terça-feira, 19 de outubro de 2010

REFLEXÃO ROTÁRIA – DIA 21/10/10

Fortaleza-Ce, 21 de outubro de 2010.


Amados Rotarianos Campinenses,
Saudações em Cristo!


JABES, A DOR, A ESPERANÇA
E O DEUS DE TODA GRAÇA!
Leia 1º Cr 4.9-10



Jabes foi mais ilustre do que seus irmãos. Sua mãe lhe pusera o nome de Jabes, dizendo: Porquanto com dores o dei à luz... Jabes invocou o Deus de Israel, dizendo: Oxalá que me abençoe, e estenda as minhas fronteiras; que a tua mão seja comigo e me preserves do mal, de modo que não me sobrevenha a aflição. E Deus concedeu a Jabes o pedido que lhe havia feito.
Jabes descende de Judá. Ele vive num período profundamente inseguro e incerto. Paz era um bem para ser conquistado freqüentemente com as próprias mãos. Jabes, entretanto, já chegara ao mundo em dores. Sua mãe não tinha as contrações normais de uma parturiente; ou, talvez, a “passagem” não fosse ampla o suficiente para que o menino passasse.
Queridos e amados rotarianos, o fato é que doeu tanto, que a mãe, ao ver o filho vivo e fora de seu ventre, pega a criança e lhe dá o nome que ela julgou retratar bem o que ambos haviam experimentado. Dá-lhe um nome que carregava a lembrança constante de que ele nascera de dores, e que as dores quase haviam matado a sua mãe.
O fato é que Jabes já nasceu sofrendo e fazendo sua mãe sofrer. Por isto, pede a Deus que sua vida seja livre do mal e da aflição que dele procede. Além disso, Jabes também pede ao Senhor um crescimento que não lhe custe angustias. E Deus concedeu o que ele pedira, além de afirmar que Jabes se tornara mais sobre-excelente que seus irmãos.
Um homem nascido em dores. Um homem que sabe que sua vida quase custou a vida de sua própria mãe. Um homem que carrega um nome memorial acerca do significado de seu nascimento. Um homem que se destaca dos demais pela serenidade e pela dignidade. Um homem com uma singela oração: Pai, livra-me da aflição. Pai, livra-me do dia mal. Pai, ajuda-me a crescer. Pai, faz-me crescer sem que tal crescimento me tire a paz.
E Deus lhe ouviu a oração... Jabes teve o que pediu, e cresceu sem se fazer mal e sem ter que pagar com o preço da aflição a conquista de novas fronteiras.
Um homem marcado pela dor, mas que não quer ser acompanhado por ela. Um homem marcado pela dor, mas que não quer ser paralisado por ela. Um homem marcado pela dor, mas que quer conquistas para a sua vida, mas não deseja oferecer ao sucesso o capital das angustias como troca. Um homem franco a Deus quanto a declarar que deseja crescer, mas que não desejaria fazê-lo entre as aflições decorrentes das conquistas.
Jabes... Um homem com ambições.... Um homem em busca de mais espaço... Um homem com elevado instinto de auto-preservação... Um homem que não quer que sua vida se transforme num parto permanente... Um homem que sabe que somente Deus pode conceder que, na terra, alguém conquiste sem aflições, que alargue suas fronteiras sem guerra, que viva no meio de tanta maldade, livre do mal.
Deus... Um Deus que vê a dor de uma mãe... Um Deus que vê a marca traumática de um menino que nasceu de dores... Um Deus que usou tais marcas a fim de polir e ilustrar um menino que viraria homem amante da paz... Um Deus que sabia quem era aquele menino, depois homem: um ser digno, marcado pelo trauma do sofrimento, que não deseja ficar tímido ante a vida, mas que se reconhece como alguém que não suportaria pagar o preço da aflição a fim de realizar a conquista.
Jabes, sua mãe e a misericórdia de Deus!
Haja paz! Haja prosperidade! Haja Jabes! Haja Graça, e Graça houve para Jabes!
Que haja Graça e Paz para você hoje querido rotariano!
E que haja para mim também! Hoje e sempre!


Nele,
Senhor de toda bondade e misericórdia!


Pr. Hiram Ribeiro dos Santos Filho
e-mail: hiramfilho@yahoo.com.br

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

REFLEXÃO ROTÁRIA – DIA 14/10/10

Fortaleza-Ce, 14 de outubro de 2010.

Amados Rotarianos Campinenses,
Saudações em Cristo!


O MAIOR PROBLEMA É O ‘NADA’ DA VIDA!

Ninguém sabe nada de nada. Quem diz que sabe é pretensioso e tolo. Afinal, quem controla o quê?
Amados rotarianos, literalmente, conforme disse Jesus, não posso acrescentar sequer um metro a mais ao curso de meu caminhar na Terra. Num minuto está tudo bem. No outro um tufão de tristeza e emoções podem simplesmente dar contra a nossa existência.
Entretanto, quando existem razões objetivas para a dor, ainda está tudo bem. O duro é quando você olha e se pergunta: Mas o que houve de fato aqui que possa explicar o volume de dor e problemas que gerou?
Sim! Pois, o maior problema é o que não existe!
Ora, quando o problema existente tem solução objetiva e simples, até mesmo quando não tem solução... Em tal caso, é deixar, pois, a não solução já é a solução. Porém o problema inexistente somente existe em um lugar no qual não há critérios de mensurabilidade: o interior e a subjetividade.
A questão é que a maior parte dos problemas nasce do que não é ou não existe de modo real e objetivo!
Sim! São problemas de comunicação ou excessos de interpretação!
Sim! São problemas relacionados ao que se disse ter perdoado sem que se tenha jamais perdoado!
Sim! São desejos e antipatias inconscientes e que se transformam em guerra sem sentido!
Sim! São disputas inconscientes por razão e razão!
Sim! São projeções e transferências que são feitas e que pintam o outro de diabo!
Sim! Problemas inexistentes é o diabo nas entrelinhas!
Quando você estiver aborrecido, antes de tudo se pergunte: Qual o nível de existência desse problema?
Ora, na realidade a maioria dos problemas não resiste sequer à resposta objetiva que se possa dar a tal questão!
Assim, queridos e amados rotarianos, não se enrole nos novelos que não existem, pois, de fato, tais linhas invisíveis são as que mais nos prendem ao nada que se apresenta a nós com o poder do tudo, embora nada seja.
Pense nisto!


Nele,

Pr. Hiram Ribeiro dos Santos Filho
e-mail: hiramfilho@yahoo.com.br

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

REFLEXÃO ROTÁRIA – DIA 07/10/10

Fortaleza-Ce, 07 de outubro de 2010.


Amados Rotarianos Campinenses,
Saudações em Cristo!


O PODER DA CULPA SOBRE O COMPORTAMENTO!


Tortuoso é o caminho do homem carregado de culpa,
mas reto o proceder do honesto”. Pv 21.8


Pecar é humano, mas permanecer em estado contínuo de tortuosidade produz um estado de culpa que os humanos não suportam por muito tempo. Mesmo que seja aquela culpa que não se trata como tal, mas que o praticante sabe que é culpa.
Seja culpa sabida e sentida como culpa, ou apenas a culpa interpretada como tal pela esperteza do praticante que esconde seus atos — o resultado final é sempre o mesmo: os caminhos se tornam tortuosos.
Para encobrir o ilícito, anteparos, álibis, pretextos, desculpas, encontros inexistentes, falsos compromissos, estórias, desvios súbitos de rota, encontro com amigos desaparecidos, falsificação, distração — precisam ser inventados para que o que pratica a coisa desonesta possa escapar com ela.
Só que se trata de um interminável processo de construção de um mundo paralelo, inexistente aos sentidos de terceiros, mas necessariamente “real” para o contador de estória. E mentirá tanto que poderá acabar se convencendo que sua estória é uma história.

As conseqüências são as seguintes:

1. Seu senso de realidade se alterará. Com o passar do tempo a mentira se instala como programação natural e o ser inicia um processo de mistura entre o real e o imaginário, e adoece.
2. Os caminhos tornam-se tortuosos. Uma vez que alguém se vicie nessa pratica não haverá jamais a possibilidade de que tal pessoa faça qualquer coisa reta, a menos que se arrependa e se deixe reeducar.

Do contrário, queridos e amados rotarianos, todas as tentativas de fazer o que é reto esbarram no seguinte: a execução da nova vereda reta passará, inevitavelmente, pela vereda tortuosa — e poucos têm coragem de se auto-denunciar no que é tortuoso a fim de iniciar a pratica do que é reto.
Assim, muitas coisas já não cridas como espertezas, continuam sendo praticadas pelo medo que o praticante tem de vir a ser descoberto como um estelionatário da realidade por tanto tempo.
Desse modo, a culpa faz a manutenção da vereda tortuosa...
É obvio que se alguém puder consertar caminhos tortuosos sem precisar escrever um livro, melhor será. Afinal, esse é um mundo que não vive de verdade, mas de aparências. E os juízes humanos são implacáveis.


Nele,
Que nos redime de toda culpa pelo arrependimento,



Pr. Hiram Ribeiro dos Santos Filho
e-mail: hiramfilho@yahoo.com.br

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

REFLEXÃO ROTÁRIA – DIA 30/09/10

Fortaleza-Ce, 30 de setembro de 2010.


Amados Rotarianos Campinenses,
Saudações em Cristo!


REFLEXÕES SOBRE A PAZ!


Paz! É o que todos dizem que desejam, mas pouca gente conhece. A promessa do Evangelho é vida e paz.
Amados rotarianos, a reconciliação com Deus pela fé em Sua Graça, deve produzir “paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo”. Jesus disse que nos deixava a Sua paz, a qual é diferente da paz do mundo.
Sua paz não nos livra da aflição do existir (“no mundo tereis aflições”), mas nos deixa o coração sereno, não turbado.
O apóstolo Paulo diz que a paz de Cristo deve ser o árbitro que julgue nossas decisões na consciência. Se houver paz diante de Deus, e se Deus nos visita com paz, então, tudo bem; se não, nada feito. Esse deve ser o critério, com profundo respeito a iluminação do Espírito em nossa consciência sincera para com Deus.
Mas o apóstolo Paulo também fala dos que se cauterizam, e, então, nada sentem. Esses, muitas vezes, praticam a perversidade e declaram que estão em paz.
Mas estariam em paz? Certamente estão silenciosamente aflitos e calmamente desassossegados, posto que sua angústia seja morta. Eles, todavia, sabem que não estão em paz, posto que lhes lateje no porão blindado da consciência presa, uma inquietação surda e muda, porém real.
De fato, rotarianos amados, não existe meio de alguém gozar paz se não for em Deus. Fora de Deus não há paz. Por isso, paz é fruto do Espírito de Deus em nós.
Desse modo, saiba-se: onde genuinamente existe paz, aí Deus fez morada. Digo isto porque existe muito auto-engano acerca da paz também. Eu mesmo já me declarei em paz algumas vezes na vida, enquanto estava em profundo desassossego-negado.
Paz é dom de Deus. A gente pode isolar, sublimar, reprimir, exilar, e fazer o que quiser com nossas angustias, fruto de uma consciência não reconciliada com a verdade; porém, lá no fundo, o nosso ser não descansa, apenas se distrai; não sossega, apenas se rende ao cansaço; não está reconciliado com Deus, mas apenas não pensa Nele.
Paz é dom de Deus segundo a Graça. Graça e Paz andam juntas. Jesus disse que havia dito aos Seus discípulos que no mundo teriam aflições a fim de que eles tivessem paz Nele. Paz Nele! Essa é a Paz que é consciente da Graça.
Tal paz convive com a contradição e passa pelas veredas espinhosas das circunstancias, mas não se rende jamais, pois, é alimentada por uma certeza superior, e que vem do Alto.
Percebo, no cotidiano de meu ministério, que muita gente boicota a paz o tempo todo. Tem gente que acha que pode até estar mal com Deus por estar em paz. São pessoas que ficaram viciadas na culpa, em razão de anos e anos de neurose culposa gerada pela pregação culposa e culpada da religião. Esses sentem-se em pecado quando estão em paz. Sentem-se “frios” sem aquela “agonia religiosa” permanentemente instalada e rodando em suas almas.
Então, para resolver a questão, a pessoa se ocupa na “igreja ou numa instituição de caridade” o máximo que pode. Tem gente que faz isso pra não pensar. Sim, muito do ativismo ministerial e caridoso é fuga de auto-encaramento. Assim, o agito frenético se torna a melhor opção litúrgica, posto que a maioria dos religiosos colapsam se forem expostos ao silencio.
“Paz seja convosco” é a saudação de Jesus. O desejo Dele é que Seus discípulos e todos os rotarianos sejam o povo da paz!
Só anuncia a Boa Nova com poder quem a experimenta como paz. A grande unção do Evangelho e do viver rotariano para quem prega é amor e paz.
Pense nisso!


Nele,
Onde achamos paz e descanso para nossas almas!


Pr. Hiram Ribeiro dos Santos Filho
e-mail: hiramfilho@yahoo.com.br

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

REFLEXÃO ROTÁRIA – DIA 23/09/10

Fortaleza-Ce, 23 de setembro de 2010.


Amados Rotarianos Campinenses,
Saudações em Cristo!


DEZ COISAS TÃO SIMPLES
QUANTO ESSENCIAIS À VIDA!

1. Nunca descreia do poder do amor, ainda que você demore muito a ver os resultados;
2. Não tema pedir em oração, pois o Pai tem prazer em nos ouvir pedindo em fé confiante; mas lembre que Deus não está preso à oração, posto que somente nos atenda naquilo que Ele, como Pai, não julgue que nos fará mal;
3. Leia as Escrituras, especialmente a parte chamada de Novo Testamento; pois toda pessoa que, tendo tal chance, não a use, demonstra que não deseja mesmo conhecer a Deus; posto que seja pela leitura da Palavra que melhor se possa discernir a vontade de Deus;
4. Exercite-se na dadivosidade e na generosidade (seja um rotariano convicto), pois por tais exercícios seu coração se manterá sóbrio em relação a dinheiro e poder;
5. Nunca fuja de uma necessidade humana que você possa ajudar a resolver... Seria como fugir de Jesus;
6. Fuja do pensamento malicioso. Seja sábio e sóbrio, mas não olhe com malicia, posto que o olhar malicioso corrompa todo o seu ser;
7. Cuidado com todas as raízes perversas... Sim, cuide de seu coração para que nele não cresçam as raízes da inveja, da amargura, da arrogância ou da auto-vitimização; pois essas são as piores raízes a serem deixadas vivas no chão do ser;
8. Nunca se sinta importante, pois tiraria toda a sua naturalidade de ser e viver...; além de que tal sentir é a ladeira para o abismo;
9. Nunca fuja de nenhuma verdade sobre você ou sobre quem você ame; pois, por tal evasão perde-se o discernimento e mergulha-se o ser no escafandro do auto-engano no fundo de um mar de rochas... Além disso, quem determina um auto-engano no pouco, esse será enganado no muito;
10. Ame a Deus e ao próximo; faça o bem de prontidão, e não existirá lugar para ídolos em seu coração.

Estas são coisas simples e vitais... E aqueles que as seguem sempre são bem-sucedido em tudo o que fazem; posto que seu fluxo de energia decorra da fonte do que é em Deus.


Nele,
Que viveu assim!

Pr. Hiram Ribeiro dos Santos Filho
e-mail: hiramfilho@yahoo.com.br

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

REFLEXÃO ROTÁRIA – DIA 16/09/10

Fortaleza-Ce, 16 de setembro de 2010.


Amados Rotarianos Campinenses,
Saudações em Cristo!


UMA VIDA ABERTA PARA A VIDA!


Todos os homens e mulheres de Deus que já viveram neste mundo sempre foram pessoas profundamente identificadas com a Natureza. Em tais pessoas, sua profunda interioridade abriga a grandeza e o poder da sua dinâmica atividade espiritual, e que também vem de sua profunda ligação com as coisas criadas.
Quem compreende, hoje em dia, esses homens? Prudentes eram eles como os pescadores da praia de Caponga que atravessam os perigos em alto mar em pleno temporal. Sim, cautelosos eram eles, como homens circundados de inimigos e bestas feras.
Todos eles tinham atitude reservada e sóbria como se hospedes fossem em todos os lugares.
Amados e queridos rotarianos, de fato, tais pessoas se amoldam a todas as coisas. Dependendo da temperatura, sua natureza responde com a propriedade da água, que a tudo se amolda, e gera vida. Todos esses seres humanos foram profundamente autênticos como o coração de uma castanheira; amplos eram eles, como vales abertos; impenetráveis eram eles, como águas profundas, ainda que limpas.
Impenetrável também nos parece a vastidão de suas almas. Quem pode compreendê-los atualmente? Quem pode restituir a vida ao que tão morto nos parece? Só quem sintoniza a alma com Deus os entenderá! Só quem não busca o seu próprio ego como “si-mesmo”; mas, ao contrário, demanda o seu ‘eu’ real, mesmo quando tudo lhe falta; sim, somente este vive tal vida. Pois sabe que vivendo em Deus nada lhe faltará. De que pode tal ser sentir falta?
Vamos abrir a nossa vida para a vida, seja a nossa, seja a do próximo e seja a natureza.


Nele,
Que a tudo criou, e deu vida!



Pr. Hiram Ribeiro dos Santos Filho

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

REFLEXÃO ROTÁRIA – DIA 09/09/10

Fortaleza-Ce, 09 de setembro de 2010.


Amados Rotarianos Campinenses,
Saudações em Cristo!


O MILAGRE DE CADA BOM ENCONTRO!

Encontros são milagres ou são macumbas — milagres quando os sentimos bons, e macumbas quando os sentimos maus.
Quase ninguém pensa no ‘milagre do encontro’. Entretanto, num mundo imenso para nós, cada vez maior nas quantidades, cada vez menor nos espaços, em meio a tantos bilhões de variáveis, nas quais nossos impulsos podem mudar montanhas ou fazê-las sumirem na cratera do esquecimento ou da não-percepção.
Um encontro errado, uma pessoa errada, uma iniciação errada, um amigo errado, um dia mal, uma decisão equivocada, uma conseqüência inapelável, uma existência convertida em outra, um outro sentir, um outro ver-se a si mesmo, um outro ver-se no olhar dos outros, uma outra definição de si mesmo perante o mundo, uma outra postura, talvez agressiva, talvez passiva; enfim... — um outro produto humano como variável de uma matriz original de infindas alternativas.
Queridos e amados rotarianos, a liberdade do homem reside na sua ignorância das infindas alternativas. O homem é livre de saber, pois, saber lhe seria a angustia insuportável tomando-o por todos os lados.
Uma resvalada; e tudo muda para sempre. Uma disputa entre amigos ou entre familiares em razão de uma banalidade faz com que suas vidas nunca mais sejam a mesma coisa.
Um encontro. Um ato impensado. Uma atitude prematura e imatura. Um destino radicalmente alterado.
Uma decisão: “Desço ou não do ônibus aqui nesta parada?” — e a vida da pessoa pode mudar para sempre; pois, nesta hipótese, uma pessoa desce do ônibus tropeça na descida, e cai, e pode ter a sua vida alterada pra sempre.
Assim, um dia, saberemos por quantos atos milagrosos fomos feitos e fomos salvos. Entretanto, é bom que se veja e que se busque entender cada instante-milagre que nos acomete.
Um segundo a mais... — e tudo seria diferente. Tudo é co-incidência: incide junto. Quase tudo em nossa vida é feito de “acasos” carregados de “desígnios”; e se desígnios não tivessem, mistério, todavia, não lhes faltaria; pois como é possível que um segundo antes ou depois nos roubassem a oportunidade daquilo que passou a ser o resto-todo de nossas existências?
Assim, amados e queridos rotarianos, encontro é milagre. Por isso, não faltem os ‘encontros rotarianos’ nem nas quintas-feiras, e nem nas demais oportunidades, posto que esta possa ser uma oportunidade para o milagre.


Nele,
Que em cada encontro propicia um milagre, visível ou não!


Pr. Hiram Ribeiro dos Santos Filho
e-mail: hiramfilho@yahoo.com.br