sexta-feira, 28 de maio de 2010

REFLEXÃO ROTÁRIA – DIA 27/05/10

Fortaleza-Ce, 27 de maio de 2010.


Amados Rotarianos Campinenses,
Saudações em Cristo!


O FIM DO MUNDO EM 2012!

Culturas humanas distintas marcaram o Fim do Mundo para o ano 2012 ou para uma data muito próxima. Os Maias tornaram-se os mais famosos; posto que os interpretes da cultura Maia nos digam que o Calendário Maia, há mais de mil anos, previa que o mundo acabaria no ano 2012, quando haverá o alinhamento do Sol com o centro equatorial da nossa galáxia.
Queridos e amados rotarianos, a exatidão do Calendário Maia do período clássico é chocante. Sim! Pois mediram o ano solar com apenas oito décimos de segundo de diferença em relação à medição que temos hoje com toda a nossa tecnologia.
O Calendário Maia abrange uma Era de 5125 anos. Começa no dia 11 de agosto de 3114 antes de Cristo e termina em 2012 da presente era. E tudo se baseia no alinhamento do Solstício de Inverno do Sol com o Plano Equatorial da Galáxia. Os Maias predisseram que tal fenômeno acontece uma vez a cada 26 mil anos; e isto é confirmado pela astronomia moderna.
De modo similar aos Maias os índios americanos Hopi predisseram que a mesma coisa aconteceria; não na perspectiva astronômica dos Maias, mas pela via das Profecias das Rochas Hopi.
Os Hopi acreditavam que o mundo já foi destruído três vezes. Por vulcões, eras glaciais e inundações. Acreditavam que viviam na passagem da quarta destruição, para que nascesse um novo mundo. Criam que a destruição desse mundo aconteceria numa época em que os homens voariam e se comunicariam por uma rede em volta da Terra. Na mesma linha dos Maias eles criam que a época seria em torno de 2012.
Os Indús criam que o mundo se recria em ciclos de destruição. E dividiam tais ciclos em cinco, sendo que hoje estaríamos no último deles; no ciclo Kali. Eles começaram a contagem em 3102 antes de Cristo e está afastada do calendário Maia em apenas 12 anos de diferença na conclusão acerca da data do Fim do Mundo.
As Profecias Indús são vistas como estando se cumprindo hoje, especialmente na forma de epidemias, guerras e fenômenos naturais semelhantes aos que temos hoje em dia.
A Ciência, por seu turno, afirma que em 2012 se terá um clímax nas explosões solares. O que poderá causar um caos nas telecomunicações em geral, em caso extremo, é claro.
Se tal clímax acontecer com as piores conseqüências possíveis os cientistas acreditam que poderia ser catastrófico no tempo presente, quando tudo depende de satélites e de eletricidade; posto que se assim acontecesse a civilização humana acostumada a tais confortos entraria em estado de histeria, em face de que haveria uma paralisação de tudo quando for eletrônico ou elétrico na Terra.
E por aí vai... Jesus, porém, queridos e amados rotarianos, nos diz...
“Muitos dirão: Chegou a hora!”
“Muitos dirão: Ele está no deserto!”
“Muitos dirão: Ele está morando naquela casa ali”.
“Não os sigais!”
“O Filho do Homem virá como um relâmpago que vai subitamente do Oriente ao Ocidente”.
“O Filho do homem virá na hora em que não se espera”.
“O Filho do Homem virá como um ladrão!”
“Na hora em que não cuidais o Filho do homem virá”.
De minha parte, como Ministro do Evangelho, não sei o que acontecerá em 2012... Não precisa acontecer nada... Basta que o ano seja como 2010 começou... Cada ano agora será ano ao estilo 2012...
Sim, daqui pra frente tudo será crescentemente apocalíptico, embora Jesus não vá voltar em 2012. Por quê? Porque quando Jesus voltar não haverá no mundo nenhuma expectativa da Sua vinda.
Mas o apelo para que as pessoas se entreguem ao pânico apocalíptico supersticioso é enorme... Quando o ‘mundo’ achar que resolveu o problema do mundo, então, o Filho do Homem virá.
Porém, nem os anjos, nem os profetas sabem quando; e Jesus, na Sua submissão a Deus, disse: “Nem mesmo o Filho sabe, mas tão somente o Pai”.



Nele,
Com a alegria de não saber quando [...], mas sim com a alegria de esperá-Lo todos os dias,



Pr. Hiram Ribeiro dos Santos Filho
e-mail: hiramfilho@yahoo.com.br

sexta-feira, 21 de maio de 2010

REFLEXÃO ROTÁRIA – DIA 20/05/10

Fortaleza-Ce, 20 de maio de 2010.

Amados Rotarianos Campinenses,
Saudações em Cristo!


AS NORMALIDADES DO MUNDO...


Cuidado com as normalidades do mundo… Sim, pois no mundo a vida é um morrer de descuido e de descaso... Portanto, seguir a normalidade da vida segundo o mundo, de fato é entregar-se ao fluxo dos que vão na avalanche pensando que o abismo não chegará nunca...
A normalidade do mundo é doença segundo Deus... Tal é a normalidade do mundo que pelo voto se pode escolher ‘Barrabás’.
No mundo um homem que salve uma vida em situação de por a sua própria em risco, é um herói; enquanto aqueles que vivem todos os dias salvando vidas, são apenas pessoas que fazem isso...
No mundo..., poder é domínio sobre outros... No Evangelho..., poder, antes de tudo, é controlar a si mesmo.
No mundo a inveja faz os homens quererem crescer segundo o mundo... No Evangelho, por exemplo, o que move um homem na vida deve sempre ser o amor que a ninguém inveja, e que é contente em ser quem é...
O mundo diz que o Grande é o quantificável... O Evangelho diz que o quantificável é nada, pois o que É não é mensurável...
O mundo diz que odeia o ódio, mas odeia sempre com mais ódio ainda aqueles sobre os quais são impostas as certezas de “eles” serem os promotores do ódio...
No mundo quem não aceita um desafio é covarde... No Evangelho aquele que aceita um desafio é tolo...
O homem do Evangelho nunca deve aceitar desafios de outros, mas apenas andar segundo sua própria superação em amor sábio. Entretanto, no mundo é normal dar segundo se recebeu...
A toda ação corresponde uma reação equivalente, advoga o mundo, seguindo como sabedoria para a vida a Lei da Gravidade e das forças das pedras e dos projéteis... No Evangelho... à cada ação que incida sobre nós, deve haver uma ponderação...; e, então, depois, a escolha do curso de caminho que seja o nosso próprio caminho, e não um andar tangido pelo pastoreio dos impositores de caminhos e veredas desviados...
Na normalidade anestesiada do mundo, todo sucesso é prisão e mais escravidão ainda ao sucesso como deus... No Evangelho todo verdadeiro sucesso liberta a pessoa da escravidão do sucesso segundo o mundo.
O mundo do qual falo é apenas um: esse feito de ideologias, grifes, objetivos e cronogramas de alcance de alvos bem materiais e terrenos... Sim, o mundo do qual falo é esse ente sem dono humano aparente, mas que controla todas as nossas decisões, dando-nos a ilusão de livre arbítrio...
Ora, nesse mundo pode-se odiar quem nos odeia; pode-se antipatizar gratuitamente; pode-se tudo o que se pode...; exceto matar... [exceto nas exceções convencionadas] ou roubar [a menos que se evite ser “pego”].
No mundo é normal ser aflito, angustiado, preocupado, desejoso, insatisfeito, sempre em busca de algo, sempre se medindo por outros, sempre na Maratona das Comparações...
No mundo o normal é consumir... Portanto, tome cuidado; pois ser normal segundo o mundo é fazer-se louco diante de Deus e da vida que é.
Não esqueça nunca que a única normalidade já vista em um homem está no Filho do Deus. Pense nisso!



Nele,

Pr. Hiram Ribeiro dos Santos Filho
e-mail: hiramfilho@yahoo.com.br

quinta-feira, 13 de maio de 2010

REFLEXÃO ROTÁRIA – DIA 13/05/10

Fortaleza-Ce, 13 de maio de 2010.


Amados Rotarianos Campinenses,
Saudações em Cristo!

AS PAIXÕES QUE FAZEM GUERRA
CONTRA A ALMA!

O apóstolo Pedro disse que as paixões carnais fazem guerra contra a alma; e que é pela obediência à verdade que a nossa alma é purificada. De fato, Pedro está dizendo que a alma pode se enganar muito tempo com nossas mentiras, e com as mentiras que nós decidimos que serão o piso de nossa realidade; e que, além disso, a alma, pode entregar-se à procura de todas as formas de realização indicadas por nós para ela — porém, depois de um tempo, ferida nas guerras das paixões, dos surtos, dos impulsos, dos direitos inquestionáveis, dos caprichos tidos como normais, a alma se levanta com o poder das Sombras do Interior; e se apresenta com as feições às quais se amoldou (“... Não vos amoldeis às paixões que fazem guerra contra a alma...”).
Então a pessoa grita: “Assombração! Fantasma! Diabo! O que é isso?”. Mas não é nada. É apenas a alma nos chamando para uma “Exposição de Fotos Nossas”; ou chamando para um desfile dela mesma com as roupas psicológicas e com as formas e contornos de caráter que nós impusemos como “beleza e saúde” sobre ela.
Queridos e amados rotarianos, a alma pode comer mentira por muito tempo; mas não comerá o tempo todo. Sim! Sempre, mais cedo ou mais tarde, a alma se apresentará vestida com nossos gostos e caprichos transformados em produto psicológico. Então, ela, a alma, nos dá a chance de dizer “isto é bom”; ou, então, de dizermos “isto é mal”; ou, quem sabe, “não é bom pra mim”.
A salvação do homem que tem uma alma — é poder pelo menos ouvir seus gritos de dor em razão de sua existência posta contra a verdade; e, assim, dar a ela o direito de conhecer a verdade. No entanto, caso isso não seja a ela concedido, morrerá corroída pela fantasia como ‘fantasmagoria’; pela mentira como frustração; pela ilusão como esperança adiada (que enferma o coração); pela auto-vitimização que impede a pessoa de assumir responsabilidades para a libertação pessoal; e por toda sorte de desculpas; as quais se transformarão em amarguras; mas que jamais farão a pessoa abraçar a verdade para o bem da alma; e para que pela verdade ela seja purificada.
A alma se tumultua com a mentira, o engano e a fantasia; e se torna ela mesma, pacificada, quando é restaurada pela obediência à verdade.
O apóstolo Pedro diz que essas paixões se manifestam como paixão sexual (sem afeto; ou com afeto fabricado a fim de “justificar” o troca-troca); e como paixão relacional (cheia de amarguras e de vícios do ódio e do engano; com muita gritaria, e com muita dependência e co-dependência; e com muita embriagues ou fuga do real).
E mais: o apóstolo diz que tais paixões carnais têm sua dimensão pública; e que se manifestam nos abusos praticados contra a esposa, o marido ou esposa, os servos, os patrões, os empregados, as autoridades, etc. Sim! Essa paixão carnal é narcisista e é cheia de auto-indulgência, posto que sua marca principal seja a insatisfação passional e louca, bem como é ela marcada pelo mais profundo egoísmo e falta de afeto natural.
Paixões carnais são patologias do sentir e do desejo; e são o fruto da fobia da morte, que diz: “aproveita que está acabando...”; e, também, se deriva da insegurança existencial de quem não tem em Deus (mesmo!) o sentido de sua vida.
Paixões carnais nada têm a ver com a boa paixão, que enfatua a alma pelo encontro, e que precede ao amor que crescerá pelo vínculo com o outro. Nem tampouco têm elas qualquer coisa a ver com a vontade de trabalhar e de crescer, se o crescimento de fora não matar o de dentro.
Paixões carnais são fruto também da vaidade existencial que só encontra afirmação no que possa mostrar como variedade e poder para fora — nem que seja poder para manipular e seduzir por seduzir.
Por último, mui amados rotarianos campinenses, as paixões carnais também se manifestam de modo “espiritual”, e que têm a ver com sede poder sobre as demais pessoas, com o fim de sobre elas sobressair e controlar.
Assim, a busca da fama, do poder, do dinheiro e das importâncias sociais —, também fazem parte das paixões carnais.
O apóstolo Pedro conclui dizendo que o diabo está em derredor; e que as ansiedades trabalham em seu favor contra nós. Sim! As paixões que fazem guerra contra a alma são as mesmas que geram as ansiedades que o diabo usa. Usa-as a fim de determinar (pelas nossas carências e pelos vazios do coração) as necessidades que haverão de ser atendidas justamente por aquilo que haverá de fazer guerra contra a alma.
Desse modo, Pedro diz que o remédio para isso é purificar a alma na verdade e manter a mente sóbria, modesta, lúcida, calma, e com todas as ansiedades postas diante de Deus; com confiança!
Quem ama a verdade fará bom proveito para a alma crendo em tudo o que aqui disse; pois eu sei, você sabe, todos sabem, que o que tenho aqui dito é a Palavra que nos foi trazida por Jesus Cristo desde o principio.
Assim, também digo, buscando ser fiel ministro da Graça de Deus: “O que recebi isto também vos entreguei!”.



Nele, que nos chama à salvação na verdade e no amor,


Pr. Hiram Ribeiro dos Santos Filho
e-mail: hiramfilho@yahoo.com.br

sexta-feira, 7 de maio de 2010

REFLEXÃO ROTÁRIA – DIA 06/05/10

Fortaleza-Ce, 06 de maio de 2010.


Amados Rotarianos Campinenses,
Saudações em Cristo!



PERSONALIDADES DE UM MUNDO
SEM LÍDERES E SEM AFETO!



As coisas que mais me impressionam hoje como sinal do fim dos tempos são o desamor, a inafetividade, frieza, psicopatia e sociopatia [...] — visíveis o tempo todo, não apenas na mídia das desgraças, mas, sobretudo, nos encontros que tenho com a maldade humana todos os dias.
Não há dia que alguém não me reporte coisas que somente podem ser entendidas como manifestação da morte do humano no homem! É muita violência... É muito desequilíbrio... É muito abuso... É muito engano e traição... É muita ingratidão... É muita morte de tudo o que faz a vida possível!
E tais coisas não estão confinadas ao mundo como ente irreligioso... Não! Até aquilo que se faz e se diz em nome de Deus está tomado de iniqüidade!
Olha-se para as lideranças do mundo se vê, com raras exceções, a mesma coisa... O mundo está sem líderes humanos e sensatos! É um quase apenas Obama [não sem suspeições] aquele que hoje ainda parece mostrar pelo menos um ar de seriedade e atitudes de coerência sóbria no mundo, isso em meio a um batalhão de Chaves, Evos, Lulas, Sarkozis, Rauls, Ahmadinejads, etc... Os demais líderes não têm qualquer expressão...
Amados e queridos rotarianos, no momento mais radical da História Humana a humanidade está destituída de líderes sóbrios, limpos, honestos e amantes da paz, não da demagogia política acerca da “Paz como ideologia”.
Hoje vi no ‘globo.com’ a divulgação de uma deprimente lista das 100 principais personalidades do ano. O Presidente Lula aparece entre os 25 líderes políticos mais influentes do mundo. No final do Século a mesma lista foi feita... À época se buscava a mais forte personalidade do Século XX. Ora, era o Século de Gandhi, mas quem ganhou como personalidade foi Hitler.
Nesse sentido a Influência de Lula é enorme, especialmente nos países Latino Americanos, Árabes e Africanos — países nos quais ele faz sua campanha pessoal de personalidade mundial.
Esta é a Era da Desafeição, mas é também a Era da Imagem e da Fanfarrice!
Pobre mundo!


Nele,

Pr. Hiram Ribeiro dos Santos Filho
e-mail: hiramfilho@yahoo.com.br

terça-feira, 27 de abril de 2010

REFLEXÃO ROTÁRIA – DIA 29/04/10

Fortaleza-Ce, 29 de abril de 2010.

Amados Rotarianos Campinenses,
Saudações em Cristo!

CRESCENDO EM ESPERANÇA!


No Evangelho a esperança é essencial à vida. De fato o Evangelho é Boa Nova de esperança para a presente existência e para a vida que é sem fim. Esperança, segundo o Evangelho, é Graça do Espírito Santo em nós.
Pela esperança se diz que o ser é santificado, pois, “a si mesmo se purifica todo aquele que Nele tem esperança”.
Pela esperança se diz que o ser é mantido vivo, posto que é pela “ousadia e exultação da esperança” que se enfrenta o absurdo da existência sem fraquejar na fé.
Pela esperança a alma é preservada em adoração, mesmo que unindo seus gemidos aos da criação.
O caminho histórico existencial do desenvolvimento da esperança em nós é algo que começa na fé. Justificados ... mediante a fé ... temos paz com Deus. Tal fé nos imerge no ambiente da Graça na qual estamos firmes. Assim, aprendemos a nos gloriar na esperança da Glória que Deus tem reservado para todos nós que estamos em Cristo. Mas, não somente isto, pois, aprendemos a nos gloriar não apenas na glória da glória, mas também na glória da tribulação no tempo presente.
A Graça do perdão (justificação) cria um ambiente, um estado de existência na Graça para o ser que confia. Nesse ambiente tudo remete para a esperança.
Viver na Graça é viver em esperança. Na esperança da glória eterna. Na esperança da presença real do Espírito nas tribulações de ainda. Entretanto, é por tal esperança que o coração se alegra em Deus tanto nas coisas por vir como também nas dores que já vieram e ainda virão — sabendo que mesmo que o que nos venha seja tribulação, ela, a tribulação, quando vivida na esperança da glória de Deus, cria e forja o caminho que nos fará mais forte, mais rijos, mais audazes existencialmente, mais perseverantes, mais experientes, mais esperançosos...
Na Graça a tribulação aprofunda e enraíza a esperança. Assim, quando a esperança passa pela estrada da dor, o que ela gera, caso continuemos firmes na fé, é um ser forte, que não desiste, que aprende e usa o que aprendeu, e que passa a não ser mais confundido pela dor ou pela perplexidade, posto que se diz que a esperança que o visita nessa jornada, não confunde a pessoa, antes dá a ela aquele paz-certa, e que sabe que tudo tem a ver com o amor de Deus por nós.
Ora, amados e queridos rotarianos, quando o processo se fecha assim, então, mais do Espírito Santo é derramado em nossos corações... Mas para se ter esperança para viver na terra, tem-se que ter a esperança da glória que é para além do imediato. Ou seja: tem-se que ter a esperança da glória de Deus.
Sem que a mente esteja cheia da certeza da glória eterna, o que sobra como esperança para o tempo presente? Assim, sem a esperança celestial não se tem chão no caminho imediato.
É a esperança da glória de Deus o poder existencial que me dá força para perseverar, para aprender, para crescer em esperança, e para ter o coração pacificado para além das dúvidas. Posto que a esperança que vem depois de toda tribulação é o antídoto contra toda duvida. A esperança não confunde.
Hoje as pessoas já não têm mais a exultação na esperança eterna. A maioria vive de projetos, de campanhas, de pequenos desejos, de sonhos de consumo. Essa é a glória dos ‘crentes’ de agora. São filhos da esperança de açúcar. Assim, tendo glória apenas como prosperidade terrena, tais pessoas jamais ganham densidade espiritual e jamais ficam firmes na fé.
Entretanto, quem não encher o coração com o peso da glória eterna, não terá o poder para suportar as ondas de tribulação que estão por vir sobre todos os habitantes da terra.
Eu só aprendo a me gloriar nas próprias tribulações se meu coração se gloria diariamente na esperança da glória de Deus!
Sem esperança a “fé” é um bingo, uma aposta, uma loteria, uma mega-sena acumulada, uma torcida nervosa acerca de alguns sonhos imediatos de consumo ou de sucesso.
Mas tal “fé” não suporta as tribulações da vida.
Pense nisso!



Nele, que nos chama à verdadeira esperança,



Pr. Hiram Ribeiro dos Santos Filho
e-mail: hiramfilho@yahoo.com.br

REFLEXÃO ROTÁRIA – DIA 22/04/10

Fortaleza-Ce, 22 de abril de 2010.

Amados Rotarianos Campinenses,
Saudações em Cristo!

O PIOR E O MELHOR DA EXISTÊNCIA!...
você quer?




Nada pode fazer maior mal mental e espiritual a um ser humano individualmente do que o ódio que se veste de auto-piedade. Sim, pois pelo ódio todas as ações de um homem se fazem justas aos seus próprios olhos. Ora, um homem justo aos seus próprios olhos vira satanás; sim, se torna o acusador da vida e de tudo o que nela exista...
Quando o ódio se veste de auto-piedade, então, dois demônios para a alma nela se instalam, fazendo surgir um “terceiro termo psicológico”, que é o ódio amargurado.
Digo isto por admitir que exista o ódio ativo e valentemente perverso, que é o ódio que sentem e praticam os fortes de desgraçado espírito, e a História na maior parte das vezes é, foi e será feita de tais ambições do ódio que se vinga dos que odeiam pelo ódio —; ao mesmo tempo tenho que também admitir a existência do ódio fraco, que é aquele que se veste de pena de si mesmo, o qual gera não apenas a inviabilidade de que qualquer coisa dê certo para tal pessoa, mas, além disso, inviabiliza qualquer existir ao lado de tal pessoa; a qual, pela auto-piedade existe para sofrer a vida, e, por isto, mais odiará a humanidade e tudo o que seja caminho de paz; visto que em tal pessoa até os “amigos de ódio” são seus inimigos de existir; isto se não viverem para levá-lo nas costa; e mais: sempre como quem serve; pois, se for como amizade que ajuda, até esses sofrerão o ódio do recalcado que em razão da auto-comiseração odeia até ter que precisar de qualquer ajuda.
Gente assim sofre não de uma doença, mas de todas; visto ser habitada pela enfermidade/causa/essencial de todas as enfermidades na vida.
De outro lado cada dia vejo que as pessoas mais livres para ser e viver, são justamente aquelas que já morreram; e que tratam toda agressão humana como o fazem os defuntos. Sim, simplesmente não podem mais falir, nem brigar, nem se ofender, e nem se fazerem escravos de nenhum existente/supostamente/vivo.
A ênfase do Evangelho é no morrer a fim de que se possa viver; posto que o existir sem o morrer para o mundo, apenas cria a existência de um ser cativo de medos, opiniões, impressões e do desejo de se impor e de se fazer vivo pela sua supremacia aparente imposta sobre os de-mais...
Houve um tempo em que eu fui um homem muito vivo, mesmo enquanto pregava a morte para que se entrasse na vida.
Graças a Deus, porém, morri e continuo a morrer todos os dias; e quanto mais morto me manifesto em relação ao mundo, mas sinto a vida de Deus me possuir; e ainda: mais me sinto sem medo de nada; mais me torno fraco e forte; sem nada, mas possuindo tudo.
Mas a verdade é que a gente só morre quando morre mesmo; posto que para se provar a vida plena não se pode estar apenas meio-morto.
Ora, queridos e amados rotarianos, esse morrer ou é um atropelamento do amor de Deus sobre a nossa supostamente viva existência; ou então ele acontece como quebrantamento; que é a benção apenas dos bem-aventurados que se tornam humildes de espírito, ou que por já serem humildes de espírito se tornam bem-aventurados.
Assim, o caminho para a vida é feito de morte para o mundo e suas importâncias e guerras, ao mesmo tempo em que em tal caminhar não pode haver jamais nem ódio e nem auto-piedade; mas tão somente a vontade ávida de se crescer em amor e verdade valente na manifestação de ser em Deus e diante dos homens.
Tal homem pode ser forçado a deixar a Estrada milhões de vezes, mas jamais mudará o seu Caminho!
Esses que assim são [...] — são vitoriosos contra a morte e contra a vida; contra anjos, principados, potestades e poderes; contra o presente, o passado, as alturas e os abismos; sim, pois tais pessoas andam apenas o seu caminho em Deus; sempre sabendo que nada pode separá-los do amor de Deus; e, portanto, fazendo deles gente não apenas vitoriosa segundo Deus, mas, além disso, também pessoas que vivem sem medo algum diante dos homens; e, por isto, sem serem mexidos na direção de seu andar.
Saiba isto:... Qualquer incompetência amorosa, positiva e solicita será sempre mais útil à vida do que maior genialidade que seja amargurada, odienta e cheia de auto-piedade!
Antes de entender isso não peça ajuda a Deus por nada; nem busque Nele qualquer coisa; pois, creia: Jesus disse que nem Deus consegue ajudar aqueles que quando vêem alegria, choram, e quando vêem dor, gargalham.
Faça morrer sua vida neste mundo; e abrace a morte para o mundo como o diploma que o habilita à verdadeira Vida; aquela que não vem do mundo, mas da confiança contente no amor de Deus — ainda que não lhe haja qualquer afirmação de crédito humano.


Nele, que ensinou isto e praticou o que ensinou, sendo Ele o Caminho por ser o Único que nunca foi desviado do Caminho, da Verdade e da Vida,



Pr. Hiram Ribeiro dos Santos Filho
e-mail: hiramfilho@yahoo.com.br

quinta-feira, 15 de abril de 2010

REFLEXÃO ROTÁRIA – DIA 15/04/10

Fortaleza-Ce, 15 de abril de 2010.
Amados Rotarianos Campinenses,
Saudações em Cristo!

EM DEUS TUDO FALA...

Deus criou porque não pensou somente em Si Mesmo, pois a criação é Deus pensando em outros; em todos os outros infinitamente possíveis... Portanto, na criação temos múltiplas e infindas formas de expressão de Deus e de Sua Palavra/Verbo; visto que todas as coisas foram criadas pela Palavra de Deus; e, por tal razão expressam a Sua Palavra de modo pessoal e impessoal.
Assim é que na Escritura todo ser que respira louva o Senhor, tanto quanto todos os astros dos céus, todas as criaturas, de todas as dimensões; de lesmas gosmentas a anjos ricos em força, poder e majestade.
A Escritura diz que se Deus pensasse só em Si Mesmo, toda a existência se dissolveria. Assim, se há existência [...] é porque há Deus pensando em todas as criaturas de todos os mundos conhecidos e desconhecidos, visíveis e invisíveis. Por isto se diz que a Sua Palavra se faz ouvir em toda a Terra e que é também percebida nos confins do mundo; posto que dia, noite, fala, sonho; sol e lua, luz e trevas; ventos procelosos e sussurros suaves; bem como monstros marinhos e abismos todos; e toda sorte de existência impensáveis e alienígenas, como seres de quatro faces e oito asas, com feições humanas e animais ao mesmo tempo, e que são acompanhados por rodas que giram em si mesmas, mas que obedecem a um comando de natureza espiritual [conforme Ezequiel]; ou ainda, como se diz: com árvores aplaudindo, mares cantando, ribeiros louvando; com todos os pássaros em sinfonia; sim, com jumentos profetizando, pedras falando, e até homens e mulheres de vez em quando conseguindo expressar Deus, especialmente quando amam mais do que falam —; o fato é que Deus fala; e fala sempre; e nunca até hoje deixou de falar; de falar a todos os homens, em todos lugares; usando os meios e modos disponíveis; por vezes sonhos, outras vezes impressões, intuições; ou ainda mediante as estrelas e seus estranhos caminhos que um dia levaram três homens até a uma manjedoura onde Deus mais uma vez pensava apenas nos outros.
Sim, Deus fala! Fala quando é gostoso, mas fala mais ainda quando é amargo; fala muito no nascimento, mas muito mais profundamente na morte; fala na conquista, mas incomparavelmente fala Ele nas derrotas e perdas.
Queridos e amados rotarianos, eu, no entanto, não tenho como não ouvir a Sua Voz em tudo. Cada dia mais ouço Sua Palavra em tudo e todas as coisas. Vejo Luz onde antes eu só via trevas; vejo Trevas onde antes eu só via luz; e vejo que para Ele as trevas e a luz são a mesma coisa!
Hoje ouço Sua voz na Desgraça como Graça e na Graça como Amor. Sim; hoje sei que tudo existe Nele com propósito e com carga de louvor; e que tudo o que existe fala Dele; sim, até quando parece ser uma Calamidade.
Digo isto porque não há criação sem caos; e nem há caos sem a entrega de Deus como em Cristo sendo cruscificado para propiciar todas as possibilidades de ser Nele e para Ele; ainda que para o sentir finito e moral como o meu, por vezes o que Deus chame de “minha vontade”, “ou de minha entrega”, eu perceba ou chame de caos e de morte.



Nele, em Quem tal mergulho somente me enche de alegria e vida,




Pr. Hiram Ribeiro dos Santos Filho
e-mail: hiramfilho@yahoo.com.br