sábado, 10 de julho de 2010

REFLEXÃO ROTÁRIA – DIA 08/07/10

Fortaleza-Ce, 08 de julho de 2010.


Amados Rotarianos Campinenses,
Saudações em Cristo!


BOM ÂNIMO!



Jesus disse aos discípulos em meio à tempestade, quando pensavam estar vendo um “fantasma”, que tivessem bom ânimo. Depois disse que o homem que teve bom ânimo, e, tentou ir ao encontro Dele andando sobre as águas (vindo a afundar depois de andar por um pouco), que aquele era um “homem de pouca fé” — Pedro. Depois, na última ceia (conforme o Evangelho de João), Jesus disse que no mundo se teria muita aflição, mas que se tivesse ‘bom ânimo’, pois Ele havia vencido o mundo. Assim, há o ‘bom ânimo’ que é uma pequena fé, mas suficiente para por alguém com a vontade de andar até sobre as águas. E há o ‘bom ânimo’ que é focado em Jesus, e na vitória Dele sobre as aflições desta existência.
Amados e queridos rotarianos, no primeiro caso Pedro (aquele que andou sobre as águas e depois sucumbiu), tomou tal iniciativa, abandonando o medo do fantasma e o pavor do poder da tempestade — baseado no fato de que Aquele com Quem ele falava era o próprio Jesus. Desse modo, ousou o impensável para, então, sucumbir ao primeiro medo que o assolara — o medo da tempestade. Já no segundo caso, o próprio Jesus diz que a vitória sobre as aflições vem exclusivamente de se ter a Ele, Jesus, como referencia absoluta para a visão da vida; pois, Ele é Aquele, único, que venceu o mundo.
Desse modo se fica sabendo que o bom ânimo que existe apenas como uma predisposição psicológica e positiva para pensar o melhor, ajuda muito a qualquer um, mas apenas quando a vida está boa. Nesse caso, o bom ânimo é bom humor, e também é positividade. E há grande poder em tais sentimentos e atitudes. Funcionam até na vida de ateus (se é que tal existe mesmo). Sim, porque até mesmo bandidos positivos prosperam mais que bandidos negativos. Tal bom ânimo (que é de si mesmo) é útil à vida, mas não anda sobre as águas; além de que foge de fantasmas.
O bom ânimo acerca do qual Jesus falou não era “o poder do pensamento positivo”. Nem era uma mera auto-ajuda. Ele ia muito além de tais coisas, por mais positivas que sejam. Isto porque o que Jesus ensinou não se estribava em circunstâncias favoráveis. Ao contrário, o bom ânimo ensinado por Ele acontecia contra fantasmas, contra tempestades, e contra as aflições do mundo. Pois, no primeiro caso, era na direção de Jesus que Pedro andava sobre as águas; e, no segundo caso, a vitória sobre as aflições vem de se ter o olhar fixado, pela fé, Naquele que é nossa vitória sobre o pecado (o nosso), sobre as tristezas (as nossas), e sobre toda angustia (as nossas); pois, Ele é Aquele que levou nossos pecados e que levou nossa morte, morrendo por nós e ressuscitando.
Sem esse foco em Jesus, em Deus (“Credes em Deus? Crede também em mim” — disse Jesus); e sem esse andar certo de Seu amor por nós — ninguém encara fantasmas, e nem tampouco enfrenta as tempestades impensáveis (andando sobre as águas); e menos ainda conseguirá vencer o mundo, cujo maior poder é o da desesperança (no caso de quem continua honesto) e o do cinismo (que é o que acomete aquele que fica dormente para não morrer).
O apóstolo Paulo ensinou que o pensar em coisas boas, honestas, edificantes, positivas, e enaltecedoras — é um exercício que todos os discípulos de Jesus devem praticar. E acrescentou: “E o Deus da paz será convosco”.
Entretanto, ele mesmo, Paulo, disse que o único poder capaz de nos habilitar para a sermos mais que vencedores (e, portanto, capazes de enfrentar tudo; pobreza, opressão, perda, ameaça, perseguição, dimensões, e até qualquer outra criatura ou fantasma) — era a consciência em fé acerca do amor de Cristo por nós.
Queridos rotarianos, sem que eu ande pela fé e em confiança, poderei até ter uma boa atitude na vida; mas apenas enquanto os fantasmas não aparecerem, os mares não se tumultuarem, e a vida não for feita de aflição; pois, quando é assim, somente Alguém maior que o mundo pode manter nosso ânimo, caso continuemos a olhar apenas para Ele, sem nos deixarmos possuir pelo pavor inspirado nas adversidades.
“Não se turbe o vosso coração. Credes em Deus? Crede também em mim”. Quando se olha apenas para Ele (Jesus), fé é bom ânimo; e bom ânimo é a própria fé. Mas quando não se olha apenas para Ele, então nosso ânimo variará conforme as circunstâncias. Afinal, quem de nós vence o mundo? Sim, quem de nós vence tudo o que nos relativiza, culminado na própria morte?
Assim, amados e mui queridos rotarianos, há somente uma coisa a fazer: andar pela fé, em confiança, crendo no cuidado e no amor de Deus por nós, sabendo que todas as coisas, todas elas, contribuem para o bem daqueles que amam a Deus. Ora, o fruto desse andar é bom ânimo em tudo, pois, quem tem tal significado para existir e viver tem também um olhar venturoso acerca de tudo; visto que já está posto, em fé, acima de todo fantasma, de todo principado e poder; e de toda tempestade deste mundo. Afinal, esse mesmo já sabe que tudo apenas acrescenta valor e significado à sua existência. Pode haver maior poder de ânimo do que este?



Nele,
Que nos guarda nas asas da fé!


Pr. Hiram Ribeiro dos Santos Filho
e-mail: hiramfilho@yahoo.com.br

segunda-feira, 5 de julho de 2010

HOMENAGEM PÓSTUMA DO ROTARY CLUB CAMPINA GRANDE AO COMPANHEIRO JOSÉ STÊNIO LOPES

Um cearense fidalgo, intelectual e amigo. Ele veio da chapada do Araripe, na meso-região sul do estado, mais precisamente do Crato e subindo a serra da Borborema, não mais desceu, aqui ficando desde 1957.

Estudioso, pesquisador, relator critico, jornalista, escritor, poeta, professor e administrador da educação. Discreto, reservado, calmo, tranquilo, de voz baixa. Não me lembro de tê-lo ouvido falando alto, só nos seus artigos e escritos, extrapolando fronteiras e limites. O seu andar era simbiótico à fala mansa que despertava atenção e o olhar curioso da platéia.

Falo de José Stênio de Lucena Lopes, decano em Rotary, um companheiro dos mais ilustres desde 30 de janeiro de 1958. Olhar parado, enxuto. Observador atento, participativo, colaborador, prestativo. Foi presidente do nosso clube no ano rotário 1963/1964. Deu importantíssima colaboração ao Rotary Club com palestras, conferências, treinamentos e viagens para assembleias distritais. Tinha pelo Rotary Club Campina Grande constante preocupação e procurava inteirar-se de tudo e fazia questão de participar das campanhas, contribuindo com doações, resgatando quotas.

Stênio lopes deu extraordinária contribuição na fundação e instalação do Senai aqui em nossa cidade. O seu caráter, sua altivez e o seu traço marcante de personalidade se confundiam com o nome do importante estabelecimento que teve a honra de administrá-lo - o Senai de Stênio Lopes, era assim conhecido.

Este campinense por adoção e título honorário contraiu núpcias com Maria Leda de Figueiredo Lopes em 1940 e do consórcio tiveram sete filhos. Há pouco menos de um ano, Dona Leda teve que retornar para o sítio Monteflor, na querida região da Serra Verde. O pequeno cafezal, o canavial, uma mata preservada e as fruteiras estavam precisando dos seus cuidados. Agora, seu marido Stênio é chamado para juntos darem continuidade ao empreendimento que iniciaram.
Ao amigo e pranteado companheiro, nosso preito de gratidão pelo muito que fez pelo nosso Rotary "dando tudo de si, antes de pensar em si". Aos seus familiares, aceitem nossas condolências e votos de resignado conforto.

Saudações Rotárias

Zouraide Silveira
Rotary Club Campina Grande

Campina Grande , 03 de julho de 2010

quinta-feira, 1 de julho de 2010

REFLEXÃO ROTÁRIA – DIA 01/07/10

Fortaleza-Ce, 01 de julho de 2010.


Amados Rotarianos Campinenses,
Saudações em Cristo!


A FÓRMULA DA EXISTÊNCIA!

Há quem se queixe de ter uma única coisa na vida? Eu, todavia, pergunto: e você acha isto pouco? Jesus disse que a formula do existir pode ser reduzida a “uma só coisa”, contra o suposto valor de “andar inquieto e preocupado com muitas coisas”.
Este foi o pensamento que me veio à cabeça quando ia hoje pela manhã a uma distribuidora de alimentos visitar um cliente.
Então, cheguei em casa, enviei o pedido à indústria e fui direto a Lucas 10.36 à 11.4.
Foi inevitável ver. Lá estava. Aquela “uma só coisa”. Bem aberta. Bem diante de mim. Sorrindo para mim. Me convidando. Me dizendo como digo à minha alma: Confie! E ela sempre confia. Eu sempre a peguei em segurança. Agora ela aprendeu a confiar. Fui para o quarto e reli a passagem. Vi outras muitas coisas. Por exemplo, fica claro ali que ansiedade gera neurose. “Marta! Marta! Andas inquieta e te preocupas com muitas coisas. Pouco é necessário; ou mesmo, uma só coisa”.
Amados e queridos rotarianos, inquietação gera preocupação, que gera a ansiedade essencial, e que pensa se alimentar na segurança das muitas coisas; e que são todos os tesouros que sempre que alcançamos deixam de ter valor de contentamento para nós. Pois, eis que o ser se viciou em muitas coisas...e existe para o nada das coisas que não são.
Muitas coisas? Qual é o seu nome?—pergunto eu. Legião é meu nome!—responde ela desmascarada. O diabo mora nas muitas coisas. Deus habita uma só coisa.
O texto de Lucas prossegue até a oração do Pai Nosso. Naquela oração está a uma só coisa. O nome dessa uma só coisa é Confiança. Se não, veja: O Pai é nosso; o reino é Dele; o único santo e santificador é Ele mesmo; o pão que comemos vem Dele; e o perdão que recebemos é proporcional à nossa capacidade de perdoar em razão de nos enxergarmos como grandes perdoados por Ele.
E se há esperança de não cair em tentação-fixação-compulsão-vício-escravidão, então, também é apenas por causa da libertação que só pode vir Dele. O resumo de tudo é: Sem confiança o ser jamais experimenta verdadeiro contentamento.


Nele,
Que nos manda confiar e confiar sempre!


Pr. Hiram Ribeiro dos Santos Filho

quinta-feira, 24 de junho de 2010

REFLEXÃO ROTÁRIA – DIA 24/06/10

Fortaleza-Ce, 24 de junho de 2010.


Amados Rotarianos Campinenses,
Saudações em Cristo!



O MUNDO ACABOU PARA MIM!
E pra você?


“Pois para mim o viver é Cristo; e o morrer é lucro!”
Apóstolo Paulo


Para quem encontra Jesus e Sua Palavra, que é o Evangelho de Deus, não há mais como viver [...] senão num mundo que já não é; que já acabou.
O mundo, como era, acabou; embora todos os seus sinais de vigor e poder estejam mais do que presentes entre todos os humanos. Sim; pois o mundo acabou no olhar...
Antes de Jesus havia apenas um modo de ver o mundo, com uma ou duas exceções filosóficas; os demais, no entanto, caminhavam todas segundo o fluxo do mundo que existe para os que dele vivem... Em Jesus, no entanto, para todo aquele que vê além do visível, ou seja, para ‘os da fé’, o mundo acabou irremediavelmente, sem chance de ressurreição!
Para mim, por exemplo, a presente existência é uma sucessão de atos de fé num mundo que existe em estado de morte completa; pois, tudo o que caracteriza os poderes deste mundo, foi despojado, desmascarado, desenganado, liquidado, morto e consumado em Jesus; visto que em Jesus as mortalhas do mundo foram removidas, sua ‘burca’ foi retirada, e apareceu a cara da morte/morta; embora uma viva/morta que é o motor dos zumbis que pelos valores de vento gelado de tal essência/morta se alimentam e se deixam mover...
Queridos e amados rotarianos, em Jesus, todavia, o mundo acabou para todo aquele que enxergou do que o mundo é feito: de mentira, ilusão e fantasia; tudo criado pelo surto da cobiça do diabo que se tornou nossa!
Como o mundo não acabou para mim?... Sim! Se quando Jesus nasceu os poderes se inverteram: o reino se transferiu para a Manjedoura! Sim! Se quando Jesus viveu o pecado foi vencido em todas as tentações! Sim! Se quando Jesus curou todas as doenças Ele decretou o fim da morte e da dor criados pelo mundo! Sim! Se quando Jesus morreu Ele matava a morte espiritual que mata a todo homem! Sim! Se quando Jesus ressuscitou dos mortos a própria Morte, o Diabo e o Inferno [...] foram lançados para dentro do Lago de Fogo como Decreto da Vida contra a Morte e seus agentes deliberados! Sim! Se quando Jesus ascendeu aos céus todo poder existente no mundo e em qualquer existência se tornaram definitivamente por Ele vencidos pelas sutis e invisíveis forças do amor!
Portanto, para mim, o mundo acabou...
O mundo morreu... Sim; com suas glórias, cobiças, invejas, pressas, honras, dignidades, importâncias, sucessos, conquistas, afirmações, poderes, influências, medos, fanfarrices ilusórias, auto-engano, e culto ao estético, ao belo e ao aparentemente superior...
Ele, o mundo, não morreu apenas para quem continua vendo a vida pelo olhar do mundo; mas para quem agora só vê o que seja vida, e não mais o que seja existência como mundo, sim, para tais o mundo acabou; assim como para mim ele já era; embora minha vida aconteça nesse ambiente que é sem ser; que aparenta, mas não é; que fala de vida, embora seja um convite da morte!
Ora, é somente quando o mundo morre que a pessoa ganha o olhar que a faz viver nesta existência sem que isso signifique um viver do mundo. Na realidade é um viver no ambiente/mundo, sem que, todavia, não se tenha nada a ver com ele!
Esta é a minha ambivalência em relação ao mundo: ele está morto para mim e eu para ele; e, por isto, e somente por tal razão, posso viver nele... E mais: nele posso viver sem a sua sorte de existência, que é animada pelo medo da morte, sendo este o poder que gera todas as formas de ilusão de poder e de superioridade satânica na existência segundo o mundo.
O apóstolo Paulo disse que a “aparência deste mundo passa”. Por isto ela manda que os que choram sejam como os que não chorassem; que os que se casam como se solteiros fossem na sua liberdade de seguir a vida de modo desimpedido; que os que compram sejam como os que nada possuem; que os que se servem deste mundo sejam como aqueles que usam produtos descartáveis; e que até mesmo aqueles que se alegram, sejam como aqueles que não têm porque alegrar-se...
Este é meu paradoxo! Sim! Vivo... mais vivo numa existência que já acabou para mim! Este era o convite do apóstolo Paulo a todos os discípulos de Jesus! Sim, dizia ele: “Vocês morreram com Cristo! O mundo acabou! Estamos crucificados com Jesus! Ressuscitamos com Ele! Assentamo-nos no Seu trono juntamente com Ele!”.
Portanto, embora aqui ainda, somos apenas uns forasteiros; uns seres de passagem; livres como a liberdade verdadeira que tal certeza instila em nós para sempre!
Para aqueles que entendem que o grande milagre do Evangelho é revelar o que é o mundo, do ponto de vista do Deus da Vida, surge grande libertação em relação a tudo o que se chame mundo; ao mesmo tempo em que, por tal milagre de entendimento, o mundo acabe de fato para o discípulo de Jesus; embora, apesar disso, o mundo se torne o lugar no qual vencemos o mal com o bem.
O mundo é o meu lugar de estar, mas não é meu modo de ser!



Nele,
Em Quem somente a morte pela fé nos liberta para o sentido da vida!



Pr. Hiram Ribeiro dos Santos Filho

quinta-feira, 17 de junho de 2010

REFLEXÃO ROTÁRIA – DIA 17/06/10

Fortaleza-Ce, 17 de junho de 2010.


Amados Rotarianos Campinenses,
Saudações em Cristo!


PARA QUEM GOSTA DO QUE É SIMPLES!


Não se preocupe com Deus. Ele cuida de Si mesmo. Ele se defende. Ele é maior de idade. Não se angustie por Deus. Ele não se transtorna e nem se abala.
Não defenda Deus. Se Ele não defender a Si mesmo, por que haverá você de fazê-lo? Você tem melhores argumentos?
Não se aflija em fazer Deus compreensível. Isto não é possível. Ele revela a Si mesmo ou nada é discernido.
Fale de Deus como Ele fala de Si mesmo.
Fale de Jesus como Jesus falou de Si mesmo.
Fale do Evangelho como ele fala em si mesmo.
Nunca discurse Deus. É obra de artífice de ídolos de linguagem.
Nunca filosofe Deus. É a louca-loucura dos sábios, que é a maior insensatez para Deus.
Nunca doutrine sobre Deus. É melhor oferecer bula de remédio a um doente analfabeto.
Confie sempre na verdade. Ela é invencível.
Confie sempre no amor. Ele é de Deus; pois Deus é amor.
Confie sempre que a paz é a melhor arma e a melhor defesa.
Creia simples e tudo será maravilhoso.
Creia complexo e você jamais terá alegria.
Creia, apenas creia, e tudo passará a ser possível.
Mas, sobretudo, seja sincero com Deus e com você mesmo amigo rotariano, pois, sem isso, nada acima é verdade.



Nele,
Que obedeceu até o fim!


Pr. Hiram Ribeiro dos Santos Filho
e-mail: hiramfilho@yahoo.com.br

sábado, 12 de junho de 2010

REFLEXÃO ROTÁRIA – DIA 10/06/10

Fortaleza-Ce, 10 de junho de 2010.


Amados Rotarianos Campinenses,
Saudações em Cristo!



COITADA DA ÁRVORE DO CONHECIMENTO:
Virou o Judas vegetal da queda!



A Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal, plantada no jardim do Éden por Deus, não era má, só não era para o homem... Talvez por nada... Talvez apenas porque era assim ou precisasse ser... Quem sabe? Eu apenas confio!
Aliás, possivelmente nada houvesse em seu fruto, nenhum alterador de consciência, nenhum sabor especial, nenhuma cogumelo alucinógeno; enfim..., nada. Tudo acontecia apenas na mente.
A Árvore, do lado de fora, poderia sem um pé de Tamarindo, como no Livro de Enoque (livro apócrifo), ou um Jenipapo enrugado, ou como um pé de mamão muito doce da casa de meu sogro Joevi.
O problema é que tudo acontecia ‘apenas’ dentro...
A Árvore não era; ela apenas se fazia; ou se faria ou não. Tudo dependeria a obediência do homem. Se ela nunca tivesse sido comida, ela teria sido apenas aquilo que nunca foi por nunca ter sido comido.
Mas como ela foi comida, ela virou todas as árvores do jardim e muito mais; ela se tornou todo o potencial da mente humana sem o teto da obediência ao mandamento do amor de Quem falava... Deus!
Queridos rotarianos, a Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal teve sua representação simbólica do lado “de fora”, se teve; porém, sua verdadeira manifestação é dentro da mente, no jardim ou desertos de decisões; pois, ela carrega apenas o poder do gosto e da química que decorrem da obediência ou da desobediência.
Entretanto, uma vez comida, ela nasce em nós; ela vira DNA; ela é a gente.
Do lado de fora ela é a teia que nós formamos; para o bem e para o mal; feita de todas as nossas bondades, maldades ou ambigüidades.
Tudo o que Deus criou, Ele criou bom. E a Árvore do Conhecimento não era um ente caído ou amaldiçoado, mas apenas um ente ‘Referente’; um ente/portal de escolha; um lugar interior de decisão de amor livre; um lugar de confiança; um singelo berço da fé que obedece por que confia...
Era só isto, pois era tudo isto!
Essa Árvore não aparece na Nova Jerusalém. Ela é a Árvore de nossas relatividades e ambigüidades. Por isto ela morrerá quando vier o que é Perfeito... Jesus! Espero que isto seja útil ao seu discernimento do processo de bem e mal neste mundo.
Esta é a razão de eu escrever tanto, vez por outra, acerca desta Árvore. Coitada. A culpa não é dela. Falo da Árvore de nossas obsessões, e que existe hoje dentro de cada um de nós.
Pense nisto e escolha sempre obedecer a Deus, pois este é o Caminho dentro da Verdade, que leva somente a Vida!


Nele,
Que obedeceu até o fim!



Pr. Hiram Ribeiro dos Santos Filho
e-mail: hiramfilho@yahoo.com.br

quinta-feira, 3 de junho de 2010

REFLEXÃO ROTÁRIA – DIA 03/06/10

Fortaleza-Ce, 03 de junho de 2010.


Amados Rotarianos Campinenses,
Saudações em Cristo!


DEUS É ‘IMPOSSÍVEL’!


Sem fé é impossível agradar a Deus! Sim, pois sem fé não há como o finito se relacionar com o infinito, posto que o infinito não caiba na lógica finita, e, portanto, apenas a fé pode acessar o Impossível/Infinito.
Ora, Deus é Impossível e Absurdo!... Deus é tanto Óbvio como Absurdo!... Ele é Óbvio porque sem palavras e sem demonstrações é mais que Possível pensar que haja Deus como causa da vida e de todos os sentidos que dão razão para ser e existir — todavia, é assim exclusivamente em razão do Absurdo! Ou seja: A existência é tão complexa e absurda que se torna óbvio que ela somente exista em razão do Absurdo; o que é Óbvio. Assim, se é o Absurdo que faz algumas pessoas não crerem em Deus, é também pelo Absurdo que eu, por exemplo, creio Nele de modo Óbvio.
Queridos e amados rotarianos, a existência é tão Absurda que faz Deus Óbvio... Entretanto, o Óbvio/Deus só pode ser entendido como não entendimento do Absurdo; ou seja: pela fé. O entendimento do Absurdo, todavia, só acontece pela compreensão da não compreensão do Absurdo... Apesar disso [...] — Deus é tão Absurdo quanto Óbvio!...
Ora, a fé é o que existe entre o Óbvio e o Absurdo! A fé prova Deus de modo indemonstrável exceto como experiência. Sim, a prova de Deus só pode ser demonstrada como experiência pessoal, o que não serve como prova para nada, exceto para aquele que provou.
Desse modo se pode dizer que a única apologia acerca de Deus é aquela que o Evangelho e os Profetas propõem quando dizem: “Conheça a Deus e mostre isso fazendo o bem”.
Mas não há provas da existência de Deus exceto para aquele que O conheça pela fé. Afinal, Deus determinou na Sua sabedoria que por nenhuma sabedoria humana ou de qualquer outra natureza se possa conhecê-Lo. Todavia, tal determinação divina não acontece senão como impossibilidade do finito açambarcar o infinito! Por isso, quando me pedem para fazer apologia de Deus [...] eu sempre me nego a fazê-lo; posto que me seja tarefa mais fácil tentar explicar o pior absurdo na existência do que buscar explicar a existência como fruto do Absurdo/Amor que pré-existe a todas as coisas...
Na realidade é Impossível agradar a Deus sem fé, visto que somente a fé põe o finito em dialogo Óbvio com o Absurdo!
Pense nisso; mas se quiser explicações..., desista; visto que a única explicação é inexplicável, exceto pela fé.

Nele,
A Quem conheço sem entender, a Quem amo sem poder demonstrar senão pela fé, e a Quem temo sem medo algum enquanto caminho crendo Nele mais do que na minha própria existência,


Pr. Hiram Ribeiro dos Santos Filho
e-mail: hiramfilho@yahoo.com.br