... Outras, porém, nada têm a ver com o que o Freud pressupôs houvesse em todo homem, sem que haja... Nesses casos, tateio até ver a “porta de entrada” da pessoa, e, freqüentemente, verifico que tal “entrada” não existe nas matrizes das linhas psicológicas clássicas ou pedagógicas, e, portanto, demanda uma psicologia singular, tecida entre você e a pessoa, até que o sistema esteja mais ou menos visível e, portanto, discernível.
Em outras palavras: tem que ser como Jesus praticava...
Queridos e amados rotarianos, a “psicologia” de Jesus era simples e se servia das metáforas que as pessoas traziam ou compreendiam. Tudo, porém, tinha ver com “aquela” pessoa, e não com uma matriz psicológica universal. Assim, com Jesus não há padrões... O padrão é o individuo...
Desse modo, cada pessoa demanda uma psicologia singular, por mais que os modelos psicológicos possam ajudar aqui e ali. No entanto, depender exclusivamente deles é pura tolice...
O modelo do apóstolo Paulo, a confrontação, é o que vejo que melhor ajuda as pessoas, pois, de fato, trata-se de um método não metódico, é que busca discernir a essência da questão, e trata dela cara a cara, sem medo de afirmar, de indagar, de sugerir, de provocar, de perturbar mesmo... — até que a verdade vá aparecendo, e, assim, a pessoa vá se enxergando e tomando as decisões práticas quanto a debelar o vício do sintoma como mal a ser tratado como causa... sem que o seja.
Os pudores psicológicos atrasam em demasia a cura das pessoas... Já vi pessoas anos em um terapeuta, ruminando os mesmos bagaços, pagando caro para serem ouvidos sem que isto deslinde qualquer coisa em seus interiores, até que chegue o dia da verdade...
Então, sem pudor, conversei e converso com tais pessoas; algumas já sabem tudo de tudo, até mais que a maioria dos psicólogos, de tão profissionais como clientes que vieram a se tornar...
A surpresa para essas pessoas é que o que durara anos, por vezes em uma, duas, três semanas, ou em poucos meses, cede...; e, então, começa a abrir o espaço interior para que, pela via da confrontação, a pessoa comece a parar de chocar seus quase/dramas; e, assim, sem pena de si mesmo, sem transferências de nada para ninguém, sem auto-piedade ou auto-comiseração, o individuo comece a reagir; e, em não muito tempo, comece a ficar perplexo com os resultados...; sem saber a razão de não ter que ser um processo necessariamente tão longo e demorado no atingimento dos desejados resultados...
Na realidade o que a maioria das pessoas necessita é do encaramento ‘na’ e ‘da’ verdade!
Noto o despreparo brutal da maioria dos chamados profissionais de Psicologia. Alguns nada dizem apenas porque não têm mesmo o que dizer... Outros gostam da lentidão... Ela é lucrativa (e como é!)... Há ainda os que são tão doentes que fazem psicologia para se distraírem de si mesmos ouvindo os outros... Mas poucos há com consciência do que seja a ajuda que as pessoas precisam...
Ora... isto sem falar naqueles que são pagos apenas para consentirem com o devaneio do individuo... São os Psicólogos do “vamos que vamos”... Sim, você o paga apenas para que ele diga que você tem razão em soltar todas as frangas e todos os bichos do seu zoológico particular...
No meio disso tudo, há alguns profissionais da psicologia que são de fato muito bons, embora poucos.
O que me ressinto mesmo é do fato que se houvesse entendimento do Evangelho, e amor e limpidez de propósitos, todo verdadeiro pastor naturalmente seria um psicólogo.
Mas quase não há tal coisa... A maioria dos pastores está tão perdida que nem mesmo dá conta de sua própria alma, quanto mais da dos outros!...
A receita de cura de Isaías é simples [cap.58]: liberte os oprimidos, quebre cadeias nos outros, franqueia a vida ao próximo, não fuja dele; e mais que isto: abra a sua própria alma com o aflito [deslocando o foco do “si-mesmo” para o outro] — pois, então, se diz: A tua cura brotará sem detença!...
Amados rotarianos, a melhor terapia desta vida sempre será o serviço em amor! Quem se esquece de si e arranja olhos para a vida, em geral ficará curado enquanto limpa feridas e cuida de angustias alheias...
Aquele, porém, que apenas cuida de si mesmo, de suas supostas dores, e concentra-se exclusivamente em sua angustia como elemento pivotal da existência universal, esse pode contratar o melhor psicólogo para que lhe ande a tira-colo, pois, ainda assim, jamais ficará curado...
Ninguém sabe em que espírito o Samaritano vinha sem seu caminho... Entretanto, pouco importa se ele vinha cantando, alegre, feliz e grato, ou se vinha sofrendo, angustiado e infeliz... Sim, o que importa é que ele olhou para o outro, o outro pior do que ele, o outro sem autodeterminação, caído no caminho... E mais: fez isso sem que importasse quem ele ou o outro fossem um para o outro...
Sem que fosse significativo como o Samaritano estivesse se sentindo, o que valeu foi o ato, foi o feito, foi a parada e o levantar do homem... Sim, o importante não era a subjetividade, mas a objetividade da decisão...
Digo isto hoje porque vejo que muitos dos que conheço jamais ficarão curados enquanto não se esquecerem de si mesmos, e, enquanto não transformarem sua auto-vitimização em ação pró-ativa em favor da vida...
Pensem nisto; e parem de lamber adoecidamente as suas próprias feridas...



Nele, que nos cura pela verdade e pela prática do amor voltado para aquele que vemos..., e que carece de graça e cuidado,
Pr. Hiram Ribeiro dos Santos Filho
e-mail: hiramfilho@yahoo.com.br

sexta-feira, 23 de julho de 2010

REFLEXÃO ROTÁRIA – DIA 22/07/10

Fortaleza-Ce, 22 de julho de 2010.

Amados Rotarianos Campinenses,
Saudações em Cristo!



SOBRE DEUS!

Não sei explicar as razões de minha fé. Não sei dizer os ‘porquês’ de minha devoção. Sinto-me inadequado para convencer os indiferentes. Como fazer que desejem o mesmo sal que tempera o meu viver? Limitado, reconheço que tudo o que sei sobre o Divino é provisório. Não tenho como negar, minhas convicções vacilam. As certezas que me comovem são, decididamente, vagas.

Sei tão somente que Ele se tornou a minha meta, o meu norte, a minha nostalgia, o meu horizonte, o meu atracadouro. Empenhei o futuro para seguir os seus passos invisíveis. No dia em que o chamei de Senhor, a extensão do meu meridiano se alongou e os fragmentos de meu mapa existencial se encaixaram. Ao seu lado, caíram as muralhas da minha estrada e o ponteiro da minha bússola se imantou.

Sei tão somente que Ele se fez residente no campus dos meus pensamentos. Presente nos vôos da minha imaginação, transformou-se no mais doce ponto de minhas interrogações. Causa de toda inquietação, tornou-se a fonte de minha clarividência.

Sei tão somente que Ele se desfraldou como flâmula sobre meus ombros. Por amar tanto e tão formidavelmente, purgações, sacrifícios, tudo foi substituído por desassombro. No porão da tortura, nos suplícios culposos, achei um ambulatório, o seu regaço.

Livros contábeis, que registravam meus erros, foram rasgados. Encaro a eternidade com a sensação de que as sentenças estão suspensas. Já não fujo dEle. Eu o chamo de Amigo.

Sei tão somente que Ele ardeu o delicado filamento que acendeu a luz dos meus olhos. Ele foi o mourão que marcou o outeiro de minha alma; sou um jardim fechado. Ele é o badalo que dobra o sino do meu coração e o alforje onde guardo acertos e desacertos do meu destino.

Sei tão somente que Ele me fascina com a sua luz refratada em muitos matizes. Dele vem o encarnado que tinge a minha face com o rubor do sol. Seu amarelo me brinda com o açafrão do mistério transcendental.

Vejo um roxo que me colore de púrpura real. Seu branco é lunar e me prateia. Por sua causa, a minha alma espelha o azul dos oceanos virgens.
O que dizer de Deus? Tão pouco! Calado, só espero que o meu espanto celebre o tamanho da minha reverência.


Nele,
O amado de minha alma!

Pr. Hiram Ribeiro dos Santos Filho
e-mail: hiramfilho@yahoo.com.br

terça-feira, 20 de julho de 2010

VALCEDIR CARNEIRO DO NASCIMENTO



Valcedir Carneiro do Nascimento abriu os olhos para o mundo no sítio Cirurgião, Povoado de Passagem do Feijó nos idos de 1934. Seu torrão natal, em 1870, teve sua denominação mudada para Vitória. Em 1892, por decisão do governador Pedro Velho, foi elevado à condição de Vila. Em 1943 a Vila Vitória foi elevada à categoria de Distrito com o nome de Panatís, em homenagem aos índios do mesmo nome, seus primeiros habitantes.

Finalmente em 1953 o Distrito de Panatís foi desmembrado dos municípios de Alexandria e Pau dos Ferros, tornando-se município com o topônimo de Marcelino Vieira, em homenagem ao agricultor e criador paraibano, que radicou-se no estado do Rio Grande do Norte, destacando-se na política, tendo sido intendente várias vezes e deputado estadual. Portanto, nosso companheiro Valdecir é potiguar de nascimento e tabajara por adoção, excelso profissionalismo, indelével amor e desprendimento.

Aos 15 anos, foi estudar no Seminário de Santa Terezinha em Mossoró-RN., onde concluiu o ensino fundamental. Mudou-se para Natal-RN. Em 1955 e lá fez o Curso Clássico no Atheneu Norte-riograndense. Estudou na Faculdade de Direito de Natal.

Como acadêmico, foi Adjunto de Promotor em exercício da Comarca de Marcelino Vieira (1960). Transferiu-se para o Rio de Janeiro onde graduou-se pela Faculdade de Direito da Universidade do Estado da Guanabara. Foi advogado atuante por quase quatro anos naquele extinto Estado, hoje Rio de Janeiro-RJ.

Em 1967, assumiu o cargo de Juiz de Direito do Estado da Paraíba, profissão que exerceu por ininterruptos 28 anos. Foi admitido em Rotary no dia 08 de junho de 1978 no Rotary Club de Catolé do Rocha, estado da Paraíba, e no nosso querido Rotary Club Campina Grande (Campinão) em 08 de agosto de 1985. É nosso sócio honorário desde 20 de maio próximo passado.

Valdecir Carneiro é um divulgador do Rotary por excelência. Um perscrutador, um investigador, um relator da história do Rotary Club Campina Grande, um companheiro versado nas informações rotárias. No Rotary Club de Catolé do Rocha foi Diretor e Presidente da Avenida de Serviços Internos, Presidente da Avenida de Serviços Internacionais e Membro da Comissão de Segurança.

No Rotary Club Campina Grande foi Secretário por duas vezes, representante de Área do Governador do Distrito, Presidente da Avenida de Serviços Internos, de Serviços Internacionais e da Comissão de Informações Rotárias. Sócio honorário do Rotary Club Campina Grande Oeste.

É casado com Maria dos Milagres Lopes Carneiro e do consórcio tiveram dois filhos, Crixina Lopes Carneiro do Aragão Monteiro, médica, e Sóstenes Carneiro Lopes, jornalista e professor universitário. O companheiro Valdecir encontra-se momentaneamente impossibilitado de comparecer às nossas reuniões ordinárias e de companheirismo por motivos de saúde.

Um ser humilde entre todos os humildes seres. Seu olhar está sempre acompanhado de um sorriso que nos encanta, que nos agrada e nos contagia. Nossas reuniões se ressentem de um companheiro participativo, sempre atuante nas diversas formas de informações e ilustrações. Trouxe-nos a história da construção da Escola Rotary Dr. Francisco Brasileiro, reproduzida em dezenas de exemplares para ser distribuída com todos os sócios representativos do Clube.

Sem dúvida nenhuma, Valdecir Carneiro é uma exemplar figura que muito honra e dignifica as hostes rotarianas de nossa cidade, do nosso estado e do nosso Distrito 4500. Ao se aproximar o jubileu de prata de sua admissão no Rotary Club Campina Grande, queira ilustre e respeitável companheiro, receber nossa gratidão pelo muito que fez e pelo pouco que recebeu.

Nossas Saudações Rotárias,


Hiram Ribeiro dos Santos
Rotary Club Campina Grande
Campina Grande, 20 de julho de 2010

quinta-feira, 15 de julho de 2010

REFLEXÃO ROTÁRIA – DIA 15/07/10

Fortaleza-Ce, 15 de julho de 2010.



Amados Rotarianos Campinenses,
Saudações em Cristo!



CONTENTAMENTO!




Contentamento é felicidade. Porém contentamento não é satisfação de ter, mas de ser. Se contentamento tivesse no possuir sua realização, ele jamais se realizaria. O contentamento só é possível porque ele se realiza em “ser”, não em “ter”. Isto porque o material para ser é ilimitado, mas a matéria do ter é limitadíssima.
Por isto, quem busca contentamento no ter, no possuir, no poder dizer “é meu” olhando para algo ou alguém, morrerá frustrado, posto que sempre desejará mais, e também porque descobrirá que a alma não se alimenta das mesmas coisas que alimentam os olhos e o desejo de se sentir dono. Mas aquele que busca contentamento em ‘ser’, esse entra no mundo no qual se entra e sai e sempre se acha pastagem.
Amados e queridos rotarianos, no mundo do ser se diz que o ‘Senhor é o nosso pastor, e que nada nos faltará’, pois Ele nos guiará por pastos verdejantes e águas tranqüilas, refrigerando assim a nossa alma, para que possamos continuar na senda da justiça, na qual Ele mesmo nos guarda por amor de Seu próprio nome.
No mundo do ser não nos falta nada, muito menos no vale da sombra da morte a presença de Jesus, ou a alegria do contentamento quando o nosso cálice transborda, apesar de todos os adversários e adversidades.
No mundo do ser a alma anda tranqüila e feliz, pois sabe que bondade e justiça andam sempre após ela mesma, visto que ela se torna perseguida pelo que é bom. Isto é contentamento!


Nele,
Nosso Senhor!


Pr. Hiram Ribeiro dos Santos Filho
e-mail: hiramfilho@yahoo.com.br

segunda-feira, 12 de julho de 2010

SAUDAÇÃO À GOVERNADORA TEREZA NEUMA DE CASTRO DANTAS , ANO ROTÁRIO 2010 – 2011, EM VISITA AO ROTARY CLUB CAMPINA GRANDE

Tereza Neuma de Castro Dantas, é uma senadora, senadora pompeuense, historicamente nossa segunda governadora distrital. Ela nasceu ao meio da bacia hidrográfica do banabuiú, entrecortada pelos rios banabuiú, mandacaru e patu, microrregião do Sertão de Senador Pompeu e mesorregião dos sertões cearenses. Emancipada em 1901, seu topônimo é uma homenagem ao Pe. Tomaz Pompeu de Souza Brasil, antes denominada de Arraial do Codiá. Capital cultural do Ceará, se destaca por suas ações voltadas para a valorização e preservação da cultura do seu povo. A produção cultural é viva e intensa. Sendo uma das cidades que mais se destacam no sertão central e no estado do Ceará. Há vários grupos de dança , artesões, artistas plásticos, escritores, grupos teatrais, dramaturgos, produtores de trabalhos audiovisuais. O município já contou com o Campus Avançado do Sertão Central – CASC, que pertencia à Universidade Estadual do Ceará- UECE oferecendo cursos de Letras, História e Ciências Exatas, infelizmente hoje se encontra fechado. Nossa governadora deixou de atravessar a ponte ferroviária vinda da Inglaterra, conhecida atração turística de sua terra, para alçar vôos cada vez mais altos, chegando aos píncaros do Doutorado em Química no INPT – Toulouse – França. Não surgem tantos talentos assim aqui e alhures. Uma mulher diferente que faz a diferença. Só quem desperta a atenção passa a receber merecedíssimos espaços nos sinuosos caminhos da vida.
Companheira Governadora, ao graduar-se em Química pela UFCE ano 1975, concluir mestrado em Química Orgânica na UFC, sendo a primeira mulher a conseguir o feito naquela Universidade, concluir o Doctorat de Troisième Cycle em 1981 e o Doctorat d´État em 1983, no INPT – Toulouse, França, além de ter lecionado no Colégio Imaculada Conceição em Fortaleza e na Universidade Federal do Ceará, você ingressou no corpo docente da UFRN, deixando as terras alencarinas para radicar-se em Natal, cidade situada às margens do rio Potengí e do Forte dos Reis Magos, no extremo-nordeste do Brasil, na chamada esquina do continente. Já aposentada desde 2003, assumiu desde maio a coordenação executiva do NUPRAR/PETROBRAS/UFRN.
Conterrânea de Rachel de Queiroz, uma das mais importantes intelectuais brasileiras. Surgiu em terras potiguaras para honrar Nísia Floresta Brasileira Augusta, Constância Lima Duarte e Zila Mamede. No mundo da ciência faz lembrar Beatriz Barbuy e Ada Yonath. A comunidade acadêmica e o Distrito 4500 do Rotary Internacional têm o privilegio de tê-la, companheira governadora, como exemplo de dedicação e devotamento às duas causas, sempre em ascendente crescimento e singularíssima performance em tudo que faz.
Ingressou em Rotary , no RC de Natal-Sul nos idos de 1991 e incorporou-se de corpo e alma ao movimento rotário não só do seu clube mas nas ações desenvolvidas pelo Distrito. Ocupou o cargo de presidente do clube (1997-98), sendo novamente pioneira como mulher a exercer essa função no Rio Grande do Norte. Foi líder do Intercâmbio de Grupos de Estudos (IGE) para o Distrito 7170 – NY-USA, vice-presidente para o Rio Grande do Norte da Comissão de IGE de 2003 e presidente em 2008/2009. É Companheira Paul Harris, foi Secretária do Clube por três vezes e Secretária do Distrito 4500 no ano rotário 2005/06. Agora vem nos honrar com seus valiosos préstimos na governança do nosso Distrito 4500, ano rotário 2010-11.
É casada com o Engenheiro Químico Afonso Avelino Dantas Neto e mãe de Moisés, Remy e Artur. Sobe a serra da Borborema para desfrutar do nosso fraternal calor amigo e companheiro em um clima tropicalmente frio que sopra nestas alturas. Sinta-se em casa e conte conosco. É importante que haja uma redistribuição de atribuições dentro da organização distrital. Os nomes estiveram, estão e sempre estarão à disposição da governadoria. Cada rotariano anônimo estará motivado a participar das ações de sua administração, seja em que meio e direção for recrutado, e o fará com desmedido empenho para servir dando tudo de si, antes de pensar em si.
Muito Obrigado,
Saudações Rotárias
Hiram Ribeiro dos Santos
Rotary Club Campina Grande
Campina Grande, 15 de julho de 2010.

sábado, 10 de julho de 2010

REFLEXÃO ROTÁRIA – DIA 08/07/10

Fortaleza-Ce, 08 de julho de 2010.


Amados Rotarianos Campinenses,
Saudações em Cristo!


BOM ÂNIMO!



Jesus disse aos discípulos em meio à tempestade, quando pensavam estar vendo um “fantasma”, que tivessem bom ânimo. Depois disse que o homem que teve bom ânimo, e, tentou ir ao encontro Dele andando sobre as águas (vindo a afundar depois de andar por um pouco), que aquele era um “homem de pouca fé” — Pedro. Depois, na última ceia (conforme o Evangelho de João), Jesus disse que no mundo se teria muita aflição, mas que se tivesse ‘bom ânimo’, pois Ele havia vencido o mundo. Assim, há o ‘bom ânimo’ que é uma pequena fé, mas suficiente para por alguém com a vontade de andar até sobre as águas. E há o ‘bom ânimo’ que é focado em Jesus, e na vitória Dele sobre as aflições desta existência.
Amados e queridos rotarianos, no primeiro caso Pedro (aquele que andou sobre as águas e depois sucumbiu), tomou tal iniciativa, abandonando o medo do fantasma e o pavor do poder da tempestade — baseado no fato de que Aquele com Quem ele falava era o próprio Jesus. Desse modo, ousou o impensável para, então, sucumbir ao primeiro medo que o assolara — o medo da tempestade. Já no segundo caso, o próprio Jesus diz que a vitória sobre as aflições vem exclusivamente de se ter a Ele, Jesus, como referencia absoluta para a visão da vida; pois, Ele é Aquele, único, que venceu o mundo.
Desse modo se fica sabendo que o bom ânimo que existe apenas como uma predisposição psicológica e positiva para pensar o melhor, ajuda muito a qualquer um, mas apenas quando a vida está boa. Nesse caso, o bom ânimo é bom humor, e também é positividade. E há grande poder em tais sentimentos e atitudes. Funcionam até na vida de ateus (se é que tal existe mesmo). Sim, porque até mesmo bandidos positivos prosperam mais que bandidos negativos. Tal bom ânimo (que é de si mesmo) é útil à vida, mas não anda sobre as águas; além de que foge de fantasmas.
O bom ânimo acerca do qual Jesus falou não era “o poder do pensamento positivo”. Nem era uma mera auto-ajuda. Ele ia muito além de tais coisas, por mais positivas que sejam. Isto porque o que Jesus ensinou não se estribava em circunstâncias favoráveis. Ao contrário, o bom ânimo ensinado por Ele acontecia contra fantasmas, contra tempestades, e contra as aflições do mundo. Pois, no primeiro caso, era na direção de Jesus que Pedro andava sobre as águas; e, no segundo caso, a vitória sobre as aflições vem de se ter o olhar fixado, pela fé, Naquele que é nossa vitória sobre o pecado (o nosso), sobre as tristezas (as nossas), e sobre toda angustia (as nossas); pois, Ele é Aquele que levou nossos pecados e que levou nossa morte, morrendo por nós e ressuscitando.
Sem esse foco em Jesus, em Deus (“Credes em Deus? Crede também em mim” — disse Jesus); e sem esse andar certo de Seu amor por nós — ninguém encara fantasmas, e nem tampouco enfrenta as tempestades impensáveis (andando sobre as águas); e menos ainda conseguirá vencer o mundo, cujo maior poder é o da desesperança (no caso de quem continua honesto) e o do cinismo (que é o que acomete aquele que fica dormente para não morrer).
O apóstolo Paulo ensinou que o pensar em coisas boas, honestas, edificantes, positivas, e enaltecedoras — é um exercício que todos os discípulos de Jesus devem praticar. E acrescentou: “E o Deus da paz será convosco”.
Entretanto, ele mesmo, Paulo, disse que o único poder capaz de nos habilitar para a sermos mais que vencedores (e, portanto, capazes de enfrentar tudo; pobreza, opressão, perda, ameaça, perseguição, dimensões, e até qualquer outra criatura ou fantasma) — era a consciência em fé acerca do amor de Cristo por nós.
Queridos rotarianos, sem que eu ande pela fé e em confiança, poderei até ter uma boa atitude na vida; mas apenas enquanto os fantasmas não aparecerem, os mares não se tumultuarem, e a vida não for feita de aflição; pois, quando é assim, somente Alguém maior que o mundo pode manter nosso ânimo, caso continuemos a olhar apenas para Ele, sem nos deixarmos possuir pelo pavor inspirado nas adversidades.
“Não se turbe o vosso coração. Credes em Deus? Crede também em mim”. Quando se olha apenas para Ele (Jesus), fé é bom ânimo; e bom ânimo é a própria fé. Mas quando não se olha apenas para Ele, então nosso ânimo variará conforme as circunstâncias. Afinal, quem de nós vence o mundo? Sim, quem de nós vence tudo o que nos relativiza, culminado na própria morte?
Assim, amados e mui queridos rotarianos, há somente uma coisa a fazer: andar pela fé, em confiança, crendo no cuidado e no amor de Deus por nós, sabendo que todas as coisas, todas elas, contribuem para o bem daqueles que amam a Deus. Ora, o fruto desse andar é bom ânimo em tudo, pois, quem tem tal significado para existir e viver tem também um olhar venturoso acerca de tudo; visto que já está posto, em fé, acima de todo fantasma, de todo principado e poder; e de toda tempestade deste mundo. Afinal, esse mesmo já sabe que tudo apenas acrescenta valor e significado à sua existência. Pode haver maior poder de ânimo do que este?



Nele,
Que nos guarda nas asas da fé!


Pr. Hiram Ribeiro dos Santos Filho
e-mail: hiramfilho@yahoo.com.br

segunda-feira, 5 de julho de 2010

HOMENAGEM PÓSTUMA DO ROTARY CLUB CAMPINA GRANDE AO COMPANHEIRO JOSÉ STÊNIO LOPES

Um cearense fidalgo, intelectual e amigo. Ele veio da chapada do Araripe, na meso-região sul do estado, mais precisamente do Crato e subindo a serra da Borborema, não mais desceu, aqui ficando desde 1957.

Estudioso, pesquisador, relator critico, jornalista, escritor, poeta, professor e administrador da educação. Discreto, reservado, calmo, tranquilo, de voz baixa. Não me lembro de tê-lo ouvido falando alto, só nos seus artigos e escritos, extrapolando fronteiras e limites. O seu andar era simbiótico à fala mansa que despertava atenção e o olhar curioso da platéia.

Falo de José Stênio de Lucena Lopes, decano em Rotary, um companheiro dos mais ilustres desde 30 de janeiro de 1958. Olhar parado, enxuto. Observador atento, participativo, colaborador, prestativo. Foi presidente do nosso clube no ano rotário 1963/1964. Deu importantíssima colaboração ao Rotary Club com palestras, conferências, treinamentos e viagens para assembleias distritais. Tinha pelo Rotary Club Campina Grande constante preocupação e procurava inteirar-se de tudo e fazia questão de participar das campanhas, contribuindo com doações, resgatando quotas.

Stênio lopes deu extraordinária contribuição na fundação e instalação do Senai aqui em nossa cidade. O seu caráter, sua altivez e o seu traço marcante de personalidade se confundiam com o nome do importante estabelecimento que teve a honra de administrá-lo - o Senai de Stênio Lopes, era assim conhecido.

Este campinense por adoção e título honorário contraiu núpcias com Maria Leda de Figueiredo Lopes em 1940 e do consórcio tiveram sete filhos. Há pouco menos de um ano, Dona Leda teve que retornar para o sítio Monteflor, na querida região da Serra Verde. O pequeno cafezal, o canavial, uma mata preservada e as fruteiras estavam precisando dos seus cuidados. Agora, seu marido Stênio é chamado para juntos darem continuidade ao empreendimento que iniciaram.
Ao amigo e pranteado companheiro, nosso preito de gratidão pelo muito que fez pelo nosso Rotary "dando tudo de si, antes de pensar em si". Aos seus familiares, aceitem nossas condolências e votos de resignado conforto.

Saudações Rotárias

Zouraide Silveira
Rotary Club Campina Grande

Campina Grande , 03 de julho de 2010

quinta-feira, 1 de julho de 2010

REFLEXÃO ROTÁRIA – DIA 01/07/10

Fortaleza-Ce, 01 de julho de 2010.


Amados Rotarianos Campinenses,
Saudações em Cristo!


A FÓRMULA DA EXISTÊNCIA!

Há quem se queixe de ter uma única coisa na vida? Eu, todavia, pergunto: e você acha isto pouco? Jesus disse que a formula do existir pode ser reduzida a “uma só coisa”, contra o suposto valor de “andar inquieto e preocupado com muitas coisas”.
Este foi o pensamento que me veio à cabeça quando ia hoje pela manhã a uma distribuidora de alimentos visitar um cliente.
Então, cheguei em casa, enviei o pedido à indústria e fui direto a Lucas 10.36 à 11.4.
Foi inevitável ver. Lá estava. Aquela “uma só coisa”. Bem aberta. Bem diante de mim. Sorrindo para mim. Me convidando. Me dizendo como digo à minha alma: Confie! E ela sempre confia. Eu sempre a peguei em segurança. Agora ela aprendeu a confiar. Fui para o quarto e reli a passagem. Vi outras muitas coisas. Por exemplo, fica claro ali que ansiedade gera neurose. “Marta! Marta! Andas inquieta e te preocupas com muitas coisas. Pouco é necessário; ou mesmo, uma só coisa”.
Amados e queridos rotarianos, inquietação gera preocupação, que gera a ansiedade essencial, e que pensa se alimentar na segurança das muitas coisas; e que são todos os tesouros que sempre que alcançamos deixam de ter valor de contentamento para nós. Pois, eis que o ser se viciou em muitas coisas...e existe para o nada das coisas que não são.
Muitas coisas? Qual é o seu nome?—pergunto eu. Legião é meu nome!—responde ela desmascarada. O diabo mora nas muitas coisas. Deus habita uma só coisa.
O texto de Lucas prossegue até a oração do Pai Nosso. Naquela oração está a uma só coisa. O nome dessa uma só coisa é Confiança. Se não, veja: O Pai é nosso; o reino é Dele; o único santo e santificador é Ele mesmo; o pão que comemos vem Dele; e o perdão que recebemos é proporcional à nossa capacidade de perdoar em razão de nos enxergarmos como grandes perdoados por Ele.
E se há esperança de não cair em tentação-fixação-compulsão-vício-escravidão, então, também é apenas por causa da libertação que só pode vir Dele. O resumo de tudo é: Sem confiança o ser jamais experimenta verdadeiro contentamento.


Nele,
Que nos manda confiar e confiar sempre!


Pr. Hiram Ribeiro dos Santos Filho