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quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Homenagem póstuma dos Rotary Clubs de Campina Grande a Maria da Guia Costa

Maria da Guia Costa

Dona Guia, mulher augusta, augusta mulher. Cabelos brancos, alvos como a flor da açucena. Olhar parado, enxuto. O sorriso tênue a destacar uma nobre fisionomia. O pensamento contrito no desvario imaginativo do seu tempo. o tempo que se foi perdido na inquietação de suas preocupações.

Foi assim que a vi pelas últimas vezes, acomodada no sofá instalado à porta do nosso querido La Costa, a nossa casa, a casa dos Rotary Clubs de Campina Grande.

Na noite de antes de ontem, ela disse a Creuza, a criatura que dela cuidava e zelava pelo seu sono, justo sono: " Amanhã haverá uma grande e bonita festa aqui. Terá adorno de muitas rosas". Mas a festa que Dona Guia cuidava em antecipá-la, está acontecendo noutras paragens, em uma instância bem superior, nos condomínios cobertos de arvoredos multicores, ouvindo o sonoro cantar dos passarinhos, convidada sob os auspícios dos mais puros espíritos de luz, nas mais belas estâncias do Nosso Criador. A sua romagem aqui na terra foi coroada de absoluto êxito, mesmo sob inclementes e ingentes percalços.

Mãe de onze filhos, viuva aos 41 anos. Uma prova imposta pelo destino, que soube suportá-la com altivez, dignidade e determinação. Do pouco fazia muito para distribuí-los com seus amados filhos, reflexo da magia que envolve o mistério do prodígio materno.

Nascida em Pocinhos, brejo paraibano, em 1924. Aos 20 anos contrai núpcias e fixa residência na cidade de Esperança, bem próxima de nossa Campina, que haveria de recebê-la, já como experiente e próspera comerciante no ramo de estivas, cereais e utilidades domésticas.

Esta veneranda Senhora, avó de 30 netos, bisavó de 17 bisnetos, é rotariana por afinidade e abnegação, consideração e desvelo, acima de tudo por nossa gratidão, merecimento e honorabilidade. Mãe de muitos filhos, entre eles nossos amigos Graça e Pacelli, sempre nossos companheiros; sogra do companheiro José Edvaldo; avó de Amanda, Raissa e Camila, distintas, educadas e de fino trato, casadas com os companheiros André, Alexandre e Migliácio, pessoas do mais elevado merecimento para todos nós.

Companheiro Pacelli, sua maezinha não vai lhe deixar só. Você, Graça e toda a familia terão a certeza que Ela será vista por aqui, continuando sua companhia de sempre, velando por todos. A morte não existe. Há tão somente a separação do corpo. Seu espírito será sentido, vê-lo-emos pela segunda vista. Haveremos de sentir seu perfume nos recantos do La Costa.

Muito obrigado,

Hiram Ribeiro dos Santos
Rotary Clubs de Campina Grande

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Homenagem do Rotary Club Campina Grande ao “Dia dos Pais”

“Honra teu pai e tua mãe, amarás teu próximo como a ti mesmo”.
(Mateus: 19.19)

O Dia do Pai tem origem na antiga Babilônia, há 4 mil anos. Um jovem chamado Elmesu Moldou esculpiu em argila o primeiro cartão. Desejava sorte, saúde e longa vida a seu pai.

Nos Estados Unidos, Sonora Luise resolveu criar o Dia do Pai em 1909, motivada pela admiração que sentia por seu pai, Jonh Bruce Dodd. O interesse pela data difundiu-se da cidade de Spokane para todo o Estado de Washington e daí tornou-se uma festa nacional. Em 1972, o presidente americano Richard Nixon oficializou o Dia do Pai. Naquele país, ele é comemorado no terceiro domingo de Junho, assim como no Reino Unido, Argentina e Peru. Em Portugal e na Itália é comemorado a 19 de março.

No Brasil, é comemorado no segundo domingo de agosto. A criação da data é atribuída ao publicitário Sylvio Bhering e foi festejada pela primeira vez no dia 14 de agosto de 1953, dia de São Joaquim, patriarca da família. Sua data foi alterada para o 2º domingo de agosto por motivos comerciais, ficando diferente da americana e européia. Na Alemanha se comemora no dia da Ascensão de Jesus e na Rússia é comemorada a 23 de fevereiro, chamada de “O Dia do Defensor da Pátria” (Den Zaschitnika Otetchestva). Na Austrália a data é comemorada no 2º domingo de setembro, com muita publicidade.

Ano passado a nossa homenagem cingiu-se quase que exclusivamente aos pais que já se foram, por um rejúbilo sentimental. No nosso coração não há nada de esquecido. O cheiro dos que partiram bafeja a nossa vida. O pai é o primeiro sol que encontramos na vida; o primeiro caminho, o caminho direito que foi o princípio e será o fim de nossas vidas.

Ser pai é sentir e compreender. É ter sensibilidade ativa, minuciosa e humana, capaz de solucionar os problemas dos filhos nas dificuldades da vida. Ser pai é apontar outros horizontes, outras iniciativas e ter a imaginação reformadora. É ter um espírito novo e métodos eficazes para o engrandecimento da família.

Ser pai é ter a ânsia de servir, é saber transmitir o exemplo da dignidade, da honra e da verdade. É ser presente até na ausência, quando compulsória, seja lá por quais motivos. Ser pai é ter o sentimento de amor e paz, sem perder o rigor e o cuidado vigilante.

Mas não nos esqueçamos de honrar pai e mãe, augusto preceito bíblico. Quem sempre cuidou e velou, igualmente merece ser cuidado e velado no ocaso da existência. Não importa se há penúria social, se há carência da assistência total, ou não. O que importa é o desvelo, o carinho, o afeto, a amizade, a convivência, a gratidão de quem muito recebeu e deve ter a solidariedade de assistir na alegria e na dor aquele que em continuada preocupação, lutou e se privou para dar o melhor ao filho querido. As posições se invertem no estágio avançado da vida.

Como entender a ausência e a omissão do filho que após educado e instruído partiu para outras plagas e não mais voltou. O pai que lutou com as forças obtidas tendo o suor e o sacrifício como companheiros do dever, não suporta, nem pode prescindir da permanente atenção, companheirismo e assistência de sua criatura. A missão do filho é honrar o pai com coragem moral e disciplina no espírito, cumprindo uma tarefa que é inspiração do dever e mandamento de Deus, o Pai, que é pai de todos.

Não imaginemos algo que atormente mais o filho que o remorso, por não ter honrado pai e mãe, principalmente por conflito nutrido em busca da ganância e do haver material. Existem pais adotivos, os que adotam filhos ou que cuidam como se o fossem. No trabalho, na comunidade reduzida ou ampliada, existem os verdadeiros pais. São aqueles que, essencialmente prestativos e preocupados com os problemas sociais, são reconhecidos com a expressão: “Ele é um verdadeiro pai para mim”. Essa adoção dar-se de forma pública e particular; o empresário que é excelente patrão, o padrasto que ajudou a educar e instruir o filho da companheira, o administrador público que de tão humano e responsável é titulado como “O pai da pobreza”.

Uma convivência bonita, agradável, construtiva e abastecida de confidências, nutrida por um sentimento puro e transcendental, onde o respeito e a admiração pontificam em bela harmonia. Esse sentimento deve se perpetuar à posteridade, transmitindo com zelo, presteza e determinação aos nossos filhos, os ensinamentos que recebemos de nossos pais.

Queiram todos os pais, companheiros em Rotary, familiares e amigos de nossa querida Campina Grande, receber felicitações por este dia, seguidas de nossas,

Saudações Rotárias

Hiram Ribeiro dos Santos
R C Campina Grande

Em 07 de agosto de 2008