quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

COMUNICADO

ROTARY CLUB CAMPINA GRANDE


ESCOLA ROTARY DR. FRANCISCO BRASILEIRO


Comunicamos para toda a família rotária e a quem interessar possa, que teve início os trabalhos de reforma da Escola Rotary Dr. Francisco Brasileiro localizada no Distrito de Santa Terezinha, sob a responsabilidade da Prefeitura Municipal de Campina Grande, através da Secretaria de Educação, Esporte e Cultura – SEDUC.

Os trabalhos foram iniciados em princípio de janeiro de 2009 e a previsão de término da obra é de 4 (quatro) meses, porém com a dinâmica empreendida, a obra se encontra em estado bastante adiantado e é possível concluí-la dentro de aproximadamente 90 dias.

Segundo declarações do Prof. Flávio Romero Guimarães, titular da SEDUC, não haverá prejuízo para o alunado porque os 200 dias letivos serão cumpridos em calendário especial.

Convém agradecer o empenho do Governo Municipal e da Secretaria de Educação, no sentido de dotar aquela escola em melhores condições de uso e segurança para aquela comunidade distrital.


Campina Grande-Pb., 29 de janeiro de 2009


Alexandre A. de Oliveira Farias Hiram Ribeiro dos Santos
Presidente Secretário

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

HOMENAGEM DO ROTARY CLUB CAMPINA GRANDE AO DIA DA SAUDADE

Saudade é uma das palavras mais presentes na poesia de amor da língua portuguesa e também na música popular, “saudade”, só conhecida em galego-português[Galaica(Espanha)], descreve a mistura dos sentimentos de perda, distância e amor. A palavra vem do latim “solitas, solitatis” (solidão), na forma arcaica de “soedade, soidade e suidade” e sob influência de “saúde” e “saudar”.

Diz a lenda que foi cunhada na época dos Descobrimentos e no Brasil colônia esteve muito presente para definir a solidão dos portugueses numa terra estranha, longe de entes queridos. Define, pois, a melancolia causada pela lembrança; a mágoa que se sente pela ausência ou desaparecimento de pessoas, coisas, estados ou ações. Provém do latim “solitáte”, solidão.

Uma visão mais especifista aponta que o termo saudade advém de solitude e saudar, onde quem sofre é o que fica a esperar o retorno de quem partiu, e não o indivíduo que se foi, o qual nutria nostalgia. A gênese do vocábulo está diretamente ligada à tradição marítima lusitana.

Recentemente, uma pesquisa entre tradutores britânicos apontou a palavra “saudade” como a sétima palavra de mais difícil tradução.

Pode-se sentir saudade:

- de alguém falecido.
- de alguém que amamos e está longe ou ausente.
- de um amigo querido.
- de alguém ou algo que não vemos há imenso tempo.
- de alguém que não conversamos há muito tempo.
- de situações.
- de um amor.

A expressão “matar a saudade” (ou “matar saudades”) é usada para designar o desaparecimento (mesmo temporário) desse sentimento. É possível “matar a saudade”, relembrando, vendo fotos ou vídeos antigos, conversando sobre o assunto, reencontrando a pessoa que estava longe, etc. “Mandar saudades”, por exemplo, no sul de Portugal, significa o mesmo que mandar cumprimentos.

A saudade pode gerar sentimento de angústia, nostalgia e tristeza, e quando “matamos a saudade” geralmente sentimos alegria.

Em Portugal, o Fado está diretamente associado com este sentimento. Do mesmo modo, a sodade cabo-verdiana está intimamente ligada ao gênero musical da morna (dança insular tocada por instrumentos acústicos).

De repente, ausência, saudade, dor, nostalgia. Perder alguém querido é uma das mais traumáticas experiências por que se pode passar um ser humano. A vida parece cinza e um véu de tristezas recai sobre os que ficam.

Saudade é uma espécie de lembrança nostálgica, lembrança carinhosa de um bem especial que está ausente acompanhado de um desejo de revê-lo ou possuí-lo. A todo o momento uma saudade revive em nosso coração para torturá-lo. Aqui uma cadeira, ali o guarda-chuva deixado na sala de espera, seu chapéu junto ao porta-espelho, seu copo que a criada deixou de retirá-lo! E em todos os cômodos encontram-se coisas esparsas: suas tesouras, uma luva, seus óculos, um livro cujas folhas foram viradas por seus dedos, um vestido, umas sandálias, seu lugar preferido à mesa, um grande número de pequenas coisas que assumem um significado doloroso, porque lembram mil pequenos acontecimentos.

Tenho razão de sentir saudade. Tenho razão de fazer uma acusação. Houve um acordo que foi rompido, e sem a formulação do distrato. Você foi embora. Tenho saudade do nosso tempo, do tempo que vivemos juntos. Tenho saudade do que e quando você me ensinou. Tenho saudade dos lugares onde fomos e das pessoas que lá encontramos. Tenho saudade de uma época que vivenciamos, lembranças de um tempo que faz parte do meu passado, marcou presença e deixou legado.

Tenho saudade de não poder estar ao seu lado, de amar e não poder lhe tocar, de sentir o seu cheiro, de me lembrar do seu sorriso, lembrar do seu rosto e ter que esperar pelo dia que o verei de novo, dos seus gestos, de suas atitudes, fechar os meus olhos e sentir você a um centímetro do meu rosto, abri-los e ver que tudo isso é saudade.

O amor e a saudade são sentimentos que vão se encontrar um dia. O amor é infinito e não há distância que o diminua. A morte é apenas a separação do corpo, mas continuamos ligados pelos laços de afetividade e o reencontro será inevitável.

Estou entre um soluço e o silêncio; o soluço da saudade e o silêncio da angústia. A maior dor não é a saudade dos que já se foram, é a saudade dos que não podem ser vistos, estando presente entre nós, sentindo-os, mas não podemos nem vê-los, nem ouvi-los e muito menos abraçá-los.

Queiram receber afetuosamente minhas,

Saudações Rotárias
Hiram Ribeiro dos Santos
1º Secretário do RC C. Grande

Campina Grande, 29 de janeiro de 2009

REFLEXÃO ROTÁRIA – 29/01/2009

Eusebio-Ce, 29 de janeiro de 2009.

Amados Rotarianos Campinenses,
Saudações em Cristo!


DEUS CRIA PELA CATÁSTROFE!


O livro de Gênesis nos diz que no princípio Deus criou os céus e a terra, mas também nos informa que a terra estava sem forma e catastrófica antes de iniciar-se este processo de criação que conhecemos — o 1º que conhecemos apenas, mas não o 1º como ato criador.
A criação começou somente Deus sabe quando. Zilhões de qualquer que seja a medida empregada... “Tempo” é apenas uma das possibilidades. É digno de nota, no entanto, que o texto hebraico do Gênesis dê ênfase a dois fatos:

1. Deus inicialmente tirou tudo do nada, do que não era, do que não existia. Afinal, o verbo que designa “criar” usado no texto original denota uma criação ex-nihilo: tirada do nada, do que não existe.

2.Quando o olhar do Gênesis se volta para a terra e a presente criação, nos é dito que uma catástrofe havia acontecido antes: a terra estava catastrófica e vazia...

Queridos e mui amados rotarianos, na realidade a criação se organiza de catástrofe em catástrofe. Entretanto, é bom dizer que o que o homem chama catástrofe, nem sempre Deus o chama.
Se destruir as obras do homem ou tirar a vida humana, então é catástrofe. Deus, no entanto, não é Deus do homem apenas [custa ao homem crer nisto apesar do que Deus disse a Jonas]; e, além disso, Ele não vê como o homem vê. O homem vê o tópico do seu próprio umbigo e, então, chama Deus para discutir o “papel de Deus nas catástrofes”, a fim de ver se recebe alguma explicação. Sim! Para o olhar humano o Catastrófico é tudo aquilo que seja aparentemente acidental e monstruoso, pra além de nossa visualização de poder e energia; e mais: algo que, se nos pusermos ainda que hipoteticamente no lugar de tal derrame de poder, nos faria desaparecer: isso é catástrofe para o homem.
Ora, é por causa desse olhar do homem que digo que Deus criou sempre de catástrofe em catástrofe; seja na Bíblia da Criação, a natureza e seus registros; seja na Bíblia da Revelação, as Escrituras; seja no Verbo da Vida, Jesus, em quem também vemos o mesmo padrão de criar de catástrofe em catástrofe: da cruz à ressurreição.
Tudo foi bombástico, chocante, avassalador, implosivo, explosivo, auto-aniquilantemente produtor de outro sistema de vida, etc. Mas para que não viajemos demais no tempo, peço apenas que veja comigo o seguinte acerca da Terra como planeta.
A Terra, originalmente, era bem menor. Foi o choque da Terra com um planeta irmão — menor, mas não mais novo —, o que deu à Terra o volume de massa que ela hoje tem, sua gravidade, seu núcleo maravilhoso, seu ambiente prevalente de clima e marés, sua distancia precisa do sol, e mais: deu-lhe, também, sua Lua; posto que a Lua seja o ajuntamento da massa restante do antigo planeta irmão da Terra, e que agregou massa suficiente para ser o mais perfeito satélite possível para nós, no tamanho exato, na distancia certa, criando as dinâmicas naturais favorecedoras do desenvolvimento deste tipo de vida que há na Terra.
Assim, a própria Terra nasce de um sacrifício, de uma morte que trás vida!
Então, rotarianos amados, cada novo avanço na criação, pelo menos do ponto de vista de nossa observação cientifica dos fenômenos na Terra, foi marcado por catástrofe. Até mesmo o surgimento dos mamíferos dos quais fazemos parte, aconteceu em razão da catástrofe que extinguiu os dinossauros e seu longo e uivante reino de poder sem consciência de si.
Para o Eterno, um segundo e uma eternidade são a mesma coisa!
Por isto, o homem sempre nasce do pó, pois, o homem é pó, é parte do chão das catástrofes. O homem, no entanto, por ser consciente de si mesmo, por dizer “eu”, é agora o grande poder catastrofizante na Terra. Sim! Pois, a Terra até resiste ao poder do Eu do Homem, que come tudo e devora todas as coisas. O homem, porém, não resistirá a si mesmo como catástrofe, e, se não houvesse a certeza da Nova Jerusalém para quem crê, poder-se-ia dizer que a Terra ficaria aqui ainda por muitos bilhões de anos, e que se refaria de nós, até que, em um bilhão de anos já não houvesse qualquer rastro de nossa infame passagem pelo planeta.
O homem catastrofizará a Terra até que venha a Grande Catástrofe; pois, ver-se-á os céus abertos, e o Filho do Homem com poder e grande glória.
Mas, não fora tal esperança, o que me sobraria em um mundo onde as catástrofes não carregam a inocência dos Tsunamis, mas sim a intencionalidade egoísta e homicida do maior poder do mundo: o do homem?

“Uma vez mais, porém, farei abalar os céus e a terra” — diz o Senhor. E advém de tal abalo a nossa salvação! Afinal, as impressões digitais das obras de Deus parecem nos oferecer esse padrão que vai de crise em crise, de catástrofe em catástrofe.
Antes de criar, uma catástrofe: o Cordeiro eterno é imolado.
Antes de fazer a Terra ser a Terra, uma catástrofe que a deixou sem forma e vazia.
Antes de separar um povo para o testemunho explicito na História, uma catástrofe: o Dilúvio.
Antes de vencer a morte, uma catástrofe: a morte; e, então, a Ressurreição.
Antes de se revelar ao homem individualmente uma catástrofe: a catarse e a crise da conversão.
Antes de renovar o entendimento, uma catástrofe: a dor do arrependimento convulsionando a existência de um novo mundo.



Nele, que não conhece catástrofes, mas somente atos de amor que excedem ao nosso entendimento, ao ponto de que até a Sua salvação nos pareça loucura,


Pr. Hiram Ribeiro dos Santos Filho
Pastor das Igrejas Evangélicas Assembléias de Deus em Eusébio / Ceará
e-mail: hiramfilho@yahoo.com.br

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

HOMENAGEM DO ROTARY CLUB CAMPINA GRANDE AO DIA MUNDIAL DO HANSENIANO - 27 DE JANEIRO

Lepra
HanseníaseClassificações e recursos externos
Um indivíduo do sexo masculino com 24 anos de idade que padecia de lepra.

Missionário leproso inglês Padre Damien

A lepra (hanseníase ou mal de Hansen), é uma doença infecciosa[1] causada pelo bacilo Mycobacterium leprae que afeta os nervos e a pele e que provoca danos severos. O nome hanseníase é devido ao descobridor do microrganismo causador da doença Gerhard Hansen.
Ela é endêmica em certos países tropicais, em particular na Ásia. O Brasil inclui-se entre os países de alta endemicidade de lepra no mundo. Isto significa que apresenta um coeficiente de prevalência médio superior a um caso por mil habitantes (MS, 1989)[2]. Os doentes são chamados leprosos, apesar de que este termo tenda a desaparecer com a diminuição do número de casos e dada a conotação pejorativa a ele associada.
História


O uso de sino era obrigatório para os leprosos na Idade Média

Desde que a escrita existe, tem-se registro de como a lepra representou uma ameaça, e os leprosos foram isolados da sociedade. No Egito antigo, há referências à lepra com mais de 3000 anos em hieróglifos (de 1350 AC). A Bíblia contém passagens fazendo referência à lepra, sem que se possa saber se se trata da doença: este termo foi utilizado para designar diversas doenças dermatológicas de origem e gravidade variáveis. A antiga lei israelita obrigava aos religiosos a saberem reconhecer a doença.
A lepra foi durante muito tempo incurável e muito mutiladora, forçando o isolamento dos pacientes em leprosários, principalmente na Europa na Idade Média, onde eram obrigados a carregar sinos para anunciar a sua presença. A lepra deu nessa altura origem a medidas de segregação, algumas vezes hereditárias, como no caso dos Cagots no sudoeste da França.
No Brasil existiram leis para que os portadores de lepra fossem "capturados" e obrigados a viver em leprosários a exemplo do Hospital do Pirapitingui (Hospital Dr. Francisco Ribeiro Arantes). A lei "compulsória" foi revogada em 1962, porém o retorno dos pacientes ao seu convívio social era extremamente dificultoso em razão da pobreza e isolamento social e familiar a que eles estavam submetidos.

Epidemiologia

Além do Homem, outros animais de que se têm notícia de serem suscetíveis à lepra são algumas espécies de macacos, coelhos, ratos e o tatu. Este último pode servir de reservatório e há casos comprovados no sul dos EUA de transmissão por ele. Contudo a maioria dos casos é de transmissão entre seres humanos.
A lepra ataca hoje em dia ainda mais de 11 milhões de pessoas em todo o mundo. Há 700.000 casos novos por ano no mundo. No entanto em países desenvolvidos é quase inexistente, por exemplo a França conta com apenas 250 casos declarados. Em 2000, 738.284 novos casos foram identificados (contra 640.000 em 1999). A OMS referência 91 países afetados: a Índia, a Birmânia, o Nepal totalizam 70% dos casos em 2000. Em 2002, 763.917 novos casos foram detectados: o Brasil, Madagáscar, Moçambique, a Tanzânia e o Nepal representam então 90% dos casos de lepra. Estima-se a 2 milhões o número de pessoas severamente mutiladas pela lepra em todo o mundo.

Transmissão

A lepra é transmitida pelo ar. O bacilo Mycobacterium leprae é eliminado pelo aparelho respiratório da pessoa doente na forma de aerossol durante o ato de falar, espirrar ou tossir.
A contaminação se faz por via respiratória, pelas secreções nasais ou pela saliva, mas é muito pouco provável a cada contato. A incubação, excepcionalmente longa (vários anos), explica por que a doença se desenvolve mais comumente em indivíduos adultos, apesar de que crianças também podem ser contaminadas (a alta prevalência de lepra em crianças é indicativo de um alto índice da doença em uma região).
Noventa por cento (90%) da população tem resistência ao bacilo de Hansen (M. leprae), causador da lepra, e conseguem controlar a infecção. As formas contagiantes são a virchowiana e a dimorfa.
Nem toda pessoa exposta ao bacilo desenvolve a doença, apenas 5%. Acredita-se que isto deva-se a múltiplos fatores, incluindo a genética individual.Indivíduos em tratamento ou já curados não transmitem mais a lepra.

Progressão e sintomas

O tempo de incubação após a infecção é longo, de 2 a 20 anos.

Um dos primeiros efeitos da lepra, devido ao acometimento dos nervos, é a supressão da sensação térmica, ou seja, a incapacidade de diferenciar entre o frio e o calor no local afetado. Mais tardiamente pode evoluir para diminuição da sensação de dor no local.

Perna com lesões de lepra

A lepra indeterminada é a forma inicial da doença, e consiste na maioria dos casos em manchas de coloração mais clara que a pele ao redor, podendo ser discretamente avermelhada, com alteração de sensibilidade à temperatura, e, eventualmente, diminuição da sudorese sobre a mancha (anidrose). A partir do estado inicial, a lepra pode então permanecer estável (o que acontece na maior parte dos casos) ou pode evoluir para lepra tuberculóide ou lepromatosa, dependendo da predisposição genética particular de cada paciente. A lepra pode adotar também vários cursos intermediários entre estes dois tipos de lepra, sendo então denominada lepra dimorfa.

Lepra tuberculóide


Esta forma de lepra ocorre em pacientes que têm boa resposta imunitária ao bacilo de Hansen.
O sistema imune consegue conter a disseminação do bacilo através da formação de agrupamentos de macrófagos, agrupamentos estes denominados "granulomas".
Neste tipo de lepra, as manchas são bem delimitadas e assimétricas, e geralmente são encontradas apenas poucas lesões no corpo.
É a segunda fase da doença e afeta a quem tem mais resistência ao bacilo.
Lepra lepromatosa (ou lepra virchowiana)


É a forma mais insidiosa e lenta da doença, e ocorre nos casos em que os pacientes têm pouca defesa imunitária contra o bacilo.
As lesões cutâneas são lepromas ou hansenomas (nódulos infiltrados), numerosas, afetando todo o corpo, particularmente o rosto, com o nariz apresentando coriza e congestão nasal.
Diagnóstico

O diagnóstico é clínico-epidemiológico e laboratorial. Em uma região do país em que a lepra é endêmica, quando não se dispõe de recursos laboratoriais, o diagnóstico é clínico (pelos sintomas).
Com o auxílio de laboratório faz-se biópsia da lesão e colhe-se a linfa cutânea dos lóbulos das orelhas e dos cotovelos (baciloscopia).
Procura-se o BAAR (Bacilo Álcool Ácido Resistente), a micobactéria, com a técnica de Ziehl-Neelsen. Apesar de os resultados da baciloscopia e da biopsia darem negativos para a presença do M. leprae (nos casos mais puxados para o polo tuberculóide quase não há bacilos - eles foram destruídos pelo sistema imune), estes exames continuam sendo realizados pelo direcionamento que podem dar ao tratamento da doença: multibacilar ou paucibacilar.

Tratamento

Hoje em dia, a lepra é tratada com antibióticos, e esforços de Saúde Pública são feitos para o diagnóstico precoce e tratamento dos doentes, além de próteses de pacientes curados e que tiveram deformações e para a prevenção voltada principalmente para evitar a disseminação.
Apesar de não mortal, a lepra pode acarretar invalidez severa e/ou permanente se não for tratada a tempo. O tratamento comporta diversos antibióticos, a fim de evitar selecionar as bactérias resistentes do germe. A OMS recomenda desde 1981 uma poliquimioterapia (PQT) composta de três medicamentos: a dapsona, a rifampicina e a clofazimina. Essa associação destrói o agente patogênico e cura o paciente. O tempo de tratamento oscila entre 6 e 24 meses, de acordo com a gravidade da doença.
Quando as lesões já estão constituídas, o tratamento se baseia, além da poliquimioterapia, em próteses, em intervenções ortopédicas, em calçados especiais, etc. Além disso, uma grande contribuição à prevenção e ao tratamento das incapacidades causadas pela lepra é a fisioterapia. No Brasil o termo lepra foi substituído por Hanseníase, devido à discriminação sofrida pelos pacientes.
Ainda no Brasil, há a ONG MORHAN (Movimento de Reintegração das pessoas atingidas pela lepra) que faz um trabalho contra o preconceito e ajuda aos portadores da doença.

Indenização às vítimas no Brasil

De acordo com o decreto federal 6.168, de 24 de julho de 2007[3], os pacientes internados compulsoriamente e isolados em hospitais colônias de todo o País, até o ano de 1986, terão direito à pensão vitalícia mensal no valor de R$ 750. Para receber o benefício, os pacientes precisam apresentar documentos que comprovem a internação compulsória e preencher um requerimento de pensão especial[4].

Talidomida

Malformações congênitas devido ao uso de Talidomida pelas mães no período gestacional resultavam em crianças nascidas com membros atrofiados, especialmente os membros superiores. Muitas dessas malformações foram correlacionadas ao uso do medicamento Talidomida durante a gravidez por mães portadoras de lepra como forma de aliviar os sintomas dolorosos da doença. Considerando que o Brasil possui um dos maiores contingentes de pessoas afetadas pela lepra, combinado com alguns casos recentes de crianças nascidas com membros atrofiados, há suspeitas de que a Talidomida, removida de prescrições médicas desde 1961, possa estar sendo utilizada atualmente no Brasil[5][6].

Eunice Weaver

Eunice Sousa Gabi Weaver (São Manuel, 19 de Setembro de 19029 de Dezembro de 1969) foi uma brasileira que se dedicou aos cuidados aos hansenianos.

Biografia

Nasceu em uma fazenda de café no interior do estado de São Paulo, filha de Henrique Gabbi, um carpinteiro natural de Reggio Emilia (Itália) e de Leopoldina Gabbi, natural de Piracicaba, mas descendente de imigrantes suíços, tendo recebido educação austera. Sendo sua mãe portadora de hanseníase, quando Eunice tinha três anos de idade, a sua família mudou-se para Uruguaiana, no Rio Grande do Sul. Ali fez os seus estudos primários, no Colégio União.
Tendo prosseguido os seus estudos em São Paulo, formou-se na Escola Normal e fez o curso de Educação Sanitária. Certo dia de 1927, em visita a uma família amiga, reencontrou o seu antigo professor e diretor do Colégio União - Charles Anderson Weaver. Viúvo, casaram-se seis meses depois, tendo ido residir em Juiz de Fora. Embora o casal não tendo tido filhos, Eunice cuidou dos quatro filhos do primeiro casamento do marido.
Um ano mais tarde, o seu marido foi convidado pela Universidade de Nova Iorque, a dirigir a Universidade Flutuante da América do Norte, instalada num transatlântico, que faria uma viagem ao redor do mundo para melhor formação de seus alunos. Tendo aceite o convite, partiu do Rio de Janeiro acompanhado pela esposa, que aproveitou para estudar Jornalismo, Sociologia, Serviço Social e Filosofias Orientais, em visita a 42 países. Durante essa viagem, viveu por um dia num templo budista, foi até ao Himalaia no lombo de um jumento e entrevistou durante quatro horas o Mahatma Ghandi, de quem recordava: "Foi o homem mais próximo de Jesus Cristo que conheci". Por onde passou, interessou-se pelo problema da hanseníase - nomeadamente nas ilhas Sandwich, no Japão, na China, na Índia e no Egito.
De volta ao Brasil, fundou em Juiz de Fora a Sociedade de Assistência aos Lázaros. De madrugada, quando o passava o trem para Belo Horizonte, dirigia-se à estação ferroviária a fim de prestar assistência aos hansenianos que eram transportados no vagão da segunda classe, ao leprosário Santa Isabel naquela cidade. Ali oferecia-lhes roupas, cobertores e refeições.
Fundou o Educandário Carlos Chagas em Juiz de Fora (1932), e o Educandário Santa Maria, no Rio de Janeiro.
Em 1935, obteve do então presidente da República, Getúlio Vargas a promessa de auxílio oficial para a obra, no montante do dobro do que ela conseguisse arrecadar junto à sociedade civil. Com esse acordo, Eunice dedicou-se a viajar por todo o país, divulgando a campanha da Federação das Sociedades de Assistência aos Lázaros e Defesa contra a Lepra.
Foi a primeira mulher a receber, no país, a Ordem Nacional do Mérito, no grau de Comendador (Novembro de 1950), e a primeira pessoa, na América do Sul, a receber o troféu Damien-Dutton. Publicou a "Vida de Florence Nightingale", "A Enfermeira" e "A História Maravilhosa da Vida". Representou o Brasil em inúmeros congressos internacionais sobre a hanseníase, tendo organizado serviços assistenciais no Paraguai, em Cuba, no México, na Guatemala, na Costa Rica e na Venezuela.
Foi homenageada com o título de "Cidadã Carioca" ao completar 25 anos na direção da Federação (1960) e com o título de "Cidadã Honorária de Juiz de Fora" (11 de Setembro de 1965). Foi a delegada brasileira no 12º Congresso Mundial da Organização das Nações Unidas (Outubro de 1967). Em diversos estados do Brasil, instituições de assistência aos hansenianos levam o nome de "Sociedade Eunice Weaver".
Faleceu súbitamente em viagem de retorno do Rio Grande do Sul. O seu corpo encontra-se sepultado, ao lado do do marido, no Cemitério dos Ingleses, no Rio de Janeiro.

Estudo e pesquisa à cargo de
Hiram Ribeiro dos Santos
1º Secretário do R C Campina Grande

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

REFLEXÃO ROTÁRIA – 22/01/2009

Eusebio-Ce, 22 de janeiro de 2009.


Amados Rotarianos Campinenses,
Saudações em Cristo!


DEUS ABENÇOE BARACK OBAMA!


Barack Obama é agora o homem mais poderoso do mundo, pois, hoje, tomou posse do maior poder humano na Terra: os Estados Unidos da América.
Escrevi palavras de cuidado acerca da euforia idolátrica que se criou em torno da figura de Obama. Disse que para cada virtude dele existe uma equivalente dês-virtude, e que, por isto, todos deveriam esperar que ele fizesse o que é bom, mas sem ‘cultos’ ou ‘messianismos’; pois, uma das coisas que nele sempre será um problema, é seu sentimento messiânico — e, humanamente falando, existe muita razão para que ele se veja muito bem, posto que de fato ele seja o homem com todas as prerrogativas para o cargo. Sim! Ele é uma síntese perfeita de muitas expectativas boas e justas!
Além disso, ele é fino, simpático, sério nas expressões, cuidadoso nos movimentos, atento, cavalheiro nos gestos, firme no falar, simples e prático nas idéias, pessoal sem ser demais, e, sobretudo, parece ser extremamente humano. Entretanto, todas essas coisas têm os seus correspondentes negativos nele também. Assim nele como em todos os homens também.
Portanto, se alguém deseja orar com lucidez por Barack Obama, frente ao imenso desafio que agora é dele e de sua administração — ore para que ele seja um homem de uma cara só, de uma palavra só, de acordos claros, de transparência no fazer, de objetividade na escolha da justiça, de independência ante a adulação da mídia, de discernimento frente às inúmeras avenidas de tentação que ele tem diante de si; e, sobretudo, peça a Deus que ele seja quebrantável e humilde; pois, sem que assim seja, ele tem o potencial para ser um sedutor sutil, agradável e capaz de inaugurar o primeiro populismo com cara americana: o populismo multi-cultural e multi-étnico, que, virtualmente, seria o 1º Populismo Mundial.
Sou uma pessoa sempre esperançosa, embora minhas esperanças nunca se confiem no homem. Esqueci minhas preocupações e apenas curti a cerimônia. Linda foi a posse de Obama.
Chorei. Compadeci-me de muita gente, incluindo os Bushs. Orei por muitas faces familiares que vi. Alegrei-me com as imagens dos Ex-Presidentes e suas esposas. Emocionei-me com muita coisa, inclusive, bastante, com a fala de Obama — que teve de mim muitos “Améns” e “Deus te abençoe!”. O Apóstolo Paulo disse que orássemos por todos aqueles que estão investidos de poder.
Devemos orar por tais pessoas por muitas razões, mas, aqui, desejo apenas apontar uma ou duas delas.

1. Porque ninguém, por melhor que seja, consegue passar incólume pelo exercício do poder. Assim, deve-se orar por Obama porque ele está onde está o trono de Satanás: quanto mais poder, mais presença satânica, sempre. É assim que o Evangelho ensina; e, portanto, é assim que os discípulos devem ver o poder e seu exercício.

2. Porque Obama está em uma posição de importância vital para o bem ou o mal da humanidade. Dependendo de como ele se conduza e se comporte, por dentro e por fora, tal movimento terá importância ótima ou devastadora para a Terra.

Já disse mais de uma vez que os Estados Unidos da América são um Império político, econômico, cultural e espiritual para o mundo. A América é a melhor Roma que Roma poderia ser sendo um Império! Um Império, conforme já disse, nunca é bom. Todo império é invasivo e dominador. A América, no entanto, é um Império no qual um Imperador pode suceder outro a cada quatro anos, com regularidade secular, e, assim, poder renovar o Império com as mudanças que venham a emergir do povo: a Democracia.
Além disso, é também um Império sob o escrutínio da mídia mundial. Portanto, dentre os poderes com potencial imperial presentes hoje no Planeta, sinceramente, não vejo nenhum com potencial para exercer tal papel quase inevitável em um mundo caído e perverso, melhor do que os Estados Unidos da América.
A América sobreviveu a oito anos de insanidade Bushiana e ainda é o maior poder humano na Terra. Do ponto de vista de uma campanha de renovação de imagem, diria que a eleição de Obama é o melhor agente de mudança de paradigma que a América jamais poderia produzir neste momento da História Humana. Nos anos de minha vida não creio que jamais tenha visto um homem subir a tão alto poder ungido por tantas convergências e expectativas positivas.
Barack [Benção: este é o significado do nome de origem africana] está sendo abençoado por todos os povos do mundo! Assim, digo: Deus o abençoe Barack Obama; e que você, Obama, consiga viver uma vida maior do que as propostas de desvio da verdade que as conveniências do poder lhe proporão!
Que por amor à humanidade você se mantenha fiel à sua consciência!
Que pelo temor de Deus você mantenha e adquira toda a sabedoria!
Esta é minha oração por Barack Obama!



Nele, que reina sobre os reinos e impérios,


Pr. Hiram Ribeiro dos Santos Filho
Pastor das Igrejas Evangélicas Assembléias de Deus em Eusébio / Ceará
e-mail: hiramfilho@yahoo.com.br

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

TRAGÉDIA e ACIDENTE: GENTE FICOU FERIDA E OUTROS MORRERAM!

Uma tragédia acontecera. Pilatos misturara o sangue de alguns Galileus com o sangue dos sacrifícios que eles ofereciam em seu culto fora de lugar, fora do Templo de Jerusalém.

Outra tragédia aconteceu logo depois. A torre do Tanque de Siloé desabou e matou as 18 pessoas que lá estavam.

Jesus estava andando pelo país...

Então, chegaram as notícias.

“O Senhor soube? Soube o que Pilatos fez? Soube o que houve com os crentes na torre que caiu?”

Eles queriam um juízo, uma explicação, uma condenação, uma lógica moral. Afinal, esse negócio de tragédia — pensam alguns crentes —, é coisa para descrente e para crente em pecado; pois, a teologia dos crentes sempre foi a dos “amigos de Jó”: tragédia é o fruto do pecado; e é sempre juízo de Deus contra o pecador.

Sim! Desse modo pensam sempre esses crentes, exceto quando a casa que cai é a deles!

Mas quando a casa cai e a residência é a do descrente ou a do crente “desviado ou em pecado”, então, está tudo explicado!

Jesus, porém, ouviu as insinuações que as “questões” induziam ao pensar, e, sem falar delas, apenas disse:

“Vocês pensam que os Galileus da tragédia eram mais pecadores do que os demais Galileus que não morreram? Ou que aqueles 18 sobre os quais a torre caiu eram mais pecadores do que os demais habitantes de Jerusalém? Em verdade eu digo a vocês não eram. Mas se vocês não se arrependerem, todos igualmente perecerão”.

Para Jesus telhados que caem são apenas telhados que caem; e podem cair sobre a cabeça de qualquer um. Para cair, basta estar no alto, e, para matar, basta que haja gente em baixo.
No entanto, sabendo como os “crentes das noticias de tragédias” são como pessoas, Jesus apenas disse:

Não é o modo da morte que conta. É o modo da vida que conta. Se vocês continuarem a viver assim, morrendo, sem Deus, porém cheios de religião, ainda que vocês morram de velhos, todos, todavia, independentemente do modo da morte, perecereis para a eternidade; posto que cuidaram apenas de julgarem os mortos, e não aprenderam a viver a vida dos vivos!

Não importa o modo da morte. Importa sim o modo da vida; pois, se não mudarmos de mente, todos, igualmente, veremos não um céu de gesso, como o da Igreja Renascer, cair na nossa cabeça, mas veremos os céus mesmo, desabando sobre nós e sobre nossas incuráveis arrogâncias.

Oro por todos. Por todos mesmo: os acidentados, os feridos, os enlutados, os aflitos...
Oro também para que, não pelo telhado ou pelas mortes, mas pela vida, que os responsáveis espirituais por este povo agora ainda mais perdido e confuso convertam-se à vida que é; e que não é como eles ensinam ao povo que seja; e a prova disso é que os telhados caem e não há ninguém que possa decretar ao contrário.

O convite de Jesus não é para que se pondere sobre as tragédias, mas sim sobre a vida que nunca é trágica, mesmo quando as tragédias se abatem sobre ela.

Sim! Tal vida não julga a Graça de Deus por dinheiro, prosperidade ou sucesso humano; mas, exclusivamente, pelo testemunho de coerência com o Evangelho, ainda que se esteja morrendo a morte mais louca e insana, como a de João Batista, cuja cabeça foi servida em um prato a fim de que Herodes fizesse a corte de uma jovem que ele desejava acariciar.

Silêncio! O Senhor está no Seu Santo Templo! Cale-se diante Dele toda a Terra!

Nele,

Pr. Hiram Ribeiro dos Santos Filho
Pastor das Igrejas Evangélicas Assembléias de Deus em Eusébio/Ce

REFLEXÃO ROTÁRIA – 15/01/2009

Eusebio-Ce, 15 de janeiro de 2009.

Amados Rotarianos Campinenses,
Saudações em Cristo!


ANSIEDADE...
Uma doença do mundo!



A proposta de Jesus é tão radical que Ele chega a dizer que, embora humanos, deveríamos confiar no amor do Pai como fazem os pardais.
Eu? Como um pardal? Jamais! — pensa você. Jesus, no entanto, diz: “Vós valeis mais que pardais!” A lógica Dele, todavia, é simples: “Se vocês valem mais que pardais; e se Deus cuida de pardais; por que vocês não podem crer que Ele também cuidará de vocês?”
O pardal não precisa ter fé, pois, instintivamente, ele é pura fé. A natureza da Natureza é fé! Sim! Pois a Natureza segue sempre o fluxo da vida! Um leão não quer dominar o mundo, mas, no máximo, deseja, pelo instinto, ser o macho alfa de seu grupo. Alguém já ouviu falar de um leão que tenha partido numa cruzada para dominar a África?
O pardal tem fé no fluxo da vida. Ele sabe instintivamente que haverá graça natural para todos! Nós valemos mais que pardais, mas decidimos nos tratar como toupeiras ansiosas e perversas; não acreditando jamais na abundancia do sustento, se apenas tomarmos o que seja o pão de hoje.
Pobre homem! Todos os pardais da Terra vivem melhor do que ele!
Queridos rotarianos, raramente se pode encontrar um passarinho livre que tenha morrido de inanição! A fome, entretanto, mata os homens mais do que tudo, e nada matou mais os homens do que a fome, em razão de que os recursos da Terra foram concentrados nas mãos de alguns.
O fato é que o mundo dos humanos é um inferno!
Graças a Deus existe a Terra; sendo o mundo apenas uma categoria humana para designar o sistema dos homens no planeta. Sim! Graças a Deus na Terra existem outros entes criados, pois, se nela houvesse apenas o homem, creia: seria um inferno existir aqui. Pelo menos para mim o seria. Parte de minha sobrevivência no mundo vem de minha alegria com a natureza. Todavia, isto digo eu, que posso até parecer “esquisito”. Sim! Pois para muitos homens, na Terra somente existe o homem, a cidade, o asfalto, as lojas, os néons e os brilhos, os sons, as vendas, as ofertas, as mercadorias, os negócios, os custos, as aquisições, o preços, as tramas, a política, a economia, o status, a sociedade; e todas essas coisas que chamamos de vida, mas que deixariam a verdadeira vida bem melhor se desaparecessem da Terra e do Universo para sempre.
Assim, para a maioria dos humanos, na Terra só existe o mundo!
Deve ser um inferno existir em uma Terra na qual somente exista o mundo, e, além dele, nenhuma outra vida! Mas tem gente que até hoje somente conheceu na Terra o mundo, e, nunca se distanciou o suficiente, na mente, a fim de ver que existe mundo na Terra, mas que a Terra não é o mundo. O mundo existe na Terra, mas a Terra não existe no mundo. O mundo acaba. A Terra ainda continua.
Quando Jesus mandou não andarmos ansiosos com coisa alguma, sobretudo Ele se referia a fazer-nos livres da opressão, não do trabalho, mas da tirania do sucesso mensurável pelos outros homens [mundo]; e, sobretudo, da ânsia de poder, que é o elemento mais ativo na produção de nossa inquietação dominadora.
O “mundo” como categoria perversa e criação humana, é muito mais sutil em seus poderes de besta de muitas ou de todas as cabeças, do que nós conseguimos perceber.
De fato, somente aquele que vê a existência com o olhar proposto por Jesus, é que consegue ver as teias de maldade e de controle que, invisivelmente, espalham-se por toda a humanidade, gerando como resultado essa coisa horrível que nós chamamos de “o mundo”.
“Pai! Não peço que tu os tires do mundo, mas que os livres do mal!” Quando a gente entende isso, entende melhor ainda o que Paulo disse: “O mundo está morto para mim e eu para o mundo!”
A única forma de se viver no mundo é tendo o mundo como uma categoria morta para nós. “Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele”.
Considere todas estas coisas!


Pr. Hiram Ribeiro dos Santos Filho
Pastor das Igrejas Evangélicas Assembléias de Deus em Eusébio / Ceará
e-mail: hiramfilho@yahoo.com.br