quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

REFLEXÃO ROTÁRIA – DIA 11/12/08

Eusébio-Ce, 11 de dezembro de 2008.


Queridos Rotarianos,
Saudações em Cristo!


ADORO DE TODA MINHA IGNORÂNCIA!


Quanto mais o tempo passa, mais sou esmagado pela minha ignorância. Sim! Quanto mais vou sabendo, mais esmagado vou ficando pela constatação do que não sei; pois, quanto mais se sabe, sabe-se apenas mais ainda a fim de aprofundar a natureza e a sofisticação da ignorância.
Não sei quase nada sobre o Universo e seus multiversos; sobre seus anti-versos; sobre seus ambientes paralelos; sobre a sua natureza essencial; sobre suas criaturas e existências; sobre os infinitos mundos que existam dentro e fora do Universo; sobre a Terra, e tudo o que nela há; sim, sou cada dia mais ignorante; ignorante do que sei, e cada dia mais sábio sobre o que não sei... Cada dia vejo como sou ignorante de mim mesmo e de tudo o que seja mistério no mundo.
Ignorância é minha condição! Ao mesmo tempo, quanto mais me disponho a amar, mais vejo que o que existe não é feito de conhecimento, mas sim de sabedoria desinformada e caminhante na direção do que seja o amor como vida. Assim, quanto mais meu saber aumenta, mais cresce minha ignorância; pois, todo saber apenas esclarece o tamanho do que nos falta como conhecimento. Quem pensa assim já andou mais da metade do caminho.
Do mesmo modo, quanto mais reconheço minha ignorância, mais cresço em confiança; pois, meu maior esmagador de ilusões sobre o Sentido da Vida não é a Ciência, mas a Palavra de Deus.
Queridos rotarianos, a Ciência me dá ilusões de saber. A Palavra é que desmonta tudo, sempre me projetando para naturezas de existências e de possibilidades que estão muito para além da mais fascinante viagem cientifica ou ficcional. Então, pela fé, fico sabendo o que basta; e isto não me desestimula na busca do saber.
Pela fé fico mais aberto do que qualquer cientista, cuja profissão preconiza uma mente aberta. Sim! Fico mais aberto do que um cientista, pois, a ciência trabalha com as variáveis do “possível acordado cientificamente”. Mas a fé decorre da confissão que diz: “Os impossíveis dos homens são possíveis para Deus”.


Nele, em Quem sou esmagado de alegria de apenas confiar no Amor que não mente,



Pr. Hiram Ribeiro dos Santos Filho
Pastor das Igrejas Evangélicas Assembléias de Deus em Eusébio / Ceará
e-mail: hiramfilho@yahoo.com.br

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Homenagem do Rotary Club de Campina Grande ao Dia do Palhaço

Entre os personagens que trabalham no circo, como os domadores, mágicos, trapezistas, acrobatas, dançarinas e equilibristas, o palhaço exerce a principal função. É ele que, com suas palhaçadas, faz o público adulto esquecer os problemas do dia-a-dia. As crianças, principalmente, vão ao circo só para ver o palhaço.

Com sua roupa desengonçada, sempre está com a calça larga caindo, sapato de nadador e cara pintada. Sua cabeleira é estranha e seu nariz é sempre uma pelota vermelha. Dá piruetas por todos os lados; cai, levanta, pula, sobe, desce, anima os espectadores com suas artes e piadas engraçadíssimas.

O palhaço é um circense muito competente e indispensável na apresentação de um espetáculo. Na história do circo, muitos palhaços ficaram famosos, como Arrelia, Chique-chique, Pirolito, Carambola, Teco-teco, Pipoca, Pingüim, Bozzo, Carequinha e Picolino.

O palhaço representa a alegria, pois está sempre sorrindo. Quando se desenha a figura de um palhaço, é de uma pessoa muito alegre. Sua boca chega perto da orelha. Muitas vezes dá aquela gargalhada, mas... não sabemos como está o seu coração. É o seu trabalho!

Palhaço – Artista de circo, que faz pilhérias e momices para divertir o público; pessoa que, por atos ou palavras, faz os outros rirem. Circo – grande e antigo recinto para jogos públicos; anfiteatro circular para espetáculos de ginástica, equitação.

Escolhemos para Homenagear no dia 10 de dezembro o Palhaço Carequinha. George Savalla Gomes – Artista de circo, cantor e compositor. Sua mãe era trapezista e seu nascimento foi um picadeiro de circo, logo após o espetáculo em que ela sentiu as dores do parto quando se equilibrava no arame. Neto de Savalla, dono do Circo Peruano, no qual começou a trabalhar em 1920, aos cinco anos de idade.

Iniciou a vida artística aos cinco anos de idade, no Circo Peruano, em sua cidade natal. Em 1938 estreou como cantor na Rádio Mayrink Veiga no Rio de Janeiro, no programa “Picolino”, de Barbosa Jr.

Em 1950 passou a trabalhar na recém-inaugurada TV Tupi, formando uma dupla de palhaços com Fred, nome artístico utilizado por Fred Vilar, no programa “Circo do Carequinha”, tornando-se pioneiro do circo na televisão brasileira e de programas infantis ao vivo na TV. O programa permaneceu 16 anos no ar.

Em 1957 realizou sua primeira gravação, as marchas “Fanzoca do Rádio”, de Miguel Gustavo, que se tornou a marcha mais popular do ano seguinte, e “O Preço da Gripe”, de Miguel Gustavo e Altamiro Carrilho. No mesmo ano, gravou aquela que seria seu maior sucesso, a valsa “Alma de Palhaço”, de sua autoria e de Fred. Em 1958 gravou, Altamiro Carrilho, a valsa “Saudade de Papai Noel”. No mesmo ano, gravou de Altamiro Carrilho, Miguel Gustavo e Carrapicho, a marcha “As Brabuletas de Brasília” e de Miguel Gustavo, a batucada “Dá Um Jeito, Nono”.

Em 1959 gravou a marcha “Parabéns! Parabéns!”, de Altamiro Carrilho e Irani de Oliveira, que se tornou um verdadeiro hino dos aniversários infantis; a valsa “Missa do Galo”, dele e Mirabeau, e a marcha “Carnaval do J.KJ.”, de motivo popular, com arranjo de Altamiro Carrilho e Miguel Gustavo, entre outras.

Em 1960 gravou, de Altamiro Carrilho e Irani de Oliveira, o fox “O Bom Menino”, que além de ser um de seus maiores sucessos, tornou-se também um clássico do cancioneiro infantil. No mesmo ano, gravou em parceria com Mirabeau e Jorge Gonçalves, a marcha “Canção das Mães”.

Em 1961 gravou a valsa “Canção da Criança”, de Francisco Alves e René Bittencourt, que se tornou outro de seus sucessos. No mesmo ano lançou com enorme sucesso o LP “Carequinha no Parque Shangai”, com produção de Getúlio Macedo, e com músicas do próprio Getúlio e Hamilton Sbarra, tais como: “Roda Gigante”, “Trem Fantasma”, “Carroussel”, “Bicho da Seda”, “Auto-Pista” e “Montanha-Russa”. Em 1962 gravou, entre outras composições, “Twist do Cachorrinho”, de Nazareth de Paula e Joluz, e “Chicotinho Queimado”, dele e Almeidinha.

Em 1963, gravou as marchas “Bloco do Carequinha”, de Vicente Amar e Almeidinha e “É... Bebê?” de Antônio Almeida. Em 1964 gravou as marchas “Vaca Malhada”, de Brazinha e Vicente Amar e “Joaqui8m, Cadê sua Meia?” de José Saccomani, Valdemar e Castrinho. Gravou, entre outros, os LPs “Amiguinho das Crianças”, “Baile do Carequinha” e “Carequinha”, todos pela Copacabana.

Nos anos 1980, apresentou por quase três anos um programa infantil na TV Manchete, que saiu do ar, sendo substituído pelo programa da Xuxa, que iniciava sua trajetória artística.

Em 2001, destacou-se no Programa Escolinha do Professor Raimundo, na TV Globo, com a música “Ai, ai, ai Carrapato Não Tem Pai”.

Considerado um dos mais importantes palhaços de circo no Brasil, comemorou o aniversário de 87 anos em 2002, com uma apresentação n o Teatro João Caetano. Em dezembro do mesmo ano, em entrevista a Boris Casoy, na TV Record, descontraiu o jornalista, levando-o a cantar “O Bom Menino”.

Carequinha atravessou várias gerações como ídolo infantil. Em 2003, ao completar 88 anos, foi homenageado por seresteiros em Rio Bonito, e foi recebido por 4 mil crianças na quadra da Escola de Samba Porto da Pedra, em São Gonçalo (RJ), onde morava.

Demonstrando saúde e vitalidade, fez shows pelo menos duas vezes por semana. Em 2005, completou 90 anos. Partiu para apresentar-se em um circo celestial em 2006, após completar 91 anos.

Vejamos a homenagem o que o compositor Antônio Marcos escreveu em:

“Sonhos De Um Palhaço”:

Vejam só
Que história boba eu tenho pra contar
Quem é que vai querer me acreditar
Eu sou palhaço sem querer

Vejam só
Que coisa incrível o meu coração
Todo pintado e nessa solidão
Espera a hora de sonhar
Ah, o mundo sempre foi
Um circo sem igual
Onde todos representam o bem e o mal
Onde a farsa de um palhaço é natural

Ah, no palco da ilusão
Pintei meu coração
Entreguei o amor, o sonho sem saber
Que o palhaço pinta o rosto pra viver

Vejam só e há quem diga que o palhaço é
Do grande circo apenas o ladrão
Do coração de uma mulher

Ah, o mundo sempre foi
Um circo sem igual
Onde todos representam o bem e o mal
Onde a farsa de um palhaço é natural

Ah, no palco da ilusão
Pintei meu coração
Entreguei o amor e o sonho sem saber
Que o palhaço pinta o rosto pra viver

Vejam só
E há quem diga que o palhaço é
Do grande circo apenas o ladrão
Do coração de uma mulher.

Para concluir este breve ensaio sobre o grande artista que é o Palhaço, neste dia 10 de dezembro, digo:

Palhaço de Mim

Às vezes
Quase sempre
Vivo no mundo
de fantasias...
O principal palhaço
Sou eu...
Sou palhaço que rir...
Que canta...
Que dança...
O palco é a vida
Onde as decepções
e os problemas
de camarote
Sorriem de mim
Sou palhaço...
porque me faço sorrir
nas horas
Mais difíceis...
Um sorriso
Meu é normal...
É natural...
É necessário...
lá dentro
Um sorriso de lágrimas
Pode estender
Mas... Enquanto eu viver
Prefiro continuar
Sendo...
Palhaço de mim...

Saudações Rotárias

Hiram Ribeiro dos Santos




REFLEXÃO ROTÁRIA – DIA 04/12/08

Eusébio-Ce, 04 de dezembro de 2008.


Queridos Rotarianos,
Saudações em Cristo!

COMER E BEBER A PALAVRA DO EVANGELHO!


Depois de haver multiplicado pães e de ter dado de comer a grandes multidões, e de eles terem vindo no dia seguinte, interessados apenas em comer mais pão, Jesus não desejava alimentar neles a idéia de que Deus daria pão aos homens sem ser através da dignidade do suor do nosso trabalho e do nosso rosto, desacostumando-os da idéia de que o reino de Deus e a presença do Espírito Santo na nossa vida significaria um permanente estado de contravenção, de modo que a gente não precisará mais trabalhar, porque os pães cairão na nossa cabeça, e destruindo também na mente deles a idéia fetichista de que seria extremamente interessante uma relação com Jesus que se traduzisse nesse tipo de facilitação material da vida, numa seqüência ininterrupta e industrializada de milagres, a qual os imbecilizaria para o resto de suas existências.
Ao contrário, Jesus estava desejoso de chamá-los para o que é, para o que tem sentido, para o que dura, para o que permanece, para o pão que não perece; pelo contrário, nos remete para a vida eterna, a qual é Ele mesmo, é a palavra dEle, é o ensino de Jesus, é a obediência ao que Jesus pavimentou como chão para nós. É, sobretudo, esse andar em amor constrangido diante de Deus, pela convicção que nos vem de que Ele nos amou primeiro, sendo nós ainda pecadores, e que produz em nós um constrangimento de graça, que é o único poder mediante o qual se pode, de fato, viver para Deus e agradá-lo, porque todas as outras iniciativas, sejam as amparadas no temor da Lei, na fobia da Lei, no legalismo, nas presunções morais, no virtuosismo, nas boas obras autônomas e arrogantes... Todas essas coisas não nos levam a lugar nenhum, a não ser a nos deixar falir em estado de presunção e de ignorância total acerca da nossa própria carência essencial de Deus.
Jesus, então, vem e diz a eles: “Vocês têm que trabalhar não pelo pão que perece, mas do que subsiste para a vida eterna, o qual é o meu Pai que vos dá. O pão sou Eu, vocês terão que comer a minha carne, terão que beber do meu sangue.” Comer a carne do verbo encarnado significa comer a palavra de Deus. No princípio era o verbo, era a palavra... O verbo se fez carne, e o verbo que se fez carne disse: “quem quiser ter parte comigo, vai ter que comer da minha carne e do meu sangue”. E como havia algumas pessoas no ambiente que imaginaram que aquilo poderia significar um convite inaceitável para um banquete antropofágico, Jesus disse: “a carne, para nada aproveita, as palavras que Eu vos tenho dito são espírito e são vida.” E disse: “vinde e comei a minha carne e bebei o meu sangue, porque quem de mim se alimenta, por mim viverá”.
Aí o que é comer a carne e beber o sangue do Senhor senão comer Deus, comer Jesus, apanhar tudo o que diz respeito a Jesus, a palavra que Ele falou, os ensinos dEle, imitar o seu olhar de amor, os seus gestos de misericórdia, seu caminhar de justiça e verdade, sua liberdade de amar o Pai, sua total liberdade de acolher os homens, sua convicção absoluta de que a finalidade da existência humana é ser em Deus, assim como Ele, o filho, era no Pai, e o Pai era no filho, desejava, Ele, que nós fôssemos no Pai, a mesma coisa que Ele em Deus era, de modo que o grande chamado dEle era para que nós comêssemos dEle a tal ponto que passássemos a viver por Ele e a tal ponto que a vida dEle em nós absorvesse a nossa própria vida, e nós viéssemos a nos tornar um dia como Ele é.
Rotarianos amados, esse é o processo! E começa na simplicidade de dizer: eu quero comer o Espírito da Verdade, eu quero comer a palavra da vida, eu quero comer tudo o que concerne a Jesus, a graça eterna da cruz, do Cordeiro que levou sobre si os meus pecados, a ressurreição que me justifica contra a morte e para a vida eterna, a palavra que me ensina a amar os inimigos, a palavra que me ensina que sim é sim e não é não e o que disso passar vem do maligno, a palavra que me ensina a não julgar para que eu não seja julgado, a palavra que me ensina que bem aventurados são os que não perdem a possibilidade de se condoer, de se emocionar.
Bem-aventurados são os que são ensináveis a vida inteira, porque são humildes de espírito. Bem-aventurados são os que carregam no coração a vontade de exercitarem o poder da mansidão e não da violência que atropela, é a bem aventurança daqueles que julgam que o grande privilégio da vida é construir pontes entre os separados, é diminuir fossos e abismos, é aproximar irmãos e até inimigos.
Bem-aventurados são aqueles que andam em justiça e bem aventurados são também aqueles que mantém o coração e guardam-no limpo de maldade, de justiça, de maquinação, porque esses, tanto mais quanto tenham o coração purificado da malícia, tanto mais terão os olhos limpos para verem, dia a dia, a face de Deus. E se forem perseguidos por causa da injustiça travestida de justiça, ou se forem perseguidos por causa de darem razão ao Evangelho e de terem comigo o pão da vida, e de se alimentarem da palavra da vida, e de não quererem outra vida que não seja a vida de Jesus, bem-aventurados são, porque assim perseguiram também os profetas que viveram antes de vós.
Esse é o convite! É desse pão que a gente deve comer, é desta palavra, a Bíblia, que vivifica a gente. Agora, para que isso aconteça hoje, modernamente, nessa época em que a Bíblia anda abandonada, a Sociedade Bíblica vende milhões de Bíblias; contudo, os que as compram não as lêem. Ninguém lê mais a palavra.... Se você deseja comer desse pão e beber desse sangue, em vez de você complicar dizendo a Deus que lhe envie uma revelação, por que você não lê o que já está revelado? Coma, mastigue, role em cima da palavra, chore em cima da palavra, medite, deixe a palavra rodar como um software na sua mente, confira cada ação sua com a palavra, suas motivações, seus sentimentos, suas intenções... Aí a Palavra vai crescendo na sua vida, vai se encorpando e vai nos libertando.
O convite é para a mesa do Senhor. “Eu sou o pão da vida" – disse Jesus. “O verdadeiro pão quem vos deu não foi Moisés. Aquele pão, quem dele comeu, pereceu. O verdadeiro pão da vida quem vos dá é o meu Pai. Aquele que vem a mim, jamais terá fome, e quem crê em mim, jamais terá sede” - disse Jesus. O convite é para comer da carne e beber do sangue. É para a comunhão visceral, é para um enxertamento radical da natureza de Deus, e que acontece quando a gente come a palavra da vida, porque é ela que tem o poder da semente regeneradora que re-genera, ou seja, gera de novo, produz uma geração de ser novo em nós, num processo contínuo pela palavra da vida.
E o processo pode se tornar acelerado, se você não se tornar apenas um ouvinte, mas alguém que ouve, lê e pratica. Aí a Palavra vai virando chão, segurança, estabilidade, paz, confiança, certeza, coragem de ser, ousadia para viver, e vai nos marcando todo dia com esse selo profundo de Deus, que é o único que pode nos marcar com o ardente desejo de morrer, acerca desse assunto, eu tenho falado há mais de 5 anos, de que a gente chegaria numa hora em que haveria um ardente desejo de morrer.
A palavra de Deus diz, no Apocalipse, que a gente só sobreviveria se trouxesse o selo de Deus nas nossas frontes, essa marca do Cordeiro na nossa mente, a presença do penhor do Espírito Santo. Não dá mais para brincar; os vampiros estão soltos no ar. Ou você anda cheio do Espírito Santo de Deus e da palavra da vida no coração, ou então você vai “dançar”. Não é hora para a gente brincar e nem dançar, dando bobeira na consciência. É hora de andar olhando para o coração, checando, porque nunca antes o inimigo, o diabo, nosso adversário, rondou como leão tão perto, procurando gente para tragar, comer vivo!
Portanto, coma o pão, beba o vinho, coma a palavra da vida e deixe ela entrar no seu coração.


Pr. Hiram Ribeiro dos Santos Filho
Pastor das Igrejas Evangélicas Assembléias de Deus em Eusébio / Ceará

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

REFLEXÃO ROTÁRIA

REFLEXÃO ROTÁRIA – DIA 27/11/08



O “POLITICAMENTE CORRETO” É DO DIABO!


A pessoa “politicamente correta” é aquela que aprendeu e pratica a moral da civilização pós-moderna. Ser “politicamente correto” é ser diplomático sempre. É não enfrentar nada, sempre em nome da boa educação — mas que pára o fluxo da sinceridade em amor.
Ser “politicamente correto” é seguir o fluxo civilizatório como dogma religioso. É ser contra falar qualquer coisa sobre qualquer tema controvertido. Têm suas opiniões, mas em público nada dizem sobre nada. Quando o tema é política, votam, mas jamais dizem o que pensam. E quando o tema é a fé, rebelam-se apenas contra os fanáticos estereotipados, mas não são capazes de dizer ao Dalai Lama o que pensam sobre Jesus, pois, para eles, seria deselegante.
A pessoa “politicamente correta” é mestre em comer galinha enquanto desmaia se vir cortarem-lhe a cabeça para preparar a panelada. Comem carne de animal, desde que não vejam a “maldade” da morte dele. Assim, são grandes estetas. Vivem de aparências e de elegâncias. Controlam tudo o que dizem a fim de não serem interpretados como sendo “politicamente incorretos”. São os reis da imagem e do som.
Eu abomino o “politicamente correto”. Sim, porque Jesus não foi “politicamente correto”. Ele dizia tudo o que era importante, e só não o dizia quando não era importante. E disse: “Vós sois aqueles que recebeis glória uns dos outros”. E acrescentou: “Aquilo, porém que é elevado entre os homens, é abominação diante de Deus”. Em Jesus vemos a liberdade de ser e crer em plena ação. Ele manda amar o inimigo e tratar a todos como gostaríamos de ser tratados. Porém, Nele não há média, nem política relacional, nem agrados a serem feitos conforme o que as pessoas queriam ouvir. Também Nele não vemos nem esbanjamento de palavras e nem a sonegação ou omissão em relação a elas quando os tempos e circunstancias pediam que Ele se manifestasse.
Eu abomino o “politicamente correto” porque quem o pratica enfraquece, se torna bobão, perde o tutano da alma, e vira um ser belamente mimético.
Queridos rotarianos, eu abomino o “politicamente correto” porque se Jesus o praticasse, não haveria Evangelho, ou Cruz, ou a coragem para ser. Jesus ensina a verdade, não a média. Assim, Seu grande prazer era fazer o bem, mas não tinha nenhum problema em dizer “não”. Não há em Jesus qualquer gestão que seja “politicamente correta”. Sim, porque as ações Dele que parecem ser “politicamente corretas”, de fato não são; sendo apenas a verdade; daí terem tido a anuência de Jesus. Entretanto, não são “politicamente corretas” apenas porque em outra ocasião (seja ela qual tenha sido) Jesus tenha feito algo que se assemelhasse a tal. Não! Muitas vezes o que se vê é Jesus fazendo a coisa oposta em relação àquela outra que Ele antes havia feito; pois, para Ele, havia o justo (justiça); e, o que é justo é sempre o que é justo. De tal modo que às vezes o que Jesus diz atende aos preceitos morais dos “politicamente corretos” — para, então, logo a seguir, Jesus desmontar outra alegria de anuência em relação a algo em relação a que se esperava Dele uma outra ação. Mas quando, em alguma outra circunstancia, Ele toma um partido em relação à vida, contra as etiquetas relacionais e contra as expectativas “politicamente corretas”, os seres “politicamente corretos” chamam a isto de gesto suicida.
Todo ser “politicamente correto” é frouxo. Não se pode contar com tais pessoas para nada. Elas só estão ao seu lado se der prestígio, pois, se algo acontecer de ruim a você, logo o espírito de auto-preservação deles haverá de se manifestar. Além de que eles mesmos haverão de demonstrar seu moralismo “politicamente correto”, o qual, é contra o moralismo dos antiquados, mas é moralismo assim mesmo. Sim, trata-se de um moralismo educado, porém igualmente judicioso; só que manifesto com carinhas sorridentes e simpáticas.
Além disso, o “politicamente correto” é uma ideologia poderosa. Por exemplo, a mídia mundial gosta de tentar ser “politicamente correta”. Ora, tomemos como exemplo o que aconteceu a Israel há pouco tempo atrás. O mundo todo estava contra Israel e nem sabia a razão. Eu ouvia na tevê: “O Hesbollah atacou Israel e 23 pessoas morrem. Israel, porém, retaliou, e apenas matou três militares, mas matou 13 civis”. Ora, quando se trata dos palestinos, diz-se que três militares foram mortos, e 13 civis inocentes. Entretanto, em Israel, parece não existir criança e nem civis, pois, tudo o que de lá se reporta tem a ver com números gerais, como se todo o país fosse militar... Sim! Até as mães e as crianças brincando no parque!
Já entre os palestinos, a mídia trata a questão com uma simpatia “politicamente correta”, ainda que alienada e injusta no report. Ora, isto é fruto de uma atitude da “mídia politicamente correta” do mundo todo, a qual, não olha fatos e nem enxerga a história, vendo apenas questões tópicas e recentes. Além disso, eles olham a situação já com a predefinição de que Israel é o agressor. Sim! Mesmo quando Israel não agride, e quando nada faz, eles assim julgam. E mais: digo isto até para o ser mais fanático, estúpido e anti-Israel que exista — mas sempre em resposta... pois sei o que digo; e estou aceitando sair no “pau dialogal” com todo aquele que pense diferente. Assim, a mídia está sempre vendo os árabes e palestinos como as vítimas que são oprimidas por Israel. Todos os que assim dizem, são jornalistas contaminados pela moda da própria mídia. Sim, eles cultuam no alienante altar do “politicamente correto”, e que têm na mídia seus mais importantes sacerdotes e profetas.
Vejo o “politicamente correto” fazer uma perversão total do sentido de verdade. A verdade agora é a diplomacia. E toda verdade que não seja diplomática, é feia; e, portanto, deixada de lado. Eu gostaria muito que os países detentores de mídia formadora de opinião mundial fossem expostos, em seus países, às mesmas coisas que acontecem em Israel, e, logo que tal se desse, veríamos essa horda de “politicamente corretos” tomarem posições muito mais radicais do que Israel pratica.
O ser “politicamente correto” vive como aquele que nada sente, posto que pimenta nos olhos dos outros é refresco!
O 11 de setembro, que foi mais espetacular do que calamitoso (calamidades acontecem todos os dias no mundo todo, mas sem show de pirotecnia, não impressionam), ainda não deu aos americanos e à sua mídia nem de longe a noção do que é viver a vida dos cidadãos de Israel. Porém, bastou o show de 11 de setembro para os americanos “politicamente corretos” dizerem: “é um absurdo” — pois, tais pessoas, são “politicamente corretas” apenas no quintal dos outros.
No Brasil há pastores e padres “politicamente corretos”. Ora, quem são eles? São os que são camaradas de todos, que ouvem todas as barbaridades em silencio, que não batem de frente com nada, e que vivem para evitar qualquer enfretamento. Em público são generosos até com o diabo. Sim! Apenas alisam e fazem cafuné. Mas, no particular, expõe o que sentem. Então, eu me pergunto: Como conseguem viver assim? Pastores e padres “politicamente corretos”, literalmente dizem: “Não precisando de mim, disponha”. São bons amigos enquanto você é um sucesso. Mas se algum mal lhe acontecer, eles, os “politicamente corretos”, desaparecem como névoa. Temem ser identificados com o que é incorreto no momento. Se a tal pessoa se levantar, então, eles voltam. Mas só são amigos do sucesso e da aparência dele.
O espírito “politicamente correto” não teria trazido o Evangelho até nós. O “politicamente correto” é a doutrina dos fariseus aplicada ao comportamento irreligioso dos pós-modernos. Assim, não jejuam, mas comem com elegância. Não oram, embora digam: “Estou torcendo por você”. E mais: se dizem crer no Evangelho, só fazem tal revelação quando o interlocutor já disse que crê também. Do contrário, ficam sempre sorridentes e calados, não importando a loucura que lhes faça companhia mediante a presença de alguém.
Rotarianos amados, p “politicamente correto” é um sentir escatológico. Sim, porque quem lê Mateus 25 logo vê que aqueles que não viram Jesus na História — são os “politicamente corretos”. Eles é que vêem, mas só fazem algo se for seguro. Eles é que sabem, mas se o que sabem não lhes toca a porta da casa, então não lhes concerne.
Ser “politicamente correto” é chamar para si o status que permite não se envolver com nada que doa, ou que seja potencialmente controverso.
O “politicamente correto” é a ética dos que romperam com a moral careta e assumiram uma outra moral, com fachada sofisticada, com atitude de natureza psicologicamente evoluída, com mil etiquetas relacionais, com modos brandos e finos, e com total busca de isenção em relação a tudo o que lhes roube o chão.
Ser “politicamente correto” é decidir não correr riscos jamais! Os seres “politicamente corretos” em geral são gentilmente arrogantes, e são mestres em fazer discretas caretas de desprezo para aqueles que eles consideram “caretas”. Quem se torna “politicamente correto” por convicção, acaba se tornando discípulo do diabo, e fazendo algo que o diabo ama: a evasão da vida comum, exceto da própria vida (egoísmo), enquanto a pessoa se assenta soberana, julgando que está num nível superior ao dos demais.
Desse modo, a Síndrome de Lúcifer se torna algo que é essencialmente ligado à presunção dessa superioridade dos “politicamente corretos”. Portanto, quanto mais ideologia do “politicamente correto” existe em alguém, mas fria, descomprometida e alheia da existência a pessoa se torna. O diabo, quando não cria monstros, cria bonecos de etiqueta. E tal etiqueta produz evasão da vida, das convicções, e da coragem para aceitar e lidar com a contradição. Por isto o diabo ama o “politicamente correto”, pois, por tal ideologia o mundo acaba cheio de etiquetas, mas morto de vida.
O Evangelho é completamente politicamente incorreto. Pois, como disse, se tal ideologia estivesse presente em Jesus, o que se teria seria apenas uma sabedoria de sobrevivência, mas nunca a coragem de dar a vida pelo que é Vida, não importando as conseqüências. Afinal, no “politicamente correto” não há paixão, mas apenas avaliação da vantagem ou da auto-preservação pessoal.
Se Jesus fosse “politicamente correto”, todos ainda estaríamos em nossos próprios pecados. A história, todavia, nunca foi feita pelos discípulos dessa ideologia de mimetismo e diplomacia. Os profetas poderiam ser qualquer coisa — menos “politicamente corretos”. Ora, é por tudo isto que abomino o “politicamente correto”, pois é a ideologia da elegância do diabo. Sim, o “politicamente correto” é o desfile das elegâncias do inferno!
No “politicamente correto” o Sim não é necessariamente sim, e o Não também não é necessariamente não. Pois, em tal ideologia de religiosidade secular, o que é, pode ser, dependendo das circunstancias; posto que se as circunstancias não forem favoráveis, qualquer que seja a verdade, mesmo sendo, na prática não será assim tratada. Afinal, o ser “politicamente correto” só diz que o que é, é, se isto lhe for conveniente e bom para o culto à elegância.

Nele, que me dá de Seu Espírito e não me permite fazer médias, pois, para Ele o que é, é, e não é objeto de nenhum tipo de barganha ou de escolha de conveniência,



Pr. Hiram Ribeiro dos Santos Filho
Pastor das Igrejas Evangélicas Assembléias de Deus em Eusébio / Ceará
e-mail: hiramfilho@yahoo.com.br
HOMENAGEM DO ROTARY CLUB DE CAMPINA GRANDE AO

DIA MUNDIAL DO LIVRO


Livro é um volume transportável, composto por páginas, sem contar as capas encadernadas, contendo texto manuscrito ou impresso e/ou imagens e que forma uma publicação unitária (ou foi concebido como tal) ou a parte principal de um trabalho literário, científico ou outro.

Em ciência da informação o livro é chamado monografia, para distingui-lo de outros tipos de publicação como revistas, periódicos, teses, documentários, etc.

O livro é um produto intelectual e, como tal, encerra conhecimento e expressões individuais ou coletivas. Mas também é nos dias de hoje um produto de consumo, um bem, e sendo assim a parte final de sua produção é realizada por meios industriais (impressão e distribuição). A tarefa de criar um conteúdo passível de ser transformado em livro é tarefa do autor. Já a produção dos livros, no que concerne a transformar os originais em um produto comercializável, é tarefa do editor, em geral contratado por uma editora. Uma terceira função associada ao livro é a coleta, organização e indexação de coleções de livros, típica do bibliotecário.

A história do livro é de renovações técnicas que permitiram a melhora da conservação dos volumes e do acesso à informação, da facilidade em manuseá-lo e produzi-lo. Esta história é intimamente ligada às contingências políticas e econômicas e à história de idéias e religiões.

Na Antiguidade surge a escrita, anteriormente ao texto e ao livro. A escrita consiste de código capaz de transmitir e conservar noções abstratas ou valores concretos, em resumo: palavras. É importante destacar aqui que o meio condiciona o signo, ou seja, a escrita foi em certo sentido orientada por esse tipo de suporte; não se esculpe em papel ou se escreve em mármore.

Os primeiros suportes utilizados para a escrita foram tabuletas de argila ou de pedra. A seguir veio o khastés (volumen para os romanos, forma pela qual ficou mais conhecido), que consistia em um cilindro de papiro, facilmente transportado. O “volumen” era desenrolado conforme ia sendo lido, e o texto era escrito em colunas na maioria das vezes (e não no sentido do eixo cilíndrico, como se acredita). Algumas vezes o mesmo cilindro continha várias obras, sendo chamado então de tomo. O comprimento total de um “volumen” era de c.6 ou 7 metros, e quando enrolado seu diâmetro chegava a 6 centímetros.

O papiro consiste em uma parte da planta, que era liberada, livrada (latim libere, livre) do restante da planta – daí surge a palavra líber libri, em latim, e posteriormente livro em português. Os fragmentos de papiros mais “recentes” são datados do século II a.C.. aos poucos o papiro é substituído pelo pergaminho, excerto de couro bovino ou de outros animais. A vantagem do pergaminho é que ele se conserva mais ao longo do tempo. O nome pergaminho deriva de Pérgamo, cidade da Ásia menor onde teria sido inventado e onde era muito usado. O “volumen” também foi substituído pelo códex, que era uma compilação de páginas, não mais um rolo.

O códex surgiu entre os gregos como forma de codificar as leis, mas foi aperfeiçoado pelos romanos nos primeiros anos da Era Cristã. O uso do formato códice ou e do pergaminho era complementar, pois era muito mais fácil costurar códices de pergaminho do que de papiro. Uma conseqüência fundamental do códice é que ele faz com que se comece a pensar no livro como objeto, identificando definitivamente a obra com o livro. A consolidação do códex acontece em Roma, como já citado. Em Roma a leitura ocorria tanto em público (para a plebe), evento chamado recitatio, como em particular, para os ricos. Além disso, é muito provável que em Roma tenha surgido pela primeira vez a leitura por lazer (voluptas), desvinculada do senso prático que a caracterizava até então. Os livros eram adquiridos em livrarias. Algumas obras eram encomendadas pelos governantes, como a Eneida, encomendada a Virgilio por Augusto. Acredita-se que o sucesso da religião cristã se deve em grande parte ao surgimento do códice, pois a partir de então tornou-se mais fácil distribuir informações em forma escrita.

Na idade Média o livro sofre um pouco, na Europa, as conseqüências do excessivo fervor religioso, e passa a ser considerado em si como um objeto de salvação. A característica mais marcante da Idade Média é o surgimento de monges copistas, homens dedicados em período integral a reproduzir obras, herdeiros dos escribas egípcios ou dos libraii romanos. Nos monastérios era conservada a cultura da Antiguidade. Apareceram nessa época os textos didáticos, destinados à formação dos religiosos.

O livro continua sua evolução com o aparecimento de margens e páginas em branco. Também surge a pontuação do texto, bem como o uso de letras maiúsculas. Também aparecem índices, sumários e resumos, e na categoria de gêneros, além do didático, os florilégios (coletâneas de vários autores), os textos auxiliares e os textos eróticos. Progressivamente aparecem livros em língua vernácula, rompendo com o monopólio do latim na literatura. O papel passa a substituir o pergaminho. Mas a invenção mais importante, já no limite da Idade Média, foi a impressão, no século XIV. Consistia originalmente da gravação em blocos de madeira do conteúdo de cada página do livro; os blocos eram mergulhados em tinta, o conteúdo transferido para o papel, produzindo várias cópias. Em 1405 surgia na China, por meio de Pi Sheng, a máquina impressora de tipos móveis, mas a tecnologia que provocaria uma revolução cultural moderna foi desenvolvida por Johannes Gutemberg.

No Ocidente, em 1455, Johannes Gutemberg inventa a imprensa com tipos móveis reutilizáveis, o primeiro livro impresso nessa técnica foi a Bíblia em latim. Houve certa resistência por parte dos copistas, pois a impressora punha em causa a sua ocupação. Mas com a impressora de tipos móveis, o livro popularizou-se definitivamente, tornando-se mais acessível pela redução enorme dos custos da produção em série. Com o surgimento da imprensa desenvolveu-se a técnica da tipografia, da qual dependia a confiabilidade do texto e a capacidade do mesmo para atingir um grande público. As necessidades do tipo móvel exigiam certo desenho de letras; caligrafias antigas, como a Carolíngia, estavam destinadas ao ostracismo, pois seu sucesso de detalhes e fios delgados era impraticável, tecnicamente.

Uma das figuras mais importantes do inicio da tipografia é o italiano Aldus Manutius. Ele foi importante no processo de maturidade do projeto tipográfico, o que hoje chamaríamos de design gráfico ou editorial. A maturidade desta nova técnica levou, entretanto, cerca de um século.

Em Portugal, a imprensa foi introduzida no tempo do rei D. João II. O primeiro livro impresso em território nacional foi o Pentateuco, impresso em Faro em caracteres hebraicos no ano de 1487. Em 1488 foi impresso em Chaves o Sacramental de Clemente Sánchez de Vercial, considerado o primeiro livro impresso em língua portuguesa, e em 1489 e na mesma cidade, o Tratado de Confissom. A impressão entrava em Portugal pelo nordeste transmontano. Só na década de noventa do século XV é que seriam impressos livros em Lisboa, no Porto e em Braga.

Na idade Moderna aparecem livros cada vez mais portáteis, inclusive os livros de bolso. Estes livros passam a trazer novos gêneros: o romance, a novela, os almanaques. Cada vez mais aparece a informação não-linear, seja por meio de jornais, seja da enciclopédia. Novas mídias acabam influenciando e relacionando-se com a indústria editorial: os registros sonoros, a fotografia e o cinema. O acabamento dos livros sofre grandes avanços, surgindo aquilo que conhecemos como edições de luxo.

Enciclopédia. De acordo com a definição dada no início deste artigo, o livro deve ser composto de um grupo de páginas encadernadas e ser portátil. Entretanto, mesmo não obedecendo a essas características, surgiu em fins do século XX o livro eletrônico, ou seja, o livro num suporte eletrônico, o computador. Ainda é cedo para dizer se o livro eletrônico é continuador do livro típico ou uma variante, mas como mídia ele vem ganhando espaço, o que de certo modo amedronta os amantes do livro típico – os bibliófilos. Existem livros eletrônicos disponíveis tanto para computadores de mesa quanto para computadores de mão, os palmtops. Uma dificuldade que o livro eletrônico encontra é que a leitura num suporte de papel é cerca de 1,2 vez mais rápida do que em suporte eletrônico, mas pesquisas vêm sendo feitas no sentido de melhorar a visualização dos livros eletrônicos.

Biblioteca Moderna. A criação do conteúdo de um livro pode ser realizada tanto por um autor sozinho quanto por uma equipe de colaboradores, co-autores e ilustradores. Tendo o manuscrito terminado, inicia a busca de uma editora que se interesse pela publicação da obra (caso não tenha sido encomendada). O autor oferece ao editor os direitos de reprodução industrial do manuscrito, cabendo a ele a publicação do manuscrito em livro. As funções do editor são intelectuais e econômicas: deve selecionar um conteúdo de valor e que seja vendável em quantidade possível de gerar lucros ou mais-valias para a empresa. Modernamente o desinteresse de editores comerciais por obras de valor mas sem garantias de lucros tem sido compensado pela atuação de editoras universitárias (pelo menos no que tange a trabalhos científicos e artísticos).

Cabe ao editor sugerir alterações do autor, com vista a ajustar o livro no mercado. Essas alterações podem passar pela editoração do texto, ou pelo acréscimo de elementos que possam beneficiar a utilização/comercialização do mesmo pelo leitor.

Os livros atualmente podem ser classificados de acordo com seu conteúdo em duas grandes categorias: livros de leitura seqüencial e obras de referência: anuário, bibliografia, dicionário, manual, enciclopédia, guia turístico, livro didático, relatório, vade mecum, poesias. Não é raro que se procure uma indicação de clássicos da literatura. Em 1994, o crítico americano Harold Bloom publicou a obra O Cânone Ocidental, em que discutia a influência dos grandes livros na formação do gosto e da mentalidade do ocidente. Bloom considera a tendência de se abandonar o esforço em se criar cânones culturais nas universidades, para evitar problemas ideológicos, problemática para o futuro da educação.

A Bíblia é o livro mais vendido do mundo. O Guiness World of Record é o segundo livro mais vendido no mundo.

O livro é fascinante, encantador, orientador, educador, instrutor, influenciador, companheiro, amigo e conselheiro. No dizer de Steven Spielberg: “É mais importante e instrutivo ler um bom livro do que assistir a um grande e memorável filme”

“Um país se faz com homens e livros”, célebre frase de José Bento Renato Monteiro Lobato, autor de O Saci Pererê, Urupês, Cidades Mortas, Negrinha, Idéias de Jeca Tatu, O Escândalo do Petróleo, O Presidente Negro ou O Choque das Raças. Criador do Sitio do Pica Pau Amarelo, Fábulas, Peter Pan, Reinações de Narizinho, Viagem ao Céu , Caçadas de Pedrinho e outras inumeráveis obras infantis e para adultos. Há livros que perscruta o futuro, antevê o que está em oculto e é incrivelmente premonitório.

“O Presidente Negro” é um livro assustador. Assustador em vários sentidos. Primeiro pelo caráter premonitório da obra. Em 1926, Lobato prevê a invenção de um tipo de radio transmissão de dados que possibilitaria o ser humano a cumprir suas tarefas da própria casa sem a necessidade de se deslocar para o trabalho. Fala também do desaparecimento do jornal impresso porque as notícias serão “radiadas” diretamente para a casa dos indivíduos e aparecerão em caracteres luminosos numa tela – exatamente como acontece com quem está lendo esse texto. Em uma palavra atual: internet.

Mas as premonições não param por aí. Às vésperas de viajar para os Estados Unidos como adido comercial da embaixada brasileira, Monteiro Lobato preconiza a eleição de um presidente negro nos EUA. O momento político (no ano 2228) que possibilitaria isso viria da raça branca, entre um candidato do Partido Masculino (Kerlog) e uma candidata do Partido Feminino (Evelyn Astor). A neofeminista Evelyn Astor está com a vitória praticamente garantida e eis que surge o líder negro Jim Roy, que acaba eleito presidente.

Uma assustadora semelhança entre o que aconteceu agora nas eleições nos EUA. Será Barack Obama o Jim Roy de Lobato?

No ano de 2007 fizemos uma homenagem a Monteiro Lobato quando comemorávamos o Dia do Escritor. Voltamos a novamente citar Monteiro Lobato nesta semana em que o mundo inteiro comemora o Dia do Livro, em razão das semelhanças de suas idéias premonitórias. Primeiro quando falou sobre o petróleo existente em abundância em nosso país e na época ninguém lhe deu o mínimo crédito. Agora veio a eleição de Barack Obama vencendo as primárias do partido democrata para a senadora Hillary Clinton e posteriormente a eleição presidencial. O que o mundo não gostaria de ver era a repetição (desfecho da obra), quando a raça branca se une para evitar que Roy (Obama?) assuma o poder. Ainda fala que avençando no tempo os asiáticos dominariam o planeta. Falou com muita clareza sobre a eugenia, numa posição de eloqüente purificação racial levada às últimas conseqüências.

Realmente, tanto Monteiro Lobato, quando Orwell e Huxley foram os grandes visionários do Século XX, concebendo um mundo que estamos vivendo intensamente.

Orwell, fascinante autor de 1984, criou um universo que parecia fantasia, utopia; entretanto, quem diria, somos vigiados, em toda parte e em todos os momentos, e nos tornamos prisioneiros do medo e de nós mesmos. Coincidência ou profecia? Alinho-me à última hipótese. Huxley, autor do Admirável Mundo, Verne e tantos outros teceram a realidade vivenciada pelos humanos, de tal sorte que parece estarmos dentro de sua criação.

Finalmente, para quem leu Monteiro Lobato, na infância, e o releu neste momento, sente calafrios, ao terminar a leitura. Não foi preciso esperar o ano 2228. Basta que comparemos a trágica hecatombe provocada por Hitler e a limpeza das raças que pretendeu, para concluirmos que Lobato não brincou em serviço. Sua previsão, com relação à eugenização dos humanos, ocorreu a menos de 60 anos. A semelhança do aparelho concebido pelo escritor com o computador é fantástica e a descrição do choque das raças é assustador pelas previsões que faz. Vale a pena ler e tirar as próprias conclusões, não apressadas é óbvio. Não acho que o autor fosse racista ou defensor de idéias abomináveis. Apenas previu e com muita verossimilhança.

Estes comentários servem para ilustrar a importância do livro na vida de cada pessoa, especialmente daqueles que desde tenra idade iniciaram uma vida inteira abraçada ao livro, seu melhor amigo. Agradeço a atenção de todos em mergulhar no mundo maravilhoso da leitura. Muito Obrigado.


Saudações Rotárias

Hiram Ribeiro dos Santos
Secretário do Rotary Club de Campina Grande


Campina Grande, 27 de novembro de 2008.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

REFLEXÃO ROTÁRIA – DIA 20/11/08

Eusébio-Ce, 20 de novembro de 2008.

Queridos Rotarianos,
Saudações em Cristo!

LUZ DE TEU SER!
A luz do corpo está no olhar. Quando os teus olhos olharem com olhos do bem, o que verás será bom, e, assim, todo o teu ser será luminoso. Mas quando os teus olhos enxergarem com os olhos da maldade, todo o teu ser se tornará tenebroso. Então, cuida para que o teu olhar, que te foi dado para ser luz, não se transforme em gerador de trevas. Pois se o que foi feito para iluminar o ser, tornar-se o oposto; então, aquilo que te seria luz, te será escuridão maior que as próprias trevas. Terás te tornado duplamente cego: já não verás o próximo, e nem verás a ti mesmo; pois, cego estarás para enxergar com verdade que o que vês fora, nada mais é que aquilo que não vês dentro de ti mesmo. Sim! Que grandes trevas serão as tuas! Portanto, vê como tu olhas todas as coisas.
As coisas são somente as coisas. Mas é do coração que nasce a tua luz. Portanto, não te tornes em fonte de trevas para ti mesmo, permitindo que aquilo que em ti foi feito para ser tua fonte de luz, exista como negação de seu chamado original: os olhos são para ver, não para imprimir ou falsificar. Se o permitires, tu jamais conhecerás limites para a tua própria escuridade.
Rotarianos amados, a luz do ser vem dos desígnios de vosso próprio coração! Maus desígnios emanam luz-negra. Assim, vê-se a tudo com o olhar que projeta aquilo que o coração tem dentro de si mesmo. Um olhar que decidiu ver o que é bom e com bondade, iluminará a si mesmo, e verá a tudo mais com a projeção do que é verdadeiro. Assim, até o discernimento exterior daquilo que é mau, corresponderá à própria luz, pois tudo o que se manifesta como é e como tal, também é luz.
A luz chama de bem até aquilo que discerne como mau, pois vê com verdade aquilo à que tal coisa corresponde. E isso é bom.
Por isso, todas as coisas são puras para os puros, pois, os puros de coração são os que vêem as coisas como elas são, e não projetam nelas nenhuma falsificação: seja tentando fazer o bem ficar melhor; ou tentando fazer o mal ficar menor, ou mesmo pior.
Queridos rotarianos, o que ilumina o ser é a verdade, não a ignorância e nem a malícia. A ignorância, subtrai da realidade. A malícia, aumenta ou falsifica a realidade.
O ser que bem-vê a vida, carrega uma luz que é identificada tanto pelos homens—até os antagonistas—, como também pelo mundo espiritual. É buscando sempre as melhores alternativas para as pessoas expressarem o que de melhor pode haver nelas, que construímos um caminho luminoso para nós e para os outros. Por outro lado, é buscando encontrar o pior das pessoas, que construímos um caminho tenebroso para o nosso ser e uma vereda escabrosa para o próximo.
Então, dependendo do olhar... Os homens podem até chamar-te de esperto, mas Deus pode estar apenas te chamando de maldoso.
Então, dependendo do olhar... Deus pode estar te chamando de filho da luz, mesmo que os homens possam te julgar como a um ridículo esperançoso pela obsessão de encontrar o melhor nas pessoas.
Então, dependendo do olhar... Cada um que diga quem é!
Dize quem tu és mediante a expressão de um olhar ancorado na verdade, na realidade e no discernimento, mas nunca na malícia, no auto-engano e na tentativa de desconjuntar o ser de teu próximo, arruinando, assim, também a ti próprio.
Que os homens e os anjos vejam que tu sempre chegas e sais com o coração sem o olhar das trevas. Olha sempre com o olhar da luz. E assim, que grande luz emanará de teu ser!


Nele,
Pr. Hiram Ribeiro dos Santos Filho
Pastor das Igrejas Evangélicas Assembléias de Deus em Eusébio / Ceará
e-mail: hiramfilho@yahoo.com.br