quinta-feira, 5 de novembro de 2009

REFLEXÃO ROTÁRIA – 05/11/2009

Fortaleza-Ce, 05 de novembro de 2009.


Amados Rotarianos Campinenses,
Saudações em Cristo!


ADAPTAÇÃO E SOBREVIVÊNCIA!


É possível adaptar-se a dores cruéis, sofrimentos atrozes, decepções frias; aprender a absorver baques, a encaliçar a alma, a envernizar sentimentos.
Os humanos também se adéquam para sobreviver. Na cruel tarefa de não desaparecerem na evolução, aprendem a acomodar-se aos ambientes hostis; assim, criam anticorpos existenciais, resistências espirituais, imunidades emocionais.
Queridos rotarianos, uma mulher por nome Locusta foi envenenadora profissional em Roma. Ela viveu durante o primeiro século depois de Cristo e ficou conhecida por ingerir pequenas doses de veneno todos os dias para adquirir defesa contra as toxinas que usava. Doses homeopáticas de veneno a protegiam, e ela, por sua vez podia matar sem ser atingida.
A alma humana cria revestimento e os olhos ganham frieza, as palavras, impassibilidade, os atos, automatismo. Entretanto, dessensibilizados, mulheres e homens acabam conspirando contra si mesmos. Seguem como bois no corredor do matadouro, aceitam marchar cabisbaixos rumo ao corte trágico. Anestesiados, consentem com o destino e se entregam à providência.
A noite mal dormida, o almoço requentado, o descaso da burocracia, tudo é absorvido pacificamente. Sem contar com a bestificação da televisiva e a superficialização jornalística que contribuem com a demência generalizada.
Pensar passa a ser privilégio e redargüir, virtude rara. Reina o espírito de manada para que mentes domesticadas repitam seus chavões. Carreiristas inescrupulosos se aproveitam dos simples. Futriqueiros disseminam boatos. Ímpios manobram detrás dos panos. Banditismo se mistura à benignidade.
A vida só continua porque os processos de assimilação da espécie humana são espantosos.
Quem lê, entenda!


Nele,
Que mandou que não nos conformássemos com ‘este século’!

Pr. Hiram Ribeiro dos Santos Filho
e-mail: hiramfilho@yahoo.com.br

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

REFLEXÃO ROTÁRIA – 29/10/2009

Fortaleza-Ce, 29 de outubro de 2009.


Amados Rotarianos Campinenses,
Saudações em Cristo!


O VINHO À LUZ DA BÍBLIA!


Lembro-me quando nosso companheiro Lafite me pediu, a mais de um ano atrás e por intermédio de meu paizinho, para falar um pouco sobre o vinho a luz da Bíblia. E, naquela ocasião, mesmo gozando de pouco tempo, jamais, em hipótese alguma, poderia deixar de lhe dar a atenção que ele merecia.
O assunto é polêmico e cheio de especulações, no entanto, de caráter teológico.
Bem, quando Paulo disse em Romanos 14 que os que são mais maduros deveriam buscar não chocar os de “consciência fraca” ou os “débeis na fé”— ele fazia referência ao seguinte tipo de pessoa: ao novo na fé, que vinha de uma cultura pagã, e que ainda tinha hábitos mentais e culturais de natureza idólatra; os quais (os novos na fé), em vendo alguém, por exemplo, comendo qualquer alimento “consagrado a um ídolo”, podem se “escandalizar”. E isto mesmo quando aquele que está comendo já é “adulto em Cristo”; e, portanto, já sabe que “todas as coisas são puras para os puros, se recebidas com ações de graça”, mas que, ainda assim, no ato de exercer a liberdade de sua consciência adulta, deve cuidar para que aquilo que para ele não é “mais nada”, mas que ainda significa uma tentação ou um vício religioso para a alma condicionada nas barganhas do paganismo, e que ainda não absorveu a consciência do Evangelho.
Ora queridos rotarianos, isto posto, e explicado quem é o frágil na fé (que merece cuidados) e quem é o “casca grossa” (que não precisa ser “provocado”, mas que também não precisa ser poupado, assim como Jesus não poupou os fariseus) — devemos agora olhar a esta questão. No livro de Eclesiastes se diz que entre as bênçãos de um homem na terra, está comer gostosamente o seu pão, beber alegremente o seu vinho, e gozar a vida com a mulher que ele ama. O vinho é tratado nas Escrituras de duas maneiras: como benção de Deus ao homem (veja o Salmo 104); e como algo que, ingerido em excesso, pode ser uma desgraça para o homem (Pv; e vários profetas; e as “bebedices” faladas por Paulo).
Assim, a Escritura judaica não é contra o vinho, mas sim, como não poderia deixar de ser, contra o excesso; como é contra qualquer excesso!
O vinho que Jesus “tirou” da água em Caná da Galileia, era vinho mesmo, do bom; e, portanto, com o melhor teor de fermentação, com o melhor buquê, com a melhor textura, e com o melhor sabor. Não era suco de uva; como também não era suco de uva o vinho usado na “Ceia do Senhor”, no Ágape da Igreja Primitiva, conforme I Co 11, onde Paulo diz que por aquele vinho alguns, bebendo-o em excesso, embriagavam-se; porém, ele apenas manda que retornem à sobriedade, mas não proíbe o vinho. Ao contrário, como qualquer cidadão sadio e normal daqueles dias, e, sobretudo, como homem de consciência adulta em Cristo, Paulo bebia naturalmente; ao ponto de também saber que uma boa dose de vinho todos os dias, poderia fazer com o que o estomago de Timóteo (pastor em Éfeso) ficasse melhor — especialmente porque as águas disponíveis nas estradas, para os viajantes, nem sempre eram boas para a saúde.
Como, porém, para nós, Jesus é a “Chave Hermenêutica” não só para se entender a Escritura, mas também a vida, a existência, como ela é — então, também para nós, a questão é uma só: Como Jesus se relacionou com o vinho?
Ora, a resposta a esta pergunta recebe a seguinte assertiva: Ele se relacionou com o vinho de um modo refinado, elegante, prazeroso, alegre, e comedido. Foi assim que Ele criou vinho, bebeu vinho e andou com os que bebiam vinho. Ou seja: Jesus tratou o vinho como algo bom, bebeu-o com alegria, ilustrou coisas do Reino com a imagem do vinho, o fez estar presente nas Bodas e nas Festas Escatológicas ou nas festas do perdão, como na parábola do Filho Pródigo, em meio às danças, às musicas, e à festa!
E mais amados rotarianos: por tais atos e companhia de pessoas que bebiam vinho, Ele também foi julgado pelos ‘religiosos’; que são, nos evangelhos, mais do que qualquer outro grupo, os fariseus. “Bebedor de vinho e amigo de pecadores” — era como o chamavam. E Ele não se envergonhou de nada disso!
Se algum leitor desta reflexão tem medo de ser “julgado” ao tomar uma boa taça de um vinho Cabernet Sauvignon (rsrsrs), é ainda fruto de sua justiça-própria-religiosa! Ou seja: você está com medo de escandalizar as pessoas erradas: o pessoal casca grossa! Afinal, me responda apenas uma coisa: O que é escândalo para os de fora ou para os recém chegados à fé: que se beba vinho com alegria e moderação, ou que se o proíba em nome de Jesus? Sim! Onde está o escândalo? Na realidade o que mais escandaliza os novos ou os de fora é justamente essa proibição farisaica inspirada pelo diabo, conforme Jesus afirma aos fariseus nos evangelhos.
Quando os fracos na fé passam a ser os eternos fariseus, e quando é a eles que se pretende proteger, não por nada, mas apenas porque eles são uns Pitbulls raivosos e cheios de juízo perverso e invejoso —; sim, cedendo a esses, se está privilegiando sempre a consciência eternamente débil e adoecida dos fariseus; além do que, fazendo desse modo, também nos abstemos para sempre de todas as nossas legitimas liberdades em Cristo (e foi para a liberdade que Cristo nos chamou- Gl 5); e, assim, abrimos o espaço para que prevaleça a Lei dos Escândalos: que é essa que só dá uma pessoa recém convertida como “santificada” no dia em que ela, à semelhança dos fariseus da religião, também passa a dizer que beber vinho é coisa maligna.
Nesse dia os fariseus tomam um porre de arrogância!
Beber vinho é coisa maligna em duas circunstancias apenas: 1ª – quando a pessoa que bebe o faz sem moderação, caindo no hábito desgraçadamente vicioso; ou escandalizando os fracos na fé. 2ª – quando a pessoa já teve um histórico pessoal de vício alcoólatra. Ora, tal pessoa deve saber que “é alcoólatra”, e que não deve beber JAMAIS; pois, para ela, o vinho tem um poder que, por exemplo, sobre mim não tem; embora eu beba muito pouco vinho.
O que passar disso, amados rotarianos, saibam: é coisa do diabo; e de quem, em associação a ele, consciente ou inconscientemente, pretende “reduzir ou espreitar a nossa liberdade que temos em Cristo” — conforme nos disse Paulo; afirmando também o apóstolo que a esses tais ele jamais se sujeitou, a fim de que a liberdade do Evangelho não ficasse sob o domínio do legalismo perverso e sem bom senso.
Assim, faça seu curso em paz; e coma gostosamente o seu pão, beba alegremente o seu vinho (de preferência Cabernet Sauvignon – rsrsrs); e goze a vida com a mulher que você ama ou venha a amar — pois essa é a paga terrena de nossos labores nesse chão que cardos e abrolhos nascem, e aonde o vinho é sinal de Graça e Misericórdia, conforme o sábio Salomão.
Eu teria ainda muitas coisas a escrever, mas é por aqui que vou ficando por julgar que lhes disse o suficiente. Agora a jornada da consciência é com você!


Nele,
Em Quem tudo é melhor; e que disse que o Seu Reino era como o Vinho Novo,


Pr. Hiram Ribeiro dos Santos Filho
e-mail: hiramfilho@yahoo.com.br

REFLEXÃO ROTÁRIA – 22/10/2009

Fortaleza-Ce, 22 de outubro de 2009.

Amados Rotarianos Campinenses,
Saudações em Cristo!


A FÍSICA, NEWTON, EINSTEIN E A
NATUREZA ESPIRITUAL DO UNIVERSO…

O “Cosmo cristão” [digo: “Cosmo” como Universo] ainda é segundo a imagem e semelhança de Newton. Ou seja: ainda é uma noção de Universo pré-einsteiniano e, portanto, fixo, uno e estável. Depois de Einstein o Cosmo passou a ser Cosmos, posto que a Relatividade de Einstein abrisse espaço para muitos universos... Sim, abriu a tal ponto que o próprio Einstein não suportou a desconstrução que suas duas principais teorias geraram nas suas múltiplas implicações...
Foi em razão das descobertas de Einstein que se abriram outros mundos [...], especialmente o mundo das partículas subatômicas, gerando uma ampla compreensão de outro modo do Universo existir... Sim, surgiu um modo totalmente diferente de se ver a existência dos mundos, e que é totalmente diferente do Universo na sua manifestação Macro, de percepção Newtoniana...
Portanto, desde Einstein que o Universo cresceu..., sendo percebido não mais como realidade única e fixa; mas sim como algo que continha muito mais do que estava disponível à vista e aos sentidos... Assim, a cada dia, mesmo contra a vontade de Einstein, suas teorias abriram mundos que ele não desejaria que existissem...
Einstein morreu com raiva do que suas teorias haviam aberto como noção [...] no mundo da Física, em razão, sobretudo, do que e Mecânica Quântica havia incorporado como noção revolucionaria do sentido e constituição da natureza do Universo...
Hoje, mais e mais, a Física vai se transformando em uma espécie de ‘Teofisica’; ou ainda numa espécie de Pneumo-física... Sim, posto que cada vez mais se discirna que o Universo não é um só; que há muitos universos; que há mundos paralelos; que podemos conviver com dimensões distintas que existem no ambiente invisível à nossa percepção; que a natureza do universo é feita de elementos que somente se parecem com o conceito de energia espiritual; que existem muitos tempo/espaço; que existem muitas camadas de existência; que existe o mundo invisível para além do que os olhos captem; que podem haver seres e vida justamente a uma membrana dimensional de nós; etc... Ou seja: a cada dia a Física vai se tornando uma Teologia da Natureza das Coisas!...
Ora queridos rotarianos, é por tal razão que julgo que compreender a Física deste tempo é o melhor dever de casa que alguém possa pretender realizar [depois do estudo da Palavra de Deus] a fim de melhor perceber a natureza espiritual do Universo!
Hoje, pela Física, vejo anjos existindo a uma membrana de mim... Hoje, pela Física, vejo o céu a uma membrana de mim... Hoje, pela Física, vejo Principados, Potestades, Poderes, Rodas [arcos, círculos, como os do profeta Ezequiel], Tronos e Soberanias... — todos existindo a uma membrana de mim... Hoje, pela Física, vejo o Inferno a uma membrana quântica ou a uma membrana dimensional de distancia de mim e de vocês... Sim, hoje, pela Física, vejo que o Novo Testamento não apela para a magia espiritual quando determina a existência de muitos mundos, visíveis e invisíveis, os quais existem de modo simultâneo e paralelo à camada de existência na qual eu existo...
Não! A Natureza do Universo não é grega, nem barroca, nem newtoniana, nem einsteiniana; mas sim espiritual, visto que espírito é energia, é existência na sua forma mais sutil e essencial...
Assim, anjos, por exemplo, são criaturas de uma outra energia e dimensão, mas existem em universos que se comunicam com o nosso; seja por portais; seja por capacidade de inter-relação deles com o nosso mundo... Ora, entender isso e isso discernir em suas implicações, cria uma percepção do mundo espiritual totalmente diferente...
É nesse sentido que digo que os tais dos Óvnis são apenas Macro-Assombrações; sendo que a sua natureza é “espiritual”; porém, um “espiritual” que tem a ver com as noções que a Física atual nos ajuda a compreender com mais clareza fenomenológica...
Pode ser total coincidência que a Teoria Física das Cordas proponha que existam de 9 a 11 camadas de existência além da nossa [ou seja: de mundos paralelos], — à semelhança do que as antigas teses teológicas sobre o mundo invisível declaravam, ou seja: que existem de 9 a 11 camadas de mundos invisíveis, feitos das camadas existentes de anjos, arcanjos, principados, potestades, poderes, tronos, soberanias, rodas, querubins, serafins... Etc.
Portanto, para mim, a Física Moderna é um guia de estudo fenomenológico não apenas da existência como a vemos, mas das existências que não vemos...; e, mais que isto: é um guia de ajuda para a visualização de tais fenômenos como parte agora constatável e semi-observável para nós... Digo semi-observável apenas porque ainda não temos mais que a teoria em avançado processo de demonstração, mas que ajudam imensamente a entender a natureza dos fenômenos por nós designados como de natureza espiritual...
O que a Física nos ajuda hoje a ver mais do que a teologia [...] é que a natureza do Universo é essencialmente espiritual!... Esta é a razão de eu dar tanta ênfase a que se busque entender a natureza essencial do Universo, pois, será por tais compreensões que nos preparemos para as invasões espirituais que já estão acontecendo no nosso mundo, e que aumentarão enormemente...
Portanto, simplificando, para mim, por exemplo, os Óvnis são manifestações espirituais de uma camada [ou de qualquer delas...], sendo “vazadas” para dentro de nossa dimensão...
Chegará a hora em que seremos visivelmente invadidos por tais fenômenos..., e quem não estiver preparado cairá em perplexidade assombrosa...
“Coisas espantosas” [...] “Grandes sinais do céu” [...] “Sinais nos céus” [...] “Angustia entre as nações” [...] — são expressões que nosso Senhor Jesus Cristo usa a fim de designar o ambiente psicológico da humanidade ante a manifestação de fenômenos inusitados e chocantes...
Assim, dou graças a Deus pela Física, por Newton, por Einstein...; e pelos que creram nas teses de Einstein mais do que ele mesmo!... Sim, dou graças a Deus pela descoberta cientifica acerca dos mundos paralelos; e por tudo quanto seja iluminação na verdade acerca da realidade; pois, toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm e do alto, descendo do Pai das Luzes; sendo mediada por qualquer um [...], posto que Deus seja livre para revelar-se..., assim como para revelar a natureza das coisas que Ele criou a quem bem desejar... Pensem nisso!...

Nele,
Que falou disso livremente, mas muitos ainda hoje não compreendem!


Pr. Hiram Ribeiro dos Santos Filho
e-mail: hiramfilho@yahoo.com.br

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

REFLEXÃO ROTÁRIA – 15/10/2009

Fortaleza-Ce, 15 de outubro de 2009.


Amados Rotarianos Campinenses,
Saudações em Cristo!

O TRISTE CAMINHO DO PREGUIÇOSO…

Preguiça não é depressão, não é fruto de desequilíbrio orgânico, não é resultado do cansaço, não é nada que seja desconforto antecipado pela mente...
Depressão não é preguiça, é dor de alma que imobiliza o ser e até se somatiza no corpo ou nos processos neurais da mente...
Desequilíbrio orgânico pode gerar uma total inapetência para a vida e o trabalho, mas não é preguiça, é doença ou simplesmente contingência orgânica...
Cansaço também pede descanso, e nada tem a ver com preguiça...
Trabalhos pesados demais, em circunstancias difíceis, não é bolinho, e até o mais disposto dos homens reúne forças para realizar tal coisa chata ou pesada demais; mas isto também não é preguiça ainda...
Preguiça, segundo a Bíblia, é uma indisposição essencial ao serviço, à utilidade, ao ritmo das rotinas da vida... Assim, a Bíblia quase não fala da preguiça, mas sim do preguiçoso... Afinal, preguiça é um conceito, mas o preguiçoso é o fato...

Leia em Provérbios:
Vai ter com a formiga, ó preguiçoso; olha para os seus caminhos, e sê sábio.
O preguiçoso, até quando ficarás deitado? Quando te levantarás do teu sono?
Como vinagre para os dentes, como fumaça para os olhos, assim é o preguiçoso para aqueles que o mandam.
O preguiçoso deixa de assar a sua caça...
A alma do preguiçoso deseja, e coisa nenhuma alcança, mas a alma dos diligentes se farta.
E por aí vai... Assim, a preguiça é uma doença de caráter... Sim, é o mal do servo que escondeu o talento, e disse que o fizera porque Deus era como um Leão perverso... Por isso Jesus diz que esse servo é chamado de “negligente”; ou seja, de preguiçoso...
Jesus disse: Meu Pai trabalha até agora; e eu trabalho também!... Trabalho é saúde...
Trabalho é vida...
Trabalho é cura...
Trabalho é alegria no gozo pelo obtido...
Trabalho é signo de amor à vida...
Aqui não falo aos deprimidos, entristecidos ou adoecidos... Não! Falo apenas do ser ameba, do ente bactéria que se disfarça de gente... Sim, quem não trabalha vira parasita; fungo; bactéria da existência... É isto que diz a Palavra de Deus. Estaria Deus errado?

Pense nisso!


Pr. Hiram Ribeiro dos Santos Filho
e-mail: hiramfilho@yahoo.com.br

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

REFLEXÃO ROTÁRIA – 08/10/2009

Fortaleza-Ce, 08 de outubro de 2009.


Amados Rotarianos Campinenses,
Saudações em Cristo!



VOCÊ JÁ ME TOCOU ALGUM DIA EM SUA VIDA?...


O modo de Jesus dizer que no ambiente Dele, do Reino, do espírito, da fé e das relações com o mistério e o poder de Deus, o que conta ‘é o que é’; e que o que é não o é porque pareça ser..., ou porque seja factual e real aos sentidos humanos, mas sim porque seja verdadeiro na intenção, na motivação e na sinceridade que combina o caminho interior com a vereda exterior — sim, entre tantas formas de Ele assim e isso ensinar..., uma das mais importantes para mim, dado ao fato de que seja uma história e não um conceito defendido como tal, é o episodio da “mulher do fluxo de sangue”; o qual nos apresenta um monte de mãos pegando e apalpando Jesus, mas apenas uma pessoa tocando Nele de fato-divino-fato...; ao ponto de Pedro [ente externo a Jesus], dizer a Ele que a Sua pergunta “Quem me tocou?” ser absurda em razão de que centenas estavam tocando Nele simultaneamente...
Era real que muitos tocavam Nele...
Era fato o que Pedro afirmava...
Sim, ambas as coisas eram tanto reais quanto factuais, mas para Jesus não eram nada além de realidades e factualidades, pois, sem amor e fé nenhuma pegada em Deus se torna toque que conecta a pessoa a Deus!
Portanto, para Jesus o real não é aquilo que apenas se apresenta como realidade aos sentidos, assim como fato aferível aos sentidos é fato histórico, mas, para Ele, não necessariamente realiza fatos divinos, os quais são mais realidades da verdade do que realidades do real/histórico; coisas que se aferem pelos sentidos e pelas medições factuais..., diferentemente do que toca em Deus, que antes disso é feito pelo amor que se derrama em fé...
Quem não entende isso vive a pegar Jesus sem tocar Nele jamais!...
Apalpam Jesus..., mas não o tocam... Sim, fazem isso de muitos modos... São ritos, são batismos, são cultos, são missas, são reuniões, são estudos bíblicos, são seminários, são ministérios, são campanhas de oração, são campanhas de caridade, são encontros de poder, são expectativas pagãs de milagres, são estudos profundos sobre Deus, são missões e muitas missões; são as curiosidades que põem muitos em estado de histeria tocante...; e tudo mais... — sem, todavia, realizarem a verdade como realidade e a realidade como verdade; posto que sejam toques como os da multidão que apalpava para não perder a viagem..., mas que não fizera a viagem para buscar virtude, graça, poder, fé e amor.
Vejo os templos cheios... Tão cheios quanto eram os ajuntamentos com Jesus em Cafarnaum... Vejo milhares na festa das apalpadelas divinas e supersticiosas [...]; sem falta ao culto como toque físico de Jesus...; enquanto apenas uns poucos na multidão de fato suscitam em Jesus a pergunta que espera apresentação verdadeira: “Quem me tocou?”...
Chega de perder tempo... Só vale a pena ser de Jesus se a cada toque nosso Nele corresponder em verdade a um ‘toque Nele’; e não no que sendo Dele, como um manto, um pão, um vinho, um batismo, um culto, uma mensagem... — nos dê a falsa idéia de que a coisa possa representar Aquele que não é coisa, pois é espírito; e, portanto, só pode ser tocado pelo espírito...; e em espírito e verdade...
Queridos rotarianos, qualquer outra coisa pode ser tão real quanto a matéria e tão factual quanto a História ou a Ciência, mas, para Deus, sem amor e fé nada será!
Realidade e factualidade só existem com significado para Deus se forem erguidas no fundamento da verdade sincera e que beija o Significante [Deus] e não apenas toca o significado... [a coisa]...
Creia nisto!


Nele, que pergunta a você: Você já me tocou algum dia em sua vida?...



Pr. Hiram Ribeiro dos Santos Filho
e-mail: hiramfilho@yahoo.com.br

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

REFLEXÃO ROTÁRIA – 01/10/2009

Fortaleza-Ce, 01 de outubro de 2009.


Amados Rotarianos Campinenses,
Saudações em Cristo!


AOS CRISTÃOS NA DÚVIDA SOBRE JESUS...



Fico vendo o comportamento dos cristãos considerados psicologicamente sensíveis... Quem e como são?... São necessariamente conflitados, recomendavelmente duvidosos, ‘crentes’ em estado de permanente descrença; sem discernimento, mas muito críticos; evasivos quanto à eficácia do testemunho do Evangelho puro e simples, embora cheio de opiniões negativas em relação a quem pregue sem angustia, conflito ou crise de fé; conhecedores teóricos das discussões da fé e dos dilemas teológicos, ainda que vivendo sem nenhum interesse prático/real no Evangelho que seja para além da informação e da discussão viciada...
Em geral são sempre descrentes de milagres [até nos da Bíblia], embora muito capazes de usá-los como alegorias ou lindas metáforas da vida... Ou seja: quase sempre existindo como aquele que “nem trepa e nem sai de cima”; que “nem chove e nem molha”; “que não é, mas não deixa de ser”...
Ora, o que vejo é que estes, diferentemente dos falsos profetas e dos lobos, fazem seu próprio mal; posto que sejam mornos, sem intrepidez, sem disposição para além do discurso...
Portanto, sendo educados, parecem ganhar pela polidez de suas dúvidas o direito de existir em crise; sendo cavalheiros e finos, parecem poder caminhar em descrença aceitável; estando sempre em dúvida acerca de algo [...] mesmo assim continuam a discutir sobre o “tema Jesus”... E, com isso..., se fazem passar por gente que duvida em razão de serem íntegros em relação à própria fé... Posto que sendo articulados, tornam seus conflitos elogiáveis, pois são ditos com benditas palavras psicológicas e filosóficas; e, sendo humanos no expressar seu sentir, ganham o direito de existir em dor, pois, sem dor de crise parece não existir real humanidade; tendo cultura, aparentemente dão aos demais religiosos, menos instruídos, a sensação de que eles, os cultos, os sensíveis, são assim em razão de seu saber, da profundidade do seu sentir, e das angustias decorrentes de sua humanidade superior a dos demais...
Assim, estão e nunca são; dizem, mas jamais provam; pregam, e nunca aproveitam; sabem e não experimentam; poetizam, mas não amam para além das belas palavras; discutem a fé, e nunca a abraçam; falam de Deus, embora sempre em estado de dúvida devota...
Quando falam sobre Jesus e O servem é antes de tudo em razão de suas próprias angustias... Sendo assim [...] desconfiam de quem sendo humano não vive em angustia; de quem sendo pensante [...] não exista em dúvida; de quem crendo [...] busque viver conforme a fé; de quem confessando [...] não tema as implicações; de quem conhecendo a Deus [...] não se iniba quanto a afirmar...
Fico imaginando o que aconteceria, se tais deles, vivendo como discípulos de Jesus nos evangelhos, trouxessem tais devoções eternamente duvidosas a Jesus... O que Jesus diria?... Sim, se Ele disse que aquele que põe a mão no arado e olha para trás não é digno do reino de Deus [...] o que Ele diria a esses discípulos da dúvida?...
Ora, Ele não teve pudores jamais... Aos Seus discípulos duvidosos Ele jamais disse que duvidar fosse parte de um processo normal de crenças [...], muito menos da fé...
Queridos rotarianos, em Jesus não há elogios a duvida, mas tão somente à fé! Não! Ele lhes pergunta: “Homens de pouca fé, por que duvidastes?” Ante suas “impossibilidades” decorrentes da descrença..., Ele apenas disse: “Não pudestes expulsar o demônio por causa da pequenez da vossa fé!” E acrescentou: “Mas esta casta não sai senão por meio de jejum e oração”. Sim, essa casta de crença sem fé, de fé que é apenas crença, e que se distrai discutindo a fé — de fato não sai senão mediante a sua quebra pela oração e pelo jejum.
Esta é a casta presente na maior parte dos pensadores da fé, mas que nunca se deixam pensar pela fé. Sim, pois quem pensa a fé não é pensado pela fé... Afinal, tal coisa somente acontece mediante a entrega em razão da confiança que faz a descrença morrer..., e que, ao mesmo tempo, introduz a pessoa no ambiente no qual “Deus não existe”, posto que em tal ambiente de fé não haja lugar para o Deus que existe, mas apenas para o Deus que É.
A descrença é relativa ao Deus que existe... A fé decorre do Deus que É!
Portanto, brincar de “crer sem crer” é coisa de menino, e não de homem segundo o que Jesus considere um homem que anda mediante a fé, na alegria de não duvidar.
Leiam os evangelhos e vejam se Jesus acha legal viver sem as implicações de fazer da existência uma constante afirmação de fé...
Nos evangelhos vocês não encontrarão este lugar..., embora encontre Jesus mostrando compaixão e amor também por esses, mas sem deixar de prosseguir em Seu caminho, vindo o candidato a discípulo após Ele ou não...


Nele, que não elogia a duvida como estado sadio de uma fé em crise permanente,



Pr. Hiram Ribeiro dos Santos Filho

Banco de Cadeira de Rodas


Uma feliz iniciativa do casal Sara da Silva Fechine e Antônio Hamilton Fechine Dantas (presidente do Rotary Club Campina Grande) com a coordenação logística e administrativa do 1º Secretário Edésio Guedes da Rocha, realizou-se com êxito a Primeira Festa Beneficente com fundos destinados à aquisição de cadeira de rodas, aparelhos hospitalares e fisioterápicos para empréstimos em situações temporárias.

O Banco de Cadeira de Rodas, existente há vários anos, vem proporcionando o bem-estar e o ajustamento social às pessoas tetraplégicas, acidentadas ou que estejam temporária ou definitivamente impossibilitadas de locomoção ou de suas atividades.

Parafraseando o imortal tribuno Alcides Carneiro “uma casa que por infelicidade se procura e por felicidade se encontra”, quando da inauguração do Hospital Alcides Carneiro, hoje Hospital Universitário de Campina Grande. Referimo-nos à situação de infortúnio de um paciente necessitar utilizar-se de uma cadeira de rodas e na impossibilidade de poder adquiri-la, procura o referido banco do Rotary Club Campina Grande, que proporciona o exercício da cidadania a pessoas necessitadas.

No último domingo, 27 de setembro, na residência do casal anfitrião, companheiras e companheiros, acompanhados de familiares e convidados, voluntariamente compareceram ao filantrópico evento, cujo propósito precípuo foi arrecadar fundos para a continuidade de um trabalho que julgamos meritório.

Esse tipo de evento terá continuidade, e logo veremos um outro casal do nosso meio rotário abrir as portas de sua casa para mais um acontecimento de cunho social, proporcionando um verdadeiro companheirismo com a grata satisfação de contribuir para uma campanha de caráter humanitário.



Saudações Rotárias


Hiram Ribeiro dos Santos
Rotary Club Campina Grande