quarta-feira, 1 de abril de 2009

REFLEXÃO ROTÁRIA – 02/04/2009

Amados Rotarianos Campinenses,
Saudações em Cristo!





O QUE É A FÉ?



O que é a fé? — pessoas me perguntam. “Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam e a firme convicção de fatos que se não vêem” — é o que define o livro de Hebreus. Entretanto, parece que tal definição não cobre o todo da fé para alguns. Isso porque aparentemente falta à definição o sentido da fé como concordância com a doutrina e como perseverança na tribulação. Para outros, os que crêem que fé é também dúvida, a definição de Hebreus jamais é citada, posto que lhes pareça ser excessivamente simples ou simplista.

A fé, porém, é certeza de esperanças e certeza da existência do que não é apreendido pelos sentidos imediatos, seja para perseverar, seja para andar contra tudo... sem perder a esperança jamais. O homem de fé pode duvidar, como não raro acontece. Mas é o homem quem duvida, não é a fé que carrega a duvida.

Jesus disse que existe muita fé e pouca fé! “Nunca vi fé como esta” — disse Ele acerca do Centurião Romano. “Por que duvidaste, homem de pouca fé?” — indaga Ele a Pedro. A pouca fé é a fé emocional e momentânea, é a fé que vai porque está acontecendo... Mas quando as “ondas” aparecem, então, com a aparição vai a fé...

Já a muita fé é aquela que não duvida uma vez que tenha visto em Quem crê, à semelhança do Centurião, que não precisava de nada mais próximo ou tátil, pois, cria que Jesus era o que Havia [Há]... acima de tudo e todos.

O pai da fé é Abraão. Ora, por que Abraão é o pai da fé se não porque ele creu no amor de Deus e na vontade bondosa de Deus apesar de tudo? Paulo diz que Abraão é o pai da fé por ter crido, na prática, na Ressurreição antes de ela acontecer. E assim levou seu filho para ser imolado, crendo que Deus era poderoso para reavê-lo dentre os mortos.

A fé não é, todavia, fé em si mesma, não é fé na fé. Fé na fé é crença, não é fé. Fé na fé é mágica, mas não é fé. A fé não é em si mesma, mas se projeta para além de si. A fé na fé vai bem enquanto o que nos cerca é contornável, mas quando deixa de ser, então, tal fé não suporta o embate com a realidade.

Em Jesus, no Seu ensino nos evangelhos, a fé não é uma elaboração intelectual e ou filosófica. Em Jesus a fé é uma dádiva do Pai aos simples de coração, aos que não se deixaram cegar pelas forças das razões fundadas no poder do homem, no seu entendimento ou nas suas decisões. Para Jesus a fé era para quem queria..., não para quem discutia.

Não vemos Jesus jamais tentar provar a fé com argumentos. Ele fazia. Quem cria aproveitava. Quem não cria não tinha ajuda de explicações.

Não dá pra criar fé. Dá pra criar crença. Mas fé não é obra do homem, é graça de Deus aceita pelo coração sem resistência. A verdadeira fé, portanto, só se estabelece em mim quando minhas razões cessam de guerrear com a Palavra feita carne em Jesus.

Posso não entender mais nada no Universo. Mas creio que Jesus é Deus. Ora, se é assim comigo, na mesma hora o Universo e a existência começam a se fazer mais simples para o meu entendimento, ainda que eu não possa explicar muita coisa. Afinal, quem crê na Ressurreição dos mortos não tem razão para temer mais nada e nem para duvidar de coisa alguma.

Assim, a fé não fecha a mente, mas a abre para mais possibilidades inusitadas e impensáveis.

Quem entender e viver isto, já andou mais da metade do caminho...


Nele, em Quem creio,



Pr. Hiram Ribeiro dos Santos Filho
Pastor das Igrejas Evangélicas Assembléias de Deus em Eusébio / Ceará

REFLEXÃO ROTÁRIA – 26/03/2009

Eusebio-Ce, 26 de Março de 2009.


Amados Rotarianos Campinenses,
Saudações em Cristo!


EXCESSOS!



Não sejas excessivamente nada...
Nada em excesso faz bem...
Não sejas excessivamente bom para que não te enredes em tua própria bondade, e, assim, te corrompas na presunção de tuas próprias leis de nobreza e misericórdia.
Não sejas excessivamente justo para que a tua justiça não se torne em perversidade.
Não tentes ser amor, mas apenas ame.
Somente Deus é amor.
Nós não sabemos como é ser amor.
Não sejas completamente inclusivo, pois, assim, perderias o teu caráter.
Não sejas completamente exclusivo, pois, assim, perderias a tua alma e tornar-te-í-as empedrado.
Um santo tem que antes ser um bom pecador.
E o caminho para a santidade é vereda do reconhecimento do pecado.
Não busques nem as alturas e nem os abismos.
Se tu chegares num desses pólos... que tenhas sido apenas levado pela vida, não por ti mesmo.
Antes, busca o caminho do equilíbrio e a vereda plana.
Todo excesso destrói o ser!


Nele,
Que nos ensinou que o equilíbrio é tudo!




Pr. Hiram Ribeiro dos Santos Filho
Pastor das Igrejas Evangélicas Assembléias de Deus em Eusébio / Ceará
e-mail: hiramfilho@yahoo.com.br

REFLEXÃO ROTÁRIA – 19/03/2009

Eusebio-Ce, 19 de Março de 2009.


Amados Rotarianos Campinenses,
Saudações em Cristo!


DEUS EM PARÁBOLAS!


As parábolas de Jesus me apaixonam. Desde que comecei a lê-las, sempre fui impactado e comovido por todas elas. Digo isto obviamente deixando de lado minha alucinação pela Parábola do Pai de Todos os Seus Filhos, tanto do Pródigo Acolhido como também do Seu Irmão Infeliz em Razão da Graça do Pai.
No entanto, é nas parábolas que se vê tudo de Deus em estado nu até onde a nudez de Deus possa ser vista pelo olhar do homem. Deus é Pai, é Senhor, é Dono de Vinhas, é Agricultor, é um Rei, é arrendador de um Campo, é um Proprietário que terceiriza tarefas, etc. Ora, é vestido de tais imagens que se vê Deus, o Pai, amando incondicionalmente o filho arrependido, conciliando o filho enciumado, encarando o fato de que há filhos que fingem obedecer, enquanto há outros que dizem “não”, mas que sempre acabam fazendo a vontade do Pai.
Isto ao mesmo tempo em que Ele é Senhor Justo, dando a cada um segundo as suas obras ou os seus talentos. Entretanto, como Dono de Vinhas e Campos, pode ser que faça graça exorbitante aos que somente trabalharam 1 hora, apesar de jamais deixar de pagar o que estava acordado por Ele com outros; embora o acordo com uns não o limite no exercício da Graça para com outros, nas condições que Ele desejar.
Como Agricultor pode ser que se canse de árvores inúteis que ocupem a terra, como também pode ser que, paradoxalmente, deixe o joio crescer com o trigo, a fim de não perder o que tem valor. Mas pode ser que Ele queira podar até ao tronco central, os ramos frutíferos da Videira Verdadeira; enquanto se diz que Ele é o Semeador que já semeia sabendo que nem toda semente dará fruto; e crê assim enquanto afirma que existe automaticidade na frutificação da terra, apesar do semeador, caso a semente seja boa.
Como Rei pode ser que depois de muita paciência Ele se enfureça ante a perversidade e elimine a cidade ruim de coração; assim como com certeza Ele perdoará a todo aquele que se confesse irremediavelmente endividado para com Ele. Também pode ser que Sua ira de Rei seja exercer o arbítrio e o despotismo da Graça, deixando de fora os que, sendo convidados, arranjem desculpas para não virem à Sua Festa, ao mesmo tempo em que obrigue todos os andrajosos do mundo a entrarem em Seu Banquete.
Como Proprietário que Terceiriza Tarefas, é possível vê-Lo dando tempo aos vinhateiros usurpadores da vinha, enviando sucessivas comissões de paz, até enviar Seu Filho; e, nem assim ser ouvido, antes, tendo o Seu Filho morto pelos vinhateiros perversos, para, então, somente então, enviar exércitos contra aquela gente. Ao mesmo tempo pode ser que Ele se alegre com “a virada esperta” de um Administrador Infiel, que, na última hora, tenha percebido um modo de diminuir as perdas, escolhendo um mal menor, e, por fim, apostando tudo tanto na Graça do Proprietário quanto também na Graça como provocadora de ternura grata nos corações que se beneficiem dela por quaisquer mãos, ainda que sejam as do Administrador Infiel.
Assim, pelas “reações de Deus” nos poucos exemplos escolhidos por mim e tirados de algumas parábolas com fisionomias divinas, a saber: o Pai, o Senhor, o Dono de Vinhas, o Agricultor, o Rei, o arrendador de um Campo, um Proprietário que terceiriza tarefas — o que se vê é que com Deus a única realidade a prevalecer é o critério da relacionalidade e da natureza essencial das coisas em verdade. Ou seja: Pelas Parábolas Deus é Aquele que sendo Quem é, busca relação em verdade e amor.
Não há nenhum outro critério. Ele é livre; e em Sua liberdade ama o que seja amor, verdade e vida; e, por isto, onde quer que tais sinais apareçam, Ele os privilegiará a tudo mais... Quem entende isso sabe que a vontade de Deus é para ser feita, e não para ser avaliada ou estudada.
Quem entende isto sabe que a única Lei que prevalece diante de Deus é a da sinceridade que se apresenta em obediência ou em arrependimento.
Quem sabe disto aprende que com Ele nunca se terá menos do que o justo, embora, sendo Ele Quem Ele é, possa ser que se receba infinitamente mais do que qualquer acordo prévio.
Quem sabe isto, também sabe que com Ele não se discute...; e nem se deve apresentar queixas que questionem a Liberdade Dele de fazer o que desejar de bom a quem Ele quiser.
Quem sabe estas coisas..., sabe também que o amor Dele faz podas, cortes e que fere; pois, sendo Ele amor, não se importa com a dor, mas com a Vida.

Isto apenas para começar...

Leia as parábolas e veja você mesmo como Ele se apresenta a nós.


Nele,


Pr. Hiram Ribeiro dos Santos Filho
Pastor das Igrejas Evangélicas Assembléias de Deus em Eusébio / Ceará
e-mail: hiramfilho@yahoo.com.br

quinta-feira, 12 de março de 2009

HOMENAGEM DO ROTARY CLUB CAMPINA GRANDE AO DIA NACIONAL DA POESIA

A poesia é a arte de linguagem humana, do gênero lírico, que expressa sentimento através do ritmo e da palavra cantada. Seus fins estéticos transformaram a forma usual em recursos formais, através das rimas cadenciadas.

As poesias fazem adoração a alguém ou a algo, mas pode ser contextualizada dentro do gênero satírico também.

Existem três tipos de poesias: as existenciais, que retratam as experiências da vida, a morte, as angústias, a velhice e a solidão; as líricas, que trazem as emoções do autor; e a social, trazendo como temática principal as questões sociais e políticas.

A poesia ganhou um dia específico, sendo este criado em homenagem ao poeta brasileiro Antônio Frederico de Castro Alves (1847-1871), no dia do seu nascimento, 14 de março.

Castro Alves ficou conhecido como o “poeta dos escravos”, pois lutou grandemente pela abolição da escravidão. Além disso, era um grande defensor do sistema republicano de governo, onde o povo elege seu presidente através do voto direto e secreto.

A poesia é uma arte literária e, como arte, recria a realidade. O poeta Ferreira Gullar diz que o artista cria um outro mundo “mais bonito ou mais intenso ou mais significativo ou mais ordenado – por cima da realidade imediata”.

Para outros, a arte literária nem sempre recria. É o caso de Aristóteles, filósofo grego que afirmava: “a arte literária é mimese (imitação); é a arte que imita pela palavra”.

Declamando ou escrevendo, fazer poesia é expressar-se de forma a combinar palavras, mexer com o seu significado, utilizar a estrutura da mensagem. Isto é uma função poética.

A poesia sempre se encontra dentro de um contexto cultural e histórico. Os vários estilos poéticos, as fases de cada autor, os acontecimentos da época e tantas outras interferências muitas vezes se misturam à obra e lhe dão novos significados.

Os gêneros de poesia permitem uma classificação dos poemas conforme suas características. Por exemplo, o poema épico é, geralmente, narrativo, de longa extensão, grandiloqüente, aborda temas como a guerra ou outras situações extremas. Dentro do gênero épico, destaca-se a epopéia. Já o poema lírico pode ser muito curto, podendo querer apenas retratar um momento, um flash da vida, um instante emocional. Poesia é a expressão de um sentimento, como por exemplo, o amor. Vários poemas falam de amor. O poema é o seu sentimento expressado em belas palavras, palavras que tocam a alma.

A poesia pode se apresentar de várias formas: poema, soneto, ode e em prosa.

Poema

Um poema é uma obra literária apresentada geralmente em verso e estrofes (ainda que possa existir prosa poética, assim designada pelo uso de temas específicos e de figuras de estilo próprias da poesia). Efetivamente, existe uma diferença entre poesia e poema. Este último, segundo vários autores, é uma obra em verso com características poéticas. Ou seja, enquanto o poema é um objeto literário com existência material concreta, a poesia tem um caráter imaterial e transcendente.

Fortemente relacionado com a música, a poesia tem as suas raízes históricas nas letras de acompanhamento de peças musicais. Até a Idade Média, a poesia era cantada. Só depois o texto foi separado do acompanhamento musical. Tal como a música, o ritmo tem uma importância fulcral.

Um poema também faz parte de um sarau (reuniões em casas particulares para expressar artes, músicas, poemas, poesias, etc.).



Soneto

Soneto é um poema de forma fixa, composto por 14 versos. Pode ser apresentado em 3 formas de distribuição de versos:

  • Soneto italiano ou petrarquiano: apresenta duas estrofes de 4 versos (quartetos) e duas de 3 versos (tercetos)
  • Soneto inglês ou “Shakeaspereano”: 3 quartetos e um dístico
  • Soneto monostrófico: apresenta uma única estrofe de 14 versos

Ao que tudo indica, o soneto – do italiano sonetto, pequena canção ou, literalmente, pequeno som – foi criado no começo do século XIII, na Sicília, onde era cantado na corte de Frederico II da mesma forma que as tradicionais baladas provençais. Alguns atribuem a invenção do soneto a Jacopo da Lentini (conhecido como Jacopo Notaro, após receber o título Jacobus de Lentino domínio imperatoris notarius) – poeta siciliano e imperial de Frederico II, que surgiu como uma espécie de canção ou de letra escrita para música, possuindo uma oitava de dois tercetos, com melodias diferentes.

O número de linhas e a disposição das rimas permaneceram invariáveis até que um poeta de Santa Firmina, Guittone D´Arezzo, tornou-se o primeiro a adotar e aderir definitivamente àquilo que seria conhecido como a melhor forma de expressão de uma emoção isolada, pensamento ou idéia: o soneto. Durante o século XIII, Fra Guittone, como era conhecido, criou o soneto guitoniano, patronizado, cujo estilo foi empregado por Petrarca e Dante Alighieri, com pequenas variações. Tais sonetos são obras marcantes, se considerarmos as circunstâncias em que eles surgiram.

Coube ao florentino Francesco Petrarca aperfeiçoar a estrutura poética iniciada na Sicília, difundindo-a por toda a Europa em suas viagens. Sua obra engloba 317 sonetos contidos no “II Canzoniere”, a coletânea de poesia que exerceu influência sobre toda a literatura ocidental. Os melhores poemas desse livro são dedicados a Laura de Novaes, por quem possuía um amor platônico. Destacam-se os recursos metafóricos e o lirismo erótico dos sonetos.

Dante Alighieri, o autor da consagrada A Divina Comédia, e também um seguidor de Guittone, em sua infância já compunha sonetos amorosos. Seu amor impossível por Beatriz (provavelmente Beatriz Portinari) foi imortalizado em vários sonetos em “Vita Nuova”, seu primeiro trabalho literário de grande importância.

Graças a uma viagem que fez para a Itália em 1551, o poeta português Sá de Miranda regressando em 1526, trouxe para Portugal uma nova estética, introduzindo pela primeira vez o Soneto, a canção, a sextina, as composições em tercetos e em oitavas e os versos de dez sílabas, conhecidos como decassílabos.

Anos se passaram até que dois ícones da literatura mundial, um português e um inglês, deram ao Soneto, cada um ao seu modo, o toque de mestre: Luiz Vaz de Camões e William Shakespeare.

Camões é considerado o maior poeta clássico da Literatura Moderna. Freqüentou a nobreza em Portugal, tomou parte em diversas expedições militares, mas foi exilado por suas posições políticas. Passou alguns anos na prisão, de onde saiu com “Os Lusiadas”, uma obra que o colocou entre os maiores poetas mundiais de todos os tempos. Apesar disso, morreu pobre. Escreveu diversos sonetos, tendo o amor como tema principal.

Shakespeare, além de teatrólogo, desenvolveu uma habilidade única na poesia. O seu soneto, o soneto inglês, é composto de três quartetos e um dístico, diferente da composição original de Petrarca. O mais célebre dos escritores ingleses escreveu diversos poemas, alguns deles recheados de metáforas. Vejamos um exemplo de soneto petrarquiano:


Seudão

Aos Silveira Guimarães

Fui ver e vi o brejo da serra
Que deu luz e berço a Seudão,
O homem forte, o jequitibá da terra,
Vulto perene do litoral ao sertão...

Está insepulto, a alma não se enterra,
Continua vivo e muito presente, um clarão!
A sua bela história não se encerra,
A saudade é a memória do coração.

Um visionário e grande futurista,
Perscrutava o porvir com precisão,
Enxergava longe com a segunda vista.

Amou a família e sua gente, um humanista,
Empreendedor e administrador por vocação,
Eis a vida e a obra de um progressista.

Hiram Ribeiro dos Santos


Ode

Ode é uma composição poética que surgiu na Grécia Antiga, e era cantada e acompanhada pela lira. Ode, em grego significa canto.

Ela se divide em estrofes semelhantes entre si, tanto pelo número como pela medida dos versos, geralmente de quatro versos ou dividida em três partes recorrentes quando coral. Os poetas gregos Alceu, Safo e Anacreonte escreveram odes.

Já em Roma, onde era chamada mais comumente de carmen, teve cultores como Catulo e Horácio. No século XX teve vasta produção na Itália, com Gabrielle D´Annuzzio; na França, com Victor Hugo; na Espanha, com Manuel José Quintana entre outros.

No dicionário Houaiss da língua portuguesa temos:

  1. entre os gregos, poema lírico destinado ao cant
  2. poema lírico composto de estrofes de versa igual, sempre de tom alegre e entusiástico

Poema lírico de forma complexa e variável, a Ode caracteriza-se pelo tom elevado e sublime com que trata determinado assunto. As literaturas ocidentais modernas aproveitaram sobretudo, de ponto de vista da forma, a ode composta por três unidades estróficas, correspondentes, no desenvolvimento da idéia do poema, à estrofe, à antístrofe (cantada pelo coro, originalmente) e ao epodo (conclusão do poema). A ode comportava uma série de esquemas métricos e rítmicos, de acordo com os quais era classificada.

Na música, as odes modernas são compostas mais para solistas e coro orquestra. Foi empregada pelos autores como Haendel, Henry Purcell e Beethoven, que utilizou a Ode à alegria, texto de Schiller, na sua 9ª Sinfonia. Também na literatura portuguesa houve escritores e poetas que aderiram a esta forma de escrita tais como Camões, Correia Garção, Cruz e Silva, Fernando Pessoa e, atualmente, Miguel Torga.

Na literatura de cordel, encontramos a ode caracterizada com versos bem populares, aparentemente como um repente, mas de estilo elegante e trabalhado, com linguagem clássica sem ferir o vernáculo. O estilo que se segue foi composto para homenagear um homem que admirava a poesia popular, senão vejamos:


Ode a Seudão


Hiram Ribeiro dos Santos

I


Aos nove anos, em tenra idade
A seca assolou o sertão de Ipueiras
Sentiu na pele os primeiros espinhos
Obrigando-o a migrar para a cidade
Em Monteiro, em casa dos Silveira´s
Tios Aureliano e Mariazinha, padrinhos
O iniciaram no cadinho da escolaridade...


II


Visitado por seu pai e a irmã Isaura
Sentiu no coração a saudade de casa
Começou a brilhar a luz de sua aura
Contrariando o tio, retornou ao seu torrão
Convenceu seu pai Tomás a diversificar
Foi plantar cana-de-açúcar e fabricar
Rapadura, aí o progresso se instaura...


III


Aos dezessete anos, nos domínios da fazenda
Floresce o tino para a comercialização
Ganhando em comissões sobre venda
Negocia peles de animais em toda a região
Em sociedade com seu tio Abílio Silveira
Entra com o trabalho, o coração e a razão
Poupando tudo, compra o primeiro caminhão...


IV


No comércio era sempre um pioneiro
Por caminhão transportava e vendia algodão
De Campina trazia e negociava fios no sertão
Para fabricação de redes, as melhores da região
Simultaneamente como alternativa foi tropeiro
Formando e organizando tropas de animais
Em seus lombos transportava gêneros, cereais
E farinha de mandioca em estradas vicinais...


V


O espírito com visão futurista e empreendedor
Os filhos para educar e necessitando estudar
Fizeram Seudão sair para um centro maior
Mesmo nutrindo grande amor por São Bento
Veio para Campina Grande negociar
Comprar e vender caminhões era seu intento...


VI


Aqui na Borborema ficou estabelecido
Em pouco tempo até no sul ficou conhecido
Pelos executivos da montadora Chevrolet
Vieram e viram nele as melhores condições
Porque por mês vendia trinta caminhões
Foi por merecimento nomeado concessionário
Aceitou. Achou o negócio bom e necessário...


VII


É convocado para o povo de sua terra servir
É eleito em São Bento o primeiro prefeito
Lá, cidadãos de toda a região puderam sentir
A retidão e a decência do político perfeito
Aplicando verbas com rara seriedade
Um administrador digno com muita probidade...


VIII


Expandiu os negócios o sério empresário
No ramo de veículos se consolidou
Ao mesmo tempo investiu na agricultura
Com fazendas no brejo, cariri e sertão
Tinha no trabalho e na produção sua cultura
Por pecuária tinha paixão e preferência
Um discortinio que provinha do coração
Imprimindo toda a sua experiência...


IX


Os negócios crescem e se expandem
É da lei natural, não se enganem
Quando a procura é maior que a oferta
Para o sertão e o seridó o interesse desperta
Abriu em Patos outra concessionária
A qualidade do serviço para o sertanejo
Era na verdade seu maior desejo...


X


Retorna a administrar sua terra querida
Dessa vez, o que mais lhe interessa
Como apanágio singular de sua vida
Sua maior vontade e lidima promessa
Vai determinado construir celebre ponte
Ligando o progresso, vislumbra novo horizonte
Para o seu povo trabalhador e altaneiro
Seudão era realmente um grande pioneiro...



XI


Ainda construiu a igreja da cidade
Belas praças, ruas e largas avenidas
O colégio, hospital e maternidade
Para educar as crianças, salvando vidas
Brilhou cintilante sua estrela, sua grandeza
Trazendo de Paulo Afonso luz e energia
Sob as bênçãos de Deus e da natureza...


XII


Mais uma grande empresa é criada
Agora torna-se um Grupo Empresarial
Seu desempenho, sua fibra ratificada
Leva de presente à cidade espacial
Uma moderna concessionária consolidada
Posta à serviço do Rio Grande do Norte
Com a lisura e a tenacidade do homem forte...


XIII


É preciso destacar a grande figura
Da mulher trabalhadora, da alma mais pura
Que tanto contribuiu para a constituição
Formação e consolidação da marca Seudão
É da nossa terra, é da nossa gente
Dona Galdina, valente e inteligente
Fidalga e dos mais elevados sentimentos
Participou ativamente dos acontecimentos...


XIV


Com a dedicação e exemplar desempenho
Dos filhos a quem tanto se dedicou e amou
Formados no saber, na têmpera do aço forjou
Seudão continua o destemido investidor
Com uma diferença quase abismal
Abre a mais moderna do ramo no Brasil
A segunda concessionária em Natal
Muito estilo e um nome especial, Espacial!...


XV


Logo após, sofre uma perda irreparável
Inesperadamente, morre Dona Galdina
O braço sempre forte e inquebrantável
No diadema a pedra mais cristalina
De tantas lutas e muito brilhantismo
Amou e se doou com raro heroísmo
A mais bela estrofe de um poema
Ainda vive e mora no piemonte da Borborema...


XVI


Sua vida não tem mais cor, nem brilho
Foi-se o esteio que suas mãos segurou
Nas horas escuras do afastamento e da dor
Para ela nada constituía empecilho
Deus dela precisava, por isso a chamou
Seudão, a baraúna do Brejo do Cruz
Perdeu a estrela que lhe deu tanta luz
Não podia fraquejar, portanto continuou...


XVII


Mas as almas que são comprometidas
Pela afeição, pela paixão, vividas
Ao se separarem, compungidas
Se quedam pela perda e aos prantos
Sentidas, sem auroras, sem encantos
Esperam por amor, ansiosas pelo reencontro
E não demorou muito, a noticia triste correu
A árvore frondosa sofreu, Seudão morreu
O sertão chorou, o Rio Grande soluçou,
A Paraíba gemeu.


Muito Obrigado a Todos.

Aos companheiros e companheiras

Minhas Saudações Rotárias


Hiram Ribeiro dos Santos
1º Secretário do R. C. Campina Grande


Campina Grande, 12 de março de 2009

REFLEXÃO ROTÁRIA – 12/03/2009

Eusebio-Ce, 12 de Março de 2009.


Amados Rotarianos Campinenses,
Saudações em Cristo!


OS GEMIDOS QUE ELEVAM O SER!



“A ardente expectativa da criação aguarda a manifestação dos filhos de Deus”, disse o apóstolo Paulo.
E ele prossegue dizendo que a criação sofre um adicional de peso de vaidade que sobre ela foi posto, para que ela também seja redimida do cativeiro da corrupção. E afirma que a criação geme e suporta angústias até agora; e não somente ela, mas também nós, que temos as primícias do Espírito em nós. Assim, para Paulo, quanto mais no Espírito se é e vive, mais se ouvem os gemidos da criação; e mais se entende que ela aguarda ansiosa a sua própria redenção. Sim, redenção desse ciclo de morte feita com perversidade; e de cujo ciclo, nós, os humanos, somos os agentes de vaidade e dor para as demais criaturas; isto quando nossas ações as extinguem.
Nossa mera existência em desarmonia com Deus, com nós mesmos, com o próximo e com a criação, já abala a existência energética de todas as coisas vivas à nossa volta; isto conforme o profeta Oséias, visto que ele diz que por causa do pecado dos humanos contra os próprios humanos, tanto peixes, quanto aves e árvores, morriam a sua volta.
De fato Paulo diz que nós gememos e suportamos angústias, apesar de sermos as primícias do Espírito entre os humanos; ou seja: apesar de sermos aqueles que olhamos o Universo como tendo o significado do amor de Deus. Paulo fala de algumas angústias humanas no decurso de sua carta aos Romanos. Primeiro ele fala da dor essencial, da psicose básica de todos os humanos (Rm 7, isso se seguirmos uma lógica existencial). Então ele nos livra dela, dizendo que em Cristo toda a condenação da Lei cessou, e que agora somos filhos e herdeiros de todas as promessas divinas; pois, Deus já se reconciliou conosco, os pródigos universais. Isto porque nós já fomos abraçados; e já recebemos um anel nos nossos dedos e sandálias nos nossos pés, e já foi ordenado o início da festa do Reino (Rm 8 e Lc 15).
No entanto, essa libertação do gemido essencial, e que agora deu lugar ao clamor que chama a Deus de “Aba”, paizinho, não nos isenta de passarmos por muitas tribulações, nas quais devemos aprender a nos gloriar, pois, em todas elas, duas coisas estão acontecendo. Primeiro um processo que faz da tribulação a porta de entrada para a perseverança, a experiência, a esperança, e, conseqüentemente, um profuso derramar do Espírito Santo em nós como certeza, esperança e consolação (Rm 5: 1-5). A segunda tem a ver com a experiência conspiratória que passa a acontecer em nosso favor, mesmo na tribulação; e que é aquela que advém da pessoa estar tão certa da Graça de Deus em tudo, e tão tomada de amor divino e gratidão, que, então, o universo inteiro vira adubo para fazer florescer nela o melhor dela (Rm 8). “Todas as coisas cooperam conjuntamente para o bem daqueles que amam a Deus...”
Ora, segundo Paulo, esses tais gemidos são misturados com os gemidos do próprio Espírito, o qual, intercede por nós; posto que não sabemos nem mesmo o que nos convém orar e pedir em cada situação da vida. Assim, de gemedores que gemem com os gemidos da existência e da criação, deflagra-se o Gemido dos gemidos, que é o Gemido do Espírito, sondando as profundezas de Deus, e, segundo a Vontade Sublime, intercedendo por nós, em nossa vitoriosa e gloriosa fraqueza.
Não é possível que um mundo caído não seja feito de gemidos. Milhões de almas ouviram esses gemidos no curso de milênios. Anônimos desde a antiguidade o ouviram; e outros famosos desde a antiguidade, o ouviram também. Dentre os famosos gente como Sidarta (o Buda), Confúcio, Sócrates, e muitos e muitos outros. Isaías, Jeremias, Ezequiel, Daniel, entre outros tantos, também ouviram tais gemidos; os quais, não apenas ouviam e sentiam os gemidos da criação, mas receberam de Deus a esperança da Redenção; o que aos demais não foi revelado.
Todos os que ouviram os gemidos da criação sem a revelação da Esperança em Cristo, apenas ouviram e sentiram tais dores, as quais os levaram, na maioria das vezes, a conceber a salvação como “resignação”. Sidarta é o melhor exemplo disto! Em Jesus, entretanto, salvação não é “resignação”, mas sim é cura, é refazimento, é plenificação, é festa, é gozo, é mergulho absoluto no que É. E É amor! Assim, Paulo faz silenciar também como desconforto esse gemido que sentem aqueles que são as primícias do Espírito; e o põe (o gemido) a serviço da esperança e da consolação. Sim, porque ele diz que desses gemidos a alma olha para além, e, assim, é salva na esperança daquilo que ainda se não vê; pois, se se visse o que se espera, esperança isto já não seria, mas sim a realização da própria salvação absoluta.
Ora, é desse olhar resolvido existencialmente (Rm 7e 8), e que transforma gemido em processo de crescimento (Rm 5), e que geme com os gemidos universais (Rm 8), sem, contudo, se tornar vitimado por eles — pois é olhar que vê através da esperança — que Paulo diz: “Se Deus é por nós, quem será contra nós?” Com tal questão, Paulo nos ensina que nesta existência o que “é contra nós” não é a dor, nem a tribulação, nem as perseguições, nem as aflições, nem a fome, nem a nudez e nem a espada... Mas sim o que nós fazemos da consciência do amor de Deus que pelo Evangelho nos foi transmitida, posto que o que de fato interessa não é se sou ou não poupado de tribulações, mas sim se estou livre do medo, da culpa, da fobia da condenação, do terror do acusador, e de todas essas coisas, as quais, são as únicas que podem nos impedir de provar o amor de Deus como benefício para o existir (Rm 8).
Nada pode nos separar do amor de Deus; porém, uma visão amargurada e desesperança da existência, pode nos impedir de usufruir da segurança que advém da certeza da indissolubilidade e da indivorciabilidade do amor de Deus por nós e por cada pessoinha humana desta Terra; especialmente aquelas que carregam no ser as primícias do Espírito.
Assim, na Graça, todo gemido vira canção de redenção!


Pr. Hiram Ribeiro dos Santos Filho
Pastor das Igrejas Evangélicas Assembléias de Deus em Eusébio / Ceará
e-mail: hiramfilho@yahoo.com.br

quinta-feira, 5 de março de 2009

HOMENAGEM DO ROTARY CLUB CAMPINA GRANDE AO DIA INTERNACIONAL DA MULHER

Dia 23 de fevereiro último, o Rotary Internacional comemorou 104 anos de fundação. O advogado Paul Percy Harris, o seu mentor intelectual, convidou três outros homens [Hiram Shorey (alfaiate), Silvester Schiele (comerciante de carvão) e Gustavus Loehr (engenheiro de minas)] para criarem essa fantástica instituição internacional.

E, por muitos anos, o Rotary Internacional resistiu bravamente ao ingresso de mulheres em seu quadro social, até que, a partir de 1º de julho de 1989, a mulher adquiriu o direito de pertencer ao Rotary, decisão confirmada na Convenção de Seul, na Coréia do Sul.

No entanto, a mulher nunca esteve ausente do Rotary. O primeiro grande exemplo dessa afirmação foi dado pela esposa de Paul Harris, Jean Thompson Harris, que sempre esteve ao lado do seu esposo, como conselheira e executora de atividades rotarianas, que estivessem ao seu alcance.

1914. Ann Brunnier e Ann Gundaker, esposas de Bru Brunier e Guyy Gundaker, respectivamente, participam da Convenção Internacional em Houston, no Texas, causando enorme surpresa para os presentes, ao mesmo tempo em que despertavam o carinho dos rotarianos ali reunidos, os quais criaram o termo “Rotary Ann”, para designar afetuosamente aquela participação feminina.

1919. Awilda F. Arney, esposa do Presidente do RC de Chicago, fundou e presidiu a organização “Mulheres em Rotary”. Na Convenção celebrada em 1921 proibiu-se o uso desse nome. Em Manchester, Inglaterra, propiciou-se uma reunião com esposas de rotarianos e propôs-se a formação de um CR de senhoras. Isto não foi aprovado.

1977. O Clube Rotário Duarte, da Califórnia, convida três damas a converterem-se em rotárias desse clube. Elas foram: Mary Lou Elliot, Donna Bogaert e Rosemary Freitag que ingressaram na primavera de 1977.

1978. Por esse fato ao Clube se lhe revoga a sua carta constitucional em 27/03/1978.

1986. Uma sentença do Supremo Tribunal dos EUA dita que os Clubes Rotários, por terem um propósito de negócio, têm estatutos similares às associações públicas e, portanto não podia haver discriminação por gênero. O Distrito Internacional de Seatle votou pela incorporação da mulher em Rotary, convidando 15 damas a pertencerem ao Clube (Setembro, dia 4).

1987. Concede-se novamente a sua carta constitucional ao Clube Duarte. Sylvia Whytlock converte-se na Primeira presidente de um CR, o Duarte em 23/06/1987. Ela também foi a primeira a assistir a um Seminário PETs (Fevereiro/87). Presidiu o Clube em duas ocasiões.

1988. Karilyn Van Soest e Sylvia Whytlock foram as primeiras mulheres a assistirem a uma Convenção como Rotárias. Karilyn foi a segunda mulher presidente de um clube, o de Seatle, E.U.A.

1989. O Conselho de Legislação realizou a mudança do Estatuto do RI ao eliminar a frase de que os Clubes Rotários eram só para varões.

1995. Neste ano já tínhamos 8 Governadoras nos Estados Unidos: Mimi Altman (D6440); Gilda Cherafisis (D7230); Janet W. Holland (D5790); Reba Lovrien (D5520); Virginia Norbay (D6380); Donna Rapp (D6410); Anne Roberston (D6710) e Oliver Scott (D7130).

1997. Virginia V. Nortbay foi a primeira mulher delegada ao Conselho de Legislação. Também foi Governadora do D6380.

1998. Maria Eugenia Lapeira, espanhola, primeira governadora na Europa. Naime Kettari primeira governadora na África e no mundo árabe, pertence ao Distrito 9010.

Depois desta saga na conquista de seus espaços, as mulheres passaram a ocupar várias funções em Rotary Internacional, com Mary Margaret Fleming presidindo o Grupo para a imagem Pública do Rotary, Elllen Peticore, o Grupo de Ação para a Alfabetização e, ainda, Crilyn E. Jones integrando o Conselho de Doadores da Fundação Rotária no mesmo período.

Catherine Noyer-Riveau, francesa do RC de Paris passou a compor, desde julho do ano passado, o Conselho Diretor do Rotary Internacional, período 2008/2010 e foi a primeira mulher a exercer tão alta função.

Outra mulher de destaque em RI é Alana Bergh do RC do Pólo Norte, Alasca – EUA (D5010) que é a Coordenadora da Comissão do RI para DRQS – Desenvolvimento e Retenção do Quadro Social.

É importante fazer o registro da presença marcante da companheira Aldanira Barreto, empresária norte-riograndense, que foi a primeira mulher a ser Governadora do Distrito 4500, Gestão 2005/2006. Atualmente se encontra à frente da Fundação Rotária, Gestão 2008/2009.

No dizer de Lamartine: “Há sempre uma mulher na origem de todas as grandes coisas”.

Como pioneira em Rotary na Paraíba, Adelma do Carmo Irineu Freire, nascida em Campina Grande, é uma das homenageadas de hoje. Nascida em Campina Grande, residiu muitos anos em Feira de Santana, Estado da Bahia, onde concluiu Licenciatura em Pedagogia, não tendo exercido a profissão. Em 1974 ingressou no jornalismo através do Diário da Borborema, já em nossa cidade, onde coordenou revista dominical. Trabalhou em outros jornais e oito órgãos de comunicação em dois estados brasileiros. Foi relações públicas das indústrias de Feira de Santana-Ba e coordenadora da prefeitura da cidade. Serviu à Prefeitura Municipal de Campina Grande na área de educação e cultura. Foi relações públicas do Departamento de Turismo – DEMTUR. Fez parte da comissão do Primeiro São João do Mundo e da Primeira Micarande, Presidente do Conselho de Defesa da Mulher por duas vezes, participou da coordenação do Festival de Inverno por várias vezes, participou da Associação Brasileira de Semiótica, seccional da Paraíba, assessora especial da presidência da Assembléia Legislativa do Estado da Paraíba. Hoje se encontra aposentada, mas garante que suas principais realizações foram seus filhos Valécio e Rossandro.

Adelma Irineu foi a primeira mulher a ingressar, 23.02.1991 e, presidir um Clube de Rotary no Estado da Paraíba. Ela foi sócio-fundadora do Rotary Club Campina Grande Leste.

Zouraide Silveira foi a primeira mulher a ingressar no nosso querido Rotary Club Campina Grande, este querido Campinão, em 27 de outubro de 1994. É sempre muito participativa e atuante. Presidiu várias avenidas e comissões e tem dado verdadeiras demonstrações de amor, assiduidade, dedicação e desprendimento em tudo que faz. Elabora, encaminha e participa de campanhas assistenciais não só do nosso clube, mas de outras instituições de caráter beneficente. Foi presidente do nosso clube na gestão 2005/2006, ano do centenário do nosso Rotary Internacional, quando foi agraciada com dois títulos de Menção Honrosa, um Governamental e outro Presidencial, pelo conjunto da obra e por sua profícua atuação. Atualmente é diretora de Relações Públicas e cuida da Imagem Pública de Rotary, além de membro da Comissão Tripartite para Construção da Sede de Clubes de Rotary de Campina Grande.

Maria Berenice F. Lopes, foi a primeira mulher presidente do Rotary Club Campina Grande e ingressou no clube em 21.12.1995.

De saudosa memória, desejamos homenagear uma mulher de valor absoluto, companheira de elevadíssimos serviços prestados ao Rotary, brilhante, elegante de estilo próprio, culta, inteligente, prestimosa, solícita, guerreira, não se quedou aos rigores e mistérios da doença que a vitimou – Dulcinéia Pereira de Oliveira, nossa eterna governadora. Tinha no olhar a fixação da determinação e do devotamento à causa rotária. Seus poucos dias à frente da Governadoria do D4500, ficará indelével em nossa memória como uma eternidade.

Hoje, o Rotary abraça a presença das mulheres, e é por elas abraçado. Este entrelaçamento – que tem se constituído num motivo de orgulho para todos nós – serve de exemplo para outras organizações voltadas para os interesses maiores da sociedade, pois a mulher há muito assumiu na vida contemporânea uma posição de vanguarda e liderança, passando a ladear-se com os demais, não só no aconchego do lar, mas também voltada ao trabalho e ao desenvolvimento socioeconômico do planeta.

Os problemas nas famílias, que se desdobram com conseqüências nítidas nas comunidades (particularmente através das crianças e dos jovens), contam com a percepção e a sensibilidade femininas, e têm nelas um fator maior no equacionamento de graves questões psicossociais.

A presença da mulher no Rotary é inestimável. Com ela, nossa organização ganha mais energia e maior dimensão para servir à grande família que se encontra a sua volta.

Benfazeja, pois, seja a presença das mulheres em nossa organização, compartilhando com os demais rotarianos a capacidade de levar um bem maior às comunidades que anseiam mão amiga e solidária.

Muito obrigado a todos e queiram receber nossas,

Saudações Rotárias


Hiram Ribeiro dos Santos
1º Secretário do R. C. Campina Grande

REFLEXÃO ROTÁRIA – 05/03/2009

Eusebio-Ce, 05 de Março de 2009.


Amados Rotarianos Campinenses,
Saudações em Cristo!

QUEM ACHOU A AGENDA DE DEUS?

Jesus disse que quem recebesse um pequenino, uma criança; o semelhante; ou um profeta, ou um exilado e estrangeiro; ou que visitasse doentes, presos injustamente [ou com justiça]; que desse aos desconhecidos agasalho no frio, comida na fome, água na sede, e que tratasse a todos como gostaria de ser tratado com justiça e bondade — esse estaria, está e estará servindo a Jesus; e vivendo no altar de Deus, cultuando enquanto respira; e fazendo tudo o que de fato a Deus interessa no mundo em relação a ser adorado pelo homem.
Tudo o mais não conta para o bem no juízo entre cabras e ovelhas; ou no dia da separação do joio do trigo; ou mesmo no dia em que a rede que hoje pesca peixes bons e maus será objeto de intervenção de anjos, separando peixes bons de maus.
Rotarianos amados, no final somente as coisas do amor serão contadas e permanecerão.
Ora, Aquele que neste mundo [para não falarmos na Vida da qual Ele é autor] mais viveu assim, foi Quem nos ensinou que a vida é assim: Jesus. Ele escolheu gente inexpressiva ao mundo-mundo, deu tempo a quem ninguém nada dava, mas apenas tomava; atendeu crianças sem influência, velhos sem futuro, loucos sem casa, figuras controversas, anti-cidadãos; enquanto chamou vários que não aceitaram, não aceitou muitos que se ofereceram, e foi deixando ficar quem foi ficando, até mesmo mulheres casadas, conforme Lucas 8.
Se Ele dormisse num lugar numa noite, no dia seguinte no máximo se acharia o resto do braseiro que teria aquecido a noite que se fora. Jesus vive como um anti-rei humano. Ele é um anti-faraó: só levava o que se embutia no coração; e nada mais. Assim, Ele demonstra na prática como aquilo que aos homens era elevado, era abominação aos olhos de Deus; do mesmo modo que os impossíveis para os homens são possíveis para Deus; ou mesmo como é impossível um camelo passar pelo fundo de uma agulha, embora ele possa ser engolido por um fariseu legalista.
O que interessa a Deus? Ora, tudo o que existe como prédio de Deus na Terra nada tem a ver com Ele, nem mesmo se fosse hoje erguido um santuário na Esplanada do Templo em Jerusalém.
No final tudo tem a ver com o olhar de amor para com gente e a disposição de agir em amor prático em favor do próximo e da vida; ainda que o vento varra todas as evidencias e ninguém mais lembre em tempo algum daquilo que foi realizado sem Big Brother algum, nem mesmo o de sua justiça-própria.
No fim Jesus só vai querer saber se os atos de amor foram naturais em você. É por isso que as “ovelhas dessa graça” ficam surpreendidas ao serem chamadas para a Glória do Pai [Mateus 25]. Elas faziam porque era bom, justo e certo. Mas não pensavam em galardão algum. Afinal, o verdadeiro galardão é o privilégio da revelação e a alegria simples de servir sem qualquer outra expectativa.
No fim Jesus vai querer saber acerca de solidariedade e da fé que atua pelo amor; assim como quererá saber se você cuidou bem das criaturas e da criação; assim como de você mesmo; pois, o mais, não é agenda Dele.

Com Toda Certeza Nele,


Pr. Hiram Ribeiro dos Santos Filho
Pastor das Igrejas Evangélicas Assembléias de Deus em Eusébio / Ceará
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